FILOSOFIA CONTUNDENTE

 Olá Escritores !!


Preparados para o artigo desta semana ??


No artigo de hoje vamos falar de EDUCAÇÃO e FILOSOFIA dando mais um passo na missão de transformar a Filosofia um assunto acessível para TODOS os públicos, desfazendo os guetos do saber e os estereótipos que pesam sobre quem ousa ter um pensamento crítico.


Em tempos obscurantistas como o nosso, onde, o nazifascismo é uma realidade, precisamos, mais do nunca, do pensamento crítico e de pessoas emancipadas que mudem a realidade em que vivem;


por isso resolvemos trazer para a nossa mesa de debate formas de tornar a Filosofia emancipadora e intervencionista com maneiras de agir no mundo e mudar as coisas que estão erradas através da percepção dos problemas e da ação, uma Filosofia Contundente, por assim dizer.



Para que isso aconteça e a Filosofia se torne um valor de ação em nosso país, com pessoas desenvolvidas e com um pensamento crítico, maduro, orgânico e atuante temos que passar impreterivelmente pela Escola, é por meio da implementação de uma Educação crítica que vamos estabelecer as condições para que todos os membros de nossa sociedade sejam capazes de desenvolver um pensamento emancipatório.  


Quanto mais cedo nossos jovens forem estimulados ao pensamento crítico, mais rápido alcançaremos este sonho de viver em um país de pessoas que pensam por si, ao invés de esperar por falsos messias.


Por isso, nosso texto de hoje vai abordar o ensino de Filosofia focado principalmente no Ensino Médio, uma instância estratégica na Educação, avançando um pouco mais em um método que auxilie o professor nesta árdua e nobre tarefa de transformar nossos jovens em cidadãos que tomam as rédeas dos destinos de sua nação em suas mãos. 


Nosso artigo de hoje entra como mais um capítulo no tema EDUCAÇÃO, um tema recorrente em nosso espaço dado a sua relevância, o texto que você está prestes a ler se conecta com outros textos já publicados em nosso espaço, são eles: 


A FILOSOFIA SERVE PARA QUÊ?;


OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL


O CONHECIMENTO COMO UMA MERCADORIA


A IMPORTÂNCIA DOS PROGRAMAS EDUCACIONAIS - CONSIDERAÇÕES SOBRE O PIBIB


OS CAMINHOS PARA SE ENSINAR FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO;  


PENSAMENTO CRÍTICO PARA O PÚBLICO INFANTOJUVENIL.  



Todos estes textos têm como temática principal a  EDUCAÇÃO e a FILOSOFIA, com abordagens diversas e perspectivas diferentes que se complementam e ampliam o debate que estamos tratando hoje.


...


No texto de hoje vamos discutir como um método de ensinar Filosofia para nossos estudantes do Ensino Médio pode ser o pontapé inicial para que se forme, paulatinamente, uma sociedade possuidora de pensamento crítico e como, a partir daí, fazer da Filosofia uma forma de mudar o mundo de fato.


Então, sem mais delongas, vamos dar mais este passo na construção da sociedade que todos almejamos;


justa, emancipada, crítica e atuante.


Desejamos para você uma Boa Leitura !!


As fotos de que ilustram nosso artigo de hoje são parte de um belíssimo mural que dá vida à E.E.E. F.M. Arlindo Ferreira Lopes, Rua Elias Thomas, Bairro Boa Vista II - Serra- Espírito Santo. 
Foi obra do artista Vagno de Souza >>> Você pode conhecer mais do trabalho de Vagno no Instagram; Estúdio Vagno de Souza (@vagno_de_souza) ou através do WhatsApp (27) 999 030 276   

  

 


Em 4 séculos da história da educação no Brasil a Filosofia como matéria foi incluída e excluída diversas vezes do curriculum escolar;


sempre pesou sobre a Filosofia a sina de ter que explicar o motivo de sua importância, Antonio Joaquim severino, um filósofo brasileiro estudioso da Educação, em seu texto; O Papel da Filosofia no Brasil - Compromissos e Desafios Atuais: Reflexão, vai dizer:


- A Filosofia se vê, de repente, solta no tempo e no espaço, diante da desconhecida tarefa de sobreviver por conta própria, de justificar sua presença no mundo e definir sua exata contribuição, dizendo para que veio.


