O CONHECIMENTO COMO UMA MERCADORIA

Olá Escritores!!


Preparados para o artigo desta semana ?


Semana passada, falamos sobre a EDUCAÇÃO em nosso artigo OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL neste artigo, discorremos sobre a educação no Brasil na década de 1950, quando a educação era mais elitista e nada popular, na sequência, falamos como a educação no país se popularizou, graças a industrialização ocorrida na década de 1960, até os dias de hoje e as vantagens e desvantagens desse fato, entre outras reflexões sobre este tema. 


Esta semana, vamos continuar abordando a educação no Brasil, desta vez, refletindo sobre o papel do ensino privado no país, a situação da família e dos professores nesta conjuntura.


Em teoria, o ensino privado entraria como um complemento do ensino público que não consegue atender satisfatoriamente a demanda de pessoas que almejam uma formação acadêmica ou técnica de qualidade, mas, será que na prática, é isso mesmo que acontece?  


A educação no Brasil sofre por uma negligência histórica de nossos governantes, mesmo que todos nós saibamos que a educação é uma instância estratégica para o desenvolvimento de qualquer país, relativamente falando, apesar de alguns avanços, fizemos pouco para o fomento de uma educação de qualidade. 


Mas, a despeito desta negligência histórica, ainda assim, verificamos que o atual governo conseguiu ir além e trata a educação com tanto desprezo que estamos a praticamente 3 anos com a pasta estagnada por um governo obscurantista e ignorante que, não só destruiu todos os avanços conquistados, como também rege a pasta por pura ideologia.

 


A educação é um daqueles temas que não se encerram nunca, sempre há um ponto a acrescentar, outros pontos de vista para apreciar ou debates para fomentar e é bom que seja assim, pois, somente discutindo profundamente nossos problemas poderemos avançar em busca de um país e um mundo mais justo. 


Semana que vem, em nosso próximo artigo, vamos falar sobre um dos programas do governo que deram certo, pelo menos enquanto funcionou em sua plenitude até sofrer desmontes e ser extinto quando o PT saiu do poder de forma, no mínimo, duvidosa, me refiro ao Programa de Iniciação A Docência o PIBIB, vamos dividir com vocês, semana que vem, nossos diários dessa época de grandes descobertas e desafios para os futuros professores que, muitas vezes, entram na magistratura sem saber bem em que estão se metendo. 


Hoje, vamos pensar no papel da iniciativa privada, da família e do corpo docente na educação.


Então,  tenha boa leitura e uma boa reflexão !!    





 



Nos tempos competitivos da pós modernidade, onde, cada um de nós precisa se qualificar para termos as melhores oportunidades de emprego, é muito comum os sonhos de uma formação acadêmica ou técnica sólida que proporcione um emprego estável e rentável. 


As universidades e cursos técnicos federais são considerados de excelente qualidade, mas, infelizmente, não conseguem atender a demanda do país que é alta.


Em teoria, o ensino privado entraria como um complemento ao ensino público, oferecendo um ensino equivalente; acessível e de qualidade. 


Em princípio, esta seria uma realidade interessante; a iniciativa privada ajudando a preencher a lacuna que a educação pública não consegue preencher, oferecendo um ensino de qualidade para as pessoas por meio de uma mensalidade justa, um ensino de padrão incontestável, de qualidade e eficiência. 


Infelizmente, não é isso que acontece ...  


Na prática, o ensino particular é acessível somente ao indivíduo capaz de pagar uma mensalidade cara e a qualidade do ensino é altamente discutível.


Quase tudo no ensino particular remete mais a uma indústria, com metas prazos e lucratividade, do que com a educação propriamente dita, em outros termos, as mudanças de paradigmas acerca da flexibilização ao acesso ao ensino superior que, em teoria, ocorreram para dar um suporte às falhas do sistema público, ocorre unicamente por questões mercadológicas.


No mundo pós-moderno qualquer pessoa pode ter o seu diploma, desde que consiga pagar pelo mesmo, sobre isto o educador Paulo Freire (1921-1997), em seu livro PEDAGOGIA DO OPRIMIDO P. 51, vai dizer: 


"o dinheiro é a medida de todas as coisas, e o lucro, seu objeto principal".


A estrutura educacional brasileira está cada vez mais corrompida com o excesso de flexibilidade nos processos de avaliação do ensino básico e médio que permitem que cheguem nas universidades um grande número de analfabetos funcionais, isso sem falar nos milhões de "fracassados escolares" que vão ficando pelo caminho, como vimos em nosso artigo semana passada.   


