MINHA INCRÍVEL JORNADA FILOSÓFICA - PARTE IV - NO OLHO DO FURACÃO
Olá Escritores!!
preparados para o artigo desta semana ??
Começando por pedir, mais uma vez, a compreensão de vocês por mais um atraso, vamos então dar mais um passinho nesta incrível jornada, hoje, abrangendo o ano de 2016, um ano singular, onde era impossível ignorar as agitações políticas.
Como vimos em nosso último encontro, o ano de 2015 havia uma fervilhação política no país, mas eu estava tão entorpecido pelo cansaço da rotina e mergulhado em minhas obrigações que não percebi a tempestade se aproximando.
Já no ano de 2016, o período sobre o qual vamos conversar hoje, era impossível ignorar as agitações políticas do país, eu continuava extremamente atarefado e fadigado, continuava nos estágios e seguia firme no grego e em minha caminhada acadêmica, mas no ano de 2016, a política do país começou a se misturar com minha rotina; os alunos viviam perguntando a minha opinião, na sala dos professores os debates eram constantes e todos tinham que ter uma opinião, na universidade o assunto era discutido até nas aulas, enfim, era impossível passar indiferente a tudo aquilo.
Como todos sabemos, foi nesse ano que se deu o golpe da então Presidente Dilma Rousseuff, mas, além do golpe brando, outras manobras políticas estavam em curso naquele ano;
O ano de 2016 foi marcado por diversos protestos e manifestações em todo o país, tanto a favor quanto contra o governo de Dilma Rousselff, e toda esta agitação política refletia tanto em minha trajetória acadêmica, quanto em minhas relações interpessoais com amigos, familiares, colegas e os alunos que eu tinha muito contato na época, uma polarização odienta foi se instalando no país.
Foi também em 2016 que ocorreu um fato político que refletiria diretamente em minha caminhada; a Reforma do Ensino Médio, ocorrida em setembro de 2016, na gestão do golpista Michel Temer no pós golpe, quando este anunciou uma proposta de reforma do Ensino Médio, que gerou polêmica e protestos em todo o país e está sendo revista no atual governo.
Nós vamos nos aprofundar melhor em toda esta confusão acadêmica/política daqui a pouco em nosso texto de hoje, antes, vamos recapitular nossa caminhada até aqui;
Começamos nossa jornada lá no dia 18/3/2023, com o artigo; MINHA INCRÍVEL JORNADA FILOSÓFICA - PARTE I - O DESLUMBRAMENTO COM O MUNDO ACADÊMICO.
Na sequência tivemos o artigo MINHA INCRÍVEL JORNADA FILOSÓFICA - PARTE II - PLANOS PARA O FUTURO, publicado em 25/3/2023.
Nosso terceiro passo foi o artigo MINHA INCRÍVEL JORNADA FILOSÓFICA - PARTE III - A TEMPESTADE ESTÁ VINDO, publicado em 7/4/2023.
E hoje vamos avançar um pouco mais dando mais um passo nesta incrível jornada com nosso quarto passo, abrangendo o ano de 2016, o ano onde estivemos no olho do furacão e, cujo as consequências, estamos vivendo até os dias de hoje.
Então, sem mais nos alongar nesta introdução, vamos seguir em nossa incrível jornada, desejamos para você uma;
Boa leitura!!
SEMESTRE 2016/1
No ano de 2016 eu estava completamente exaurido e não somente pela rotina acadêmica, pelas cobranças, pelas provas, trabalhos ou pelos estágios, o grego, as atividades complementares e a rotina acachapante, mas também pela situação política do país.
Se vocês bem se lembam de nossa última conversa, o ano de 2015 já havia fortes indícios de que algo grande estava prestes a acontecer, o processo do golpe começou já em 2015 e, em 2016, ele foi consolidado.
Nos noticiários o assunto era um só: a corrupção nos governo do PT, os protestos tanto contra como a favor da presidente Dilma Rousselff e as ações da Operação Lava Jato.
Toda esta eferverscência política refletia diretamente nas salas de aulas, os alunos me perguntavam constantemente se era realmente justo o impeachment da presidente Dilma, também perguntavam sobre as notícias, sobre o PT e sobre as ações da Lava Jato, algumas coisas eu conseguia responder, outras eram muito obscuras para mim naquela época.
A opinião pública logo se voltou com força contra o PT e contra as esquerdas em geral, a polarização que já estava em curso se acirrou bastante nessa época, fomentado pela ação irresponsável de grande parte da imprensa, principalmente a Rede Globo, que sempre apoiou os desmandos de Sérgio Moro.
O período pré-golpe no Brasil foi marcado por uma intensa polarização política e diversas manobras políticas que culminaram no "impeachment" da presidente Dilma Rousseff em agosto de 2016.
Em janeiro de 2016, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que já estava sendo investigado por suspeita de corrupção, aceitou o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, protocolado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal.
Ao longo dos meses seguintes, houve uma intensa disputa política entre os apoiadores e os críticos do impeachment, com protestos, manifestações e votações no Congresso Nacional.
Em março, o ex-presidente Lula foi conduzido coercitivamente para depor em uma investigação da Operação Lava Jato, tudo foi televisionado e espetaculizado, o que gerou ainda mais polarização.
Durante todo o processo do golpe, houve diversas manobras políticas, como a troca de ministros em cargos estratégicos do governo e a liberação de emendas parlamentares para conseguir apoio no Congresso Nacional.
Em maio, o Senado Federal decidiu afastar a presidente Dilma Rousseff por 180 dias, enquanto o processo de impeachment era julgado.
Com Dilma afastada, Michel Temer botou suas garras para fora e assumiu interinamente a presidência.
Em agosto, o Senado Federal julgou o processo de impeachment e decidiu afastar definitivamente a presidente Dilma Rousseff do cargo, por crime de responsabilidade fiscal.
Michel