Nos dias atuais, em tempos de fascismo, os ataques são de ordem ideológica, com características bem especificas, mesmo assim, no cerne, está mais uma vez posta a questão sobre o que a Filosofia é; no sentido de sua identidade, sua origem, sua história e o questionamento pragmatista e funcionalista, relativo à sua função; o que a Filosofia faz.


Todo este martírio que a Filosofia enfrenta no decorrer histórico vem, justamente, de suas características próprias, certamente, a Filosofia não é uma disciplina como as outras, a Filosofia não é uma disciplina na qual se faz reflexões sobre outros saberes, trata-se de uma formação mais abrangente do que pragmatista;


abrangente entenda-se aqui; preocupada com a contribuição para a formação de uma vida ética e política de todos os estudantes/cidadãos, este é o privilégio da Filosofia como uma disciplina dentro do Corpo Escolar e, ao mesmo tempo, o motivo de sua perseguição história afora;


A Filosofia é um caminho complementar para todas as outras disciplinas, pode interagir com a Matemática, História, Português com todos os saberes sem exceção, mas não pode se perder no meio de todas estas interdisciplinaridades, deve manter a sua identidade.


O lugar da Filosofia em nossa sociedade está definido, abrange um amplo sentido de formação dos cidadãos, fomentando nos mesmos uma visão crítica da realidade, de sua factível realidade;


não obstante, não vamos ignorar o fato de que as faculdades de Filosofia têm em seus programas voltados para a ministração de aulas nas escolas a produção de uma Filosofia "em massa" ou seja, voltada para uma história da Filosofia que deixa o filosofar em segundo plano;


a Filosofia conhece as suas limitações, dado seu extremo teor crítico que poe a si mesma sob julgo e, conhecendo nossas falhas, devemos dar uma resposta aos rumos antifilosóficos escolhidos por nossa sociedade atual. 


A tarefa da Filosofia é confrontar a realidade para interpretá-la, assim sendo, nós mesmos, os filósofos, devemos refletir sobre o papel da Filosofia nos dias atuais, a Filosofia deve conter um caráter intervencionista no mundo, muito mais do que um caráter puramente contemplativo. 


Neste ponto de nosso artigo, vale a pena estabelecer a diferenciação entre a Filosofia acadêmica e a Filosofia para o Ensino Médio e para a população em geral  (Filosofia Média), a primeira é fundamentalmente teórica, pois, refere-se ao estudo aprofundado das grandes teorias, o estudo hermenêutico e contemplativo, o segundo trata do refletir cotidiano, do pensamento que se volta para a realidade imanente e vivida. 


Ao meu ver, já passou da hora da Filosofia oficializar esta separação em seus programas de ensino nas faculdades, ou seja, reconhecer a existência de uma forma de filosofar diferente da acadêmica, menos teórica e mais contundente;


"desfazer os guetos da informação" expressão recorrente em nossos artigos sobre Educação, refere-se a isto; a reconhecer que existem 2 maneiras de filosofar distintas; uma é a Filosofia acadêmica a outra é a Filosofia Média e, é de bom tom ressaltar, que não se trata de baixar o nível da Filosofia acadêmica, acreditamos que se trata do contrário disso, ou seja, trata-se de aumentar o nível crítico das pessoas;


se trata de considerar a realidade de nossas escolas, de nossos estudantes, de nossa sociedade e de nosso país e fornecer a oportunidade para que todos tenham a chance de desenvolver em si um espírito filosófico que poe sob julgo as contradições de nossa sociedade, em outros termos, trazer a Filosofia para o cotidiano das pessoas;


A Filosofia acadêmica estaria salvaguardada e não perderia em nada sua importância para nosso desenvolvimento filosófico, pois, ao aluno que lhe apetecer o gosto pela Filosofia acadêmica, instigado talvez  pela Filosofia Média, poder-se-ia passar para um estudo mais aprofundado e teórico da matéria, estudando as grandes teorias com o rigor acadêmico.


Nestes termos, como desenvolver esta Filosofia Média, voltada para os alunos do Ensino Médio e que visa, em última análise, formar uma sociedade mais pluralista e crítica de seus próprios destinos? 