Os analfabetos funcionais que chegam, aos trancos e barrancos, às universidades não são capazes de compreender o sentido de textos intelectualmente mais refinados, assim como expressar, em suas próprias palavras, as suas ideias de forma clara é consistente em escritos concisos.


Estes alunos problemáticos, com dificuldades de aprendizado e uma base educacional comprometida, quando chegam na universidade federal precisam se adaptar com aulas de reforço, grupos de estudo, estudo de casa, muita leitura e escrita e uma dedicação maior do que os alunos regulares para que consigam amenizar o preço alto de uma formação básica ruim, mas no ensino privado todo este esforço extra é substituído pela realidade do "pagou passou".  


É comum nos alunos das instituições da iniciativa privada a ideia da "vida acadêmica fácil", muitos evitam as instituições acadêmicas públicas para ter uma vida acadêmica supostamente mais fácil nas instituições particulares e, não podemos ignorar o fato de que, a maioria destas instituições, só se importam com a mensalidade em dia.


Estando a mensalidade em dia, é muito comum nos alunos dessas instituições, a crença de que estão acima de tudo, acima do "bem e do mal", pois, a própria instituição encontra meios para que haja um mínimo de índice de reprovação das disciplinas ofertadas durante a trajetória da graduação


Não seria exagero considerar que os estudantes dessas instituições educacionais comerciárias são tratadas muito mais como clientes de uma empresa do que como alunos de uma instituição de ensino. 


E, se enxergando como um "cliente" muito mais do que como um "aluno", eles têm a sua entrada facilitada com provas de múltipla escolha onde, mesmo que errem todas as questões, há sempre uma segunda chance (ou terceiras, quartas chances ...) feita rapidamente antes que o cliente/aluno opte por um concorrente, as provas não são feitas para testar a capacidade cognitiva dos alunos, não passam de um mero instrumento burocrático.


Nessas instituições de ensino o saber se torna uma mercadoria, o saber é produzido para ser vendido e ele será consumido para ser precificado, não para formar cidadãos conscientes e críticos, mas, unicamente, para um uso pragmático e uma satisfação egocêntrica, sem nenhum retorno real para sociedade.


OS PROFESSORES 


Os professores são peça fundamental na máquina educacional privada, são eles que sustentam a estrutura das instituições comerciárias de ensino, eles são os rostos e corpos que representam estas instituições, por um lado,  tratando diretamente com o cliente/aluno e todos os caprichos infantis de quem se acha com "direitos" por está com a mensalidade em dia e, por outro lado, lidando com os conglomerados de empresários/educadores, donos dessas instituições, que não querem ver dificuldades na vida acadêmica de seus clientes/alunos.


Nesta realidade o professor se encontra "sanduichado" entre os conglomerados de empresários e os clientes/alunos, não é incomum os casos de assédio moral contra os professores nessas instituições, há um tendência forte de culpar o professor por tudo; quando ocorre uma reclamação, quando o aluno não compreende o conteúdo da disciplina, quando o aluno é mal educado e/ou desrespeitoso com o professor e assim  sucessivamente.


O professor é vítima constante de assédio moral e pressões institucionais para que possa satisfazer, incondicionalmente, os caprichos infantis dos alunos que se sentem no direito de exigir as demandas das mais absurdas em nome da lógica do "pagou passou", e vale a pena ressaltar que, quanto maior a "importância" do cliente/aluno mais pressão vai sofrer o professor para satisfazer caprichos.


É cada vez mais constante os casos de alunos que descarregam suas frustrações existenciais nos professores por meio de ofensas verbais, assédio virtual ou mesmo agressões físicas, as instituições, quando são conclamadas a se posicionar, tendem a ficar contra os professores e a favor dos alunos, principalmente se este aluno for de família influente ("influente" leia-se, RICA).


Em fato, o que geralmente provoca atrito entre alunos e professores nessas instituições é a cobrança que os professores fazem de um esforço intelectual compatível com uma formação sólida, em qualquer área de atuação, não obstante, a mentalidade que reina é a da facilitação da vida acadêmica, nestes termos, o aluno enxerga no professor mais um empregado a serviço de suas demandas do que como um mentor que está ali para guiá-lo em uma  vida acadêmica rica e proveitosa, tudo que se espera do professor é que se faça uma avaliação relaxada e frouxa sem cobrança nem esforço em um mero exercício burocrático que lhe dê um diploma.