Para tentar responder a este questionamento temos que ter em mente que o maior perigo para a Educação em nosso país é colocar a Escola somente como formadora de mão de obra para grandes indústrias ou de cidadãos apáticos, indiferentes e "militarizados";


tendo esta informação clara em nossas consciências podemos seguir na busca por uma resposta à pergunta posta acima, o ensino de Filosofia no Ensino Médio deve ser "significativo", ou seja, não deve ser um conteúdo que fique amontoado em meio a outros conteúdos que só servem como material para que o aluno aprenda e dos quais será cobrado em uma prova;


Assim sendo, a aula de Filosofia pode ser este lugar onde a "autoridade do saber" se desfaz, ou seja, onde o aluno reconhece em seu professor aquele que também não sabe, mas que busca o saber e determina que o aluno busque por si o conhecimento, o aluno passa a ter um papel ativo em sala de aula e o professor passa a ser um guia na busca pelo conhecimento;


desta feita, o mestre não é um transmissor de saberes ele é o que aprende junto com o aluno, é na ignorância do professor que se reconhece a sua autoridade.


Ora, este não é o cerne da Filosofia desde seu nascimento; reconhecer a sua própria ignorância frente os mistérios da existência?


...         


Assim, com o professor se fazendo notar  em sala de aula pelo seu esforço em buscar, junto ao aluno, o conhecimento, pode-se passar para a introdução de textos, apresentando os grandes problemas filosóficos e os dilemas da humanidade.


Estes textos introdutórios, inclusive, podem ser escritos pelo próprio professor que, inteirado da situação de seus alunos, pode produzir um texto de linguagem acessível para eles.   


a pedra de toque deste caminhar filosófico, junto com os alunos, é trabalhar para que haja o "encantamento" dos alunos, em outros termos, encantá-los com as possibilidades que o pensamento crítico traz para suas vidas cotidianas, fazer eles mesmos perceberem que pensar criticamente faz diferença em suas vidas; 


a sensibilidade do professor é aqui imprescindível, saber para qual público se fala, saber em que nível está o seu aluno, tanto no desenvolvimento da turma como no desenvolvimento individual, sentindo assim quando seus alunos estão aptos para passar de textos leves para um estudo mais denso, para textos mais aprofundados da matéria.


Quando você vai ensinar xadrez, por exemplo, que também carrega o estigma de ser considerado um conhecimento difícil e para poucos, é necessário ter a noção do nível em que o aluno está para somente depois passar para uma próxima fase, assim deve ser o ensino de Filosofia; divido em fases, das mais fáceis e abrangentes para as mais complexas de acordo com o desenvolvimento dos alunos. 


O estudo da Filosofia se caracteriza por ser de muita pesquisa, estudo, leitura e solidão, qualquer pessoa que tenha frequentado uma universidade de Filosofia sabe disso, por isso, muitas vezes o professor tem dificuldade em passar o conhecimento filosófico, sempre urge uma impressão de que se está baixando o nível de sua pesquisa e esforço; 


esta sensação é muito natural, principalmente nos professores recém formados, mas, precisamos ter em mente que estamos lidando com alunos de Ensino Médio, o que significa dizer que são pessoas que estudam Filosofia não por escolha própria, pessoas em uma fase complexa da vida, que não são grandes leitores (ainda) e que não estão preocupados com os grandes dilemas da humanidade tendo a sua vivência voltada para a imanência de sua situação cotidiana;  


somos nós, os professores, que temos a obrigação de mostrar para eles porque as aulas de Filosofia têm importância e que os conceitos trabalhados em sala de aula vão reverberar em toda a sua vida em sociedade.



Por isso, devemos reforçar que não se deve ter, nas aulas de Filosofia, a insensibilidade de perceber a sala de aula como uma grande massa, composta de alunos prontos para receber os conteúdos e fazer as provas; 


alias, vamos lembrar que a matéria de Filosofia no Ensino Médio praticamente não reprova e não é esta a função dela na Escola, mas a sim a de trabalhar com os alunos o esmerilhamento ético e as condutas do bem viver, para que tenhamos uma sociedade plural, que aceite as diferenças, se importe de fato com todos os membros da sociedade e trabalhe sobre seus preconceitos.   