A expansão da educação ocorrida no ocidente iniciada no século XVIII que, em teoria, tinha a intenção de tornar as massas mais críticas com relação à autoridade estabelecida, acabou por transformar-las em ávidos consumidores da publicidade que as deixaram em um estado crônico de insatisfação e incerteza, assim, quando exige um mínimo de esforço intelectual o professor automaticamente se torna o inimigo número 1 declarado. 


Todo professor que exigir de seus alunos que se esforcem com afinco no árduo caminho do conhecimento será considerado um inimigo: 


Inimigo dos clientes/alunos e de seus familiares; 


inimigo dos empresários/educadores e de seus interesses financeiros; 


inimigo do Estado, frente a subserviência aos interesses econômicos vigentes.



A FAMÍLIA


É fundamental destacar que, uma parte integrante dos problemas enfrentados pela educação como um todo e, principalmente, pela educação particular - tema de nosso artigo esta semana - se encontra diretamente ligado ao fracasso familiar.


A estrutura familiar que na modernidade se encontra fragmentada, reflete diretamente no tecido social em sua manifestação na realidade estudantil da contemporaneidade e isso ocorre, por fatores diversos, mas prioritariamente, porque valores morais, senso de cidadania, honestidade, responsabilidade, cortesia devem ser (ou deveriam ser) ensinados, em especial, pela família, cabendo aos estabelecimentos de ensino apenas transmitir conteúdos pedagógicos de cada disciplina e fomentar a convivência pública contínua, reforçando os valores que, teoricamente, deveriam ser ensinados pelos pais. 


A estrutura familiar tradicional não é mais capaz de promover, em suas relações pedagógicas, o respeito, o senso de responsabilidade e de autonomia, assim, postula-se para os professores o papel de educar em todas as instâncias, transferindo para os professores o papel de "pais", porém, sem nenhuma autoridade, em relações horizontalizadas demais, onde, os alunos não aceitam ser contrariados, enquanto isso, os verdadeiros responsáveis pela a educação parental se encontram alienados em suas funções cotidianas e distrações de nossa era.


A alienação parental é hoje um problema evidente em nossas sociedades, nas sociedades pré-capitalistas a educação e a cultura eram efetuadas por meio da herança geracional, quando uma geração transmitia para geração subsequente os valores de determinada sociedade. 


Na atualidade, a educação parental divide espaço com as tecnologias como celulares tablets computadores etc. nos pais há uma sensação tácita de "lavo minhas mãos" com uma suposta "liberdade" dada aos jovens que, em fato, eles não têm a mínima condição existencial de ter, na verdade, o que se busca com este tipo de comportamento é "terceirizar" a educação por meio destas novas tecnologias, transferindo assim as responsabilidades  - 


Sobre a alienação parental e a herança geracional, escrevi um artigo publicado na revista filosófica; REVISTA FILOSÓFICA SÃO BOA VENTURA, com o título, O NEOLIBERALISMO E A CONSEQUENTE PRODUÇÃO DA INDIFERENÇA NO SUJEITO MODERNO onde, logo na introdução, para contextualizar a importância da cultura no desenvolvimento humano, falo sobre a importância da família na transmissão de uma cultura forte e pulsante que foi, paulatinamente no decorrer dos séculos, substituída pelas tecnologias de nosso tempo que acabaram por tomar o papel dos pais na educação das gerações mais novas. 

Passa lá e complemente sua leitura!! -


Pais e alunos descarregam nos professores suas frustrações existenciais, pois são ambos vítimas do nosso tempo, estão alienados em suas rotinas e  embrutecidos pela espetaculização da violência, embrutecidos diante da televisão e das diversas telas alienantes com as quais convivemos diariamente e, nestas condições, a autoridade dos pais fica comprometida, nestes termos, não são mais capazes de incutir respeito em seus jovens.


O ritmo vertiginoso do sistema de trabalho em nossas sociedades capitalista aliado a mentalidade de alienação parental impedem que os filhos recebam a educação conveniente em seus lares; quando os jovens estão em idade pré-escolar os pais entregam a educação de seus filhos para a internet, televisões, jogos eletrônicos, celulares entre outras telas e quando as crianças entram em idade escolar a responsabilidade de educar as crianças passa para a instituição, os pais estão sempre "entregando" a educação de seus filhos para alguém.


Assim, os professores dessas instituições são sobrecarregados, pois, além de cumprirem suas obrigações pedagógicas devem educar os jovem com os valores que seriam responsabilidade dos pais.


Com a horizontalização das relações incutida pela pós-modernidade e o desabamento das antigas hierarquias no seio familiar a escola passa por uma destituição gradual entre o papel dos pais e dos filhos, assim confunde-se o papel dos pais, dos filhos e dos professores.


E neste ponto de nosso antigo, dado todas as questões que levantamos até aqui, vale a pena pontuar que não estamos defendendo o ideário da "autoridade absoluta do professor", pois esta postura seria mais um retrocesso, entre tantos; 


a ideia do professor como o único detentor do conhecimento, exercendo uma autoridade incontestável sem nenhum tipo de diálogo com os alunos é a volta para a escola da década de 1960 que, como vimos em nosso artigo da semana passada, era uma escola que tinha como único objetivo formar operários paras as fábricas, desprovidos de capacidade crítica, uma escola assim se caracteriza como uma supressora da capacidade de diálogo entre docentes e discentes, justamente o que queremos evitar.


O que pretendemos com o artigo de hoje, além de trazer o assunto ao debate, informando para as pessoas sobre uma situação que é real, é valorizar a figura do professor em uma dinâmica social, cultural, política e econômica pautada na valorização de todo pensamento crítico e emancipatório.



Nestes termos, o que destacamos com nossa reflexão de hoje e que vai se apresentar em toda esta conjuntura, é que, qualquer analfabeto funcional intelectualmente inapto, mas de posse de algum capital, pode comprar um diploma e ser um "profissional" que nos atenderá no dia a dia.


Assim perguntamos, que tipo de profissional será esse indivíduo ? 


E, que tipo de retorno um indivíduo com uma formação desse tipo pode dar em retorno para sociedade?


Reflita melhor sobre estes questionamentos ...  


Ao invés de favorecemos o desenvolvimento de uma sociedade democrática, regida pelo senso crítico de seus cidadãos, estamos optando por transformar a massa humana em um rebanho de consumidores felizes e plenamente integrados às exigências do sistema capitalista; 


é deveras sedutor, para muita gente, ver os shoppings cheios de trabalhadores medianos formados em instituições sem nenhuma preocupação com o esmerilhamento intelectual, formadoras de "operários" acríticos e consumidores ferozes totalmente enquadrados na lógica da indiferença capitalista. 


Mas, um olhar mais realista vai nos revelar que, o que estamos de fato conquistando é uma redução intelectual do estudante a um estado de infantilismo narcisístico, como uma criança que tudo quer instantaneamente e que não aceita ser contrariado, as redes sociais e suas discussões inúteis estão aí para nos mostrar os resultados desta massificação descontrolada da educação, sem embasamento crítico e do individualismo exacerbado de nossa era.


Existe ainda outro fator importante que devemos levar em consideração nesta análise, pois, sendo o acesso a estas instituições educacionais privadas balizadas unicamente por condições financeiras, para quem pode pagar altíssimas mensalidades, notamos que a educação privada é parte constituinte do problema das desigualdades sociais do país, afinal, o seu elitismo aumenta as disparidades sociais de nosso país, privando muitos estudantes do acesso ao ensino superior.



...



O estudante da era pós moderna não é exigido academicamente pela sua instituição e assim ele acaba por perder qualquer parâmetro crítico e tem a sua intelectualidade enfraquecida, sua capacidade de pensar comprometida, ele se torna um indivíduo alienado, justamente em um espaço cultural que deveria promover o progresso da sociedade em suas mais variadas expressões.


O ensino universitário privado, adepto da lógica capitalista, tende a prejudicar o amadurecimento existencial do estudante, pois este, corroborado pela fracasso familiar que vimos há pouco, é preservado pela instituição e pela "mensalidade paga" e perde o senso de responsabilidade perante o mundo.



Na triste realidade do ensino privado como uma mercadoria, da qual, quem tem dinheiro simplesmente paga e pega, a cultura converteu-se também numa mercadoria que perdeu a capacidade de penetrar nos indivíduos como uma transmissora de valores, limitando-se a uma apreensão do factual sem uma reflexão apurada dos fatos, rejeitando as relações conceituais, porque estas são um esforço incômodo e inútil (inútil unicamente na lógica capitalista, bom ressaltar) e assim, vamos percebendo um empobrecimento da linguagem no processo de formação dos estudantes ingressos nas instituições acadêmicas regidas pela lógica do capital


Mais comum do que se pode imaginar que, alunos com pouca leitura e escrita, com um vocabulário limitado, considerem uma afronta intelectual quando o professor se utiliza de um conjunto de palavras alheias a seu limitado mundo semântico, para muitos alunos é uma ofensa ser exigido intelectualmente por seus professores, mas, quem lê pouco, escreve pouco e, por consequência, pensa pouco, esta não é uma premissa lógica?