O caminho para estas práticas passam por uma desmassificação das turmas, o professor tem que se envolver com os alunos, conhecer as individualidades com todas as suas características, boas e más;


certamente haverá o brado dos críticos (sempre há) que dirão que é impossível para o professor se envolver com os alunos de forma pessoal, mas estes críticos devem levar em conta que o trabalho do professor - tanto o professor de Filosofia como o de qualquer outra matéria - se insere em um Grande Corpo Educacional, ou seja, o trabalho do professor se dá dentro da Escola com toda a sua estrutura pedagógica, nestes termos, quando dizemos que o professor tem que se envolver de forma mais pessoal com os alunos queremos dizer que toda a Escola deve se envolver com seus alunos de forma mais pessoal e  considerar as individualidades;


A Escola, como este Grande Corpo Educacional, trata-se disso; toda a estrutura escolar trabalhando junto para o fomento de uma educação emancipadora.


Eu já presenciei situações em que professores sofreram sozinhos porque almejaram implementar mudanças na forma de lecionar, mas ficaram à parte do Corpo Escolar, por isso, vamos reforçar a importância do professor trabalhar junto à Escola e não separada dela, é necessário "dividir o fardo" do professor no Corpo Escolar e trabalhar de forma conjunta; professor e Escola. 


e aqui vale deixar claro que este Grande Corpo Educacional não se trata unicamente dos professores, mas todos os integrantes desta grande estrutura educacional, como as faxineiras, cozinheiras, vigias zeladores, pedagogos, diretores, coordenadores e todos que integram este Grande Corpo Educacional chamado Escola. 


... 


Nos encaminhando para  final de nosso artigo de hoje vamos reforçar alguns pontos dos quais falamos há pouco;


Nesta busca por estabelecer uma Filosofia contundente, que seja de teor mais intervencionista no mundo e que realize, em nossos jovens e em toda a sociedade, o exercício de um pensamento crítico e atuante, é de suma importância reforçar que a Filosofia nas Escolas não é uma disciplina que está lá unicamente para ensinar Filosofia, no sentido de transmitir conteúdos como uma "história da Filosofia", mas sim para abrir um espaço para o filosofar, para que o aluno tenha um momento interno para reflexão, para questionar a sua realidade.


É papel primordial da Filosofia transgredir, tocar nas feridas de nossa sociedade. 


A reflexão dos grandes pensadores da Filosofia e seus pensamentos se materializam quando participamos da história de forma crítica/ativa e não unicamente passiva; 


um professor de Filosofia deve alimentar este lado transgressor dos jovens.


A transgressão e a revolta, tão natural nos jovens, têm uma vazão muito mais proveitosa e racional quando, na sala de aula, o professor escuta e tenta entender a visão de mundo de seus alunos, confrontando as angústias dos jovens com o rigor do pesamento lógico/filosófico, assim, as aulas de Filosofia devem ser um "canal aberto" de comunicação entre os alunos e a Escola, diferente de aulas expositivas onde o aluno apenas escuta passivamente.    


A visão acadêmica da Filosofia deve ficar nos Campus das universidades, nas salas de aula a Filosofia tem que deixar de ser uma Filosofia prática para ser práticas de filosofar, em outros termos, trazer para a sala de aula situações do dia a dia, assim como situações particulares dos sujeitos, sua aflições e angústias.


E um último ponto sobre a Filosofia acadêmica;


Mesmo sem dizer abertamente, é fato que ela se mantém afastada da população geral e dos alunos do Ensino Médio considerando que a erudição intelectual é suficiente para separar elementos da sociedade entre inteligentes e não inteligentes; 


Não obstante, a história nos mostra que grande ditadores, autocratas, fascistas, nazistas e outros líderes inescrupulosos estão sempre acompanhados de pessoas eruditas e suas ações antiéticas têm respaldo em grandes sistemas filosóficos para justificar as mais abjetas ações;


assim como pululam na história exemplos de pessoas que nunca passaram pela academia e demonstram um comportamento ético/moral exemplar, assim sendo, a academia precisa desfazer seus preconceitos e abrir seus portões dourados para a população, derrubar os muros que separam a academia do povo, isso é fulcral na busca por esta Filosofia Contundente que estamos tentando estabelecer aqui.  


a inteligência por si só não é um caminho seguro para nada e o mestre tem que ter a capacidade de apurar as informações e transformá-las em vivência, exercendo assim o dom da sensatez mais do que da própria erudição. 