Por toda esta ojeriza dos alunos aos desafios intelectuais fomentados por seus professores, por toda esta preguiça intelectual e por toda esta conjuntura da educação em nosso país não é nada incomum encontrarmos bizarrices como estudantes de letras que odeiam ler, estudantes de filosofia que não gostam de pensar nem de escrever, entre outras estranhezas.


A lógica que impera, na maioria dos estudantes dessas instituições comerciárias, é apenas adquirir um certo conhecimento técnico que lhes forneça as condições para que eles tenham um salário compatível com a busca de bens materiais, se o leitor prestar atenção vai perceber que este é um pensamento bem narcista, que pretende certo sucesso pessoal e ignora uma visão socialista.


A espetaculização e brutalização de nossas sociedades - sociedades estas que eu venho chamando aqui no Blog de a sociedade das multitelas - requer dos professores habilidades histriônicas, que exigem que os mesmos sejam capazes de seduzir as mentes brutalizadas por uma série estímulos sensórios com aulas que devem ser considerados mais "palatáveis", isto é, "menos chatas" e mais dinâmicas e performáticas, muito comum os professores estarem tempo todo e disputando a atenção dos alunos com equipamentos eletrônicos, celulares principalmente.


E o imaginário social, infelizmente, reforça essa disposição, exigindo do professor a capacidade de se metamorfosear em um "animador de auditório" que, ao invés de distribuir prêmios e brindes, distribua pontos para satisfação dos alunos/clientes.


O que se exige dos professores, em nossa atual conjectura, é que suas aulas seja performáticas, o menos "chatas" possível, escamoteando assim o rigor necessário para um aprendizado sério.  



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E aí, gostaram do artigo desta semana ?


Educação é realmente um daqueles temas que nunca se encerram tamanha a sua complexidade, não é mesmo? 


Se você gosta de se aprofundar neste tema lembre-se que semana que vem retornamos com o mesmo tema fechando a nossa "trilogia educação" e, quando eu tiver tempo para uma pesquisa mais apurada, vamos falar da educação em tempos de pandemia e negacionismo.


Neste encerramento gostaria de fazer umas pontuações, comuns em artigos polêmicos como o de hoje. 


Começando por esclarecer que, o artigo não generaliza as instituições privadas, no artigo estamos nos referindo unicamente as instituições que se corrompem com a lógica do "ganho a qualquer custo" e cedem aos caprichos de alunos/clientes poderosos e mimados. 


Devemos reconhecer que existem instituições educacionais privadas sérias, algumas inclusive têm uma preocupação com a formação humanística de seus alunos, com matérias como filosofia, sociologia artes etc, não obstante, mesmo que encontremos instituições privadas sérias temos também que ser realistas ao constatar que a maioria dessas instituições são na verdade empresas e, como tal, seguem prioritariamente a lógica de uma empresa, visando o LUCRO acima de qualquer outra consideração. 


Também temos que ter em conta que os problemas apresentados no artigo, que se referem as instituições privadas, de desinteresse dos alunos, distrações eletrônicas diversas, vontade de uma vida acadêmica fácil entre outros, também são encontrados na esfera pública, no entanto, a universidade pública como "instituição" se mostra mais estruturada e eficiente do que a iniciativa privada.


E quanto a esta constatação não se trata aqui de uma opinião, mas sim de dados verificáveis; são as universidades públicas que detêm os melhores índices, segundo critérios mercadológicos e acadêmicos do Ranking Universitário Folha, o melhor posicionamento de uma universidade privada é somente a 18ª posição. 


Assim, é de bom tom salientar que, a edução apresenta problemas como um todo, tanto na esfera privada como na pública, mas a esfera privada tem características específicas das quais tratamos em nosso artigo de hoje.


Também temos que deixar claro que, estudantes que realizaram sua formação acadêmica em universidades particulares não estão, automaticamente, fadados ao fracasso acadêmico, se é o seu caso e você se formou em uma instituição particular, levando seus estudos a sério e se esforçando para uma formação competente, nossas críticas não são direcionadas a você.


... 


Feito estes esclarecimentos, vamos nos despedindo deixando marcado desde já nosso encontro na próxima semana, falando um pouco mais sobre EDUCAÇÃO.


Então, até semana que vem e cuidem-se !!


 















 

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