A Filosofia do Ensino Médio tem o papel de fazer com que os nossos jovens voltem os olhos para si mesmos, trabalhando assim suas angústias anteriores e não caindo nos engodos e armadilhas de nossa sociedade individualista, consumista, indiferente e cruel.


Nossos jovens são alvos fáceis na conjuntura da sociedade atual e costumam desperdiçar tempo e energia em busca de fama, dinheiro, beleza fútil e quando tudo isso passa, muitos não têm estrutura psicológica para suportar as frustrações, assim sendo, a Filosofia do Ensino Médio pode trabalhar estas questões que estão no íntimo desses jovens, o que não é a garantia para eliminar as angústias do sujeito moderno, mas ajudam a perceber que para chegar a um local não existe apenas um caminho, mas infinitas possibilidades.


Por fim, tendo a consciência de que temos muito a percorrer na busca pela sociedade que almejamos, gostaríamos de encerrar nossa reflexão de hoje destacando uma palavra especial de nosso idioma:


Desafio.


É um verdadeiro desafio filosófico para toda a sociedade, para os filósofos, professores, pesquisadores, pensadores e todos que lutam e desejam um país mais justo; 


um desafio que se descortina à nossa frente; 


um desafio em fazer nossos jovens se sentirem, eles mesmos,  desafiados, para que participem da construção de uma sociedade melhor.


É encarando de frente e sem medo este desafio que a Filosofia será, de fato, uma Filosofia Contundente.





Uma Filosofia Contundente passa por despertar em nossos jovens a consciência de que além das exigências escolares, das provas e dos compromissos pedagógicos há também de se considerar uma atitude perante o mundo, e esta atitude só virá àqueles que se poem a filosofar; suspeitar - questionar -criticar. 
Relacionar os grandes problemas filosóficos com a vida tácita, transformando a sala de aula em um grande atelier onde se vai confeccionar um pensamento que se pode chamar de filosófico. 


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E aí, gostaram do artigo desta semana ??


Mais um passo na estrada da Educação, único caminho possível para sermos uma grande nação, foi dado hoje. 


Em nossa reflexão de hoje ponderamos sobre a possibilidade de fazer da Filosofia uma forma de ação no mundo, muito mais do que uma forma meramente  contemplativa;


nestes termos, tentamos destacar o papel preponderante da Escola, que tem como função preparar uma sociedade com um pensamento crítico desenvolvido. 


obviamente, que a busca por uma sociedade emancipada e crítica não é função da Filosofia unicamente, mesmo que se reconheça o seu papel de destaque, sem embargo, todo o Corpo Escolar deve estar imbuído desta vontade em transformar nossa sociedade por meio de nossa juventude.


Uma boa interação com professor de Português, por exemplo, pode despertar nos jovens o gosto pela leitura e pela escrita, pode também ser uma boa oportunidade para fazer uma crítica ao próprio sistema de ensino mostrando para os alunos a quem interessa um nível tão baixo na Educação e quem são os principais prejudicados por essa situação.


Assim como uma parceria com o professor de História pode implementar nos alunos uma visão crítica dos fatos históricos, muito mais do que somente o simples arrolamento dos fatos sem nenhuma ponderação crítica, e assim por diante, a Filosofia pode trazer uma visão crítica à todas as matérias do curriculum trabalhando um olhar crítico à tudo.  


Certamente, a Filosofia não entrou na grade curricular para transmitir teorias, mas sim para dar ao ensino brasileiro um espaço para que nosso aluno possa pensar, muito além de aprender conteúdos.


Esperamos que nossas reflexões de hoje tenham contribuído para a discussão sobre nossa Escola e nossa Educação;


rumo à sociedade que todos queremos.


...


Semana que vem nos encontramos de novo em nosso espaço;


até lá e cuidem-se !!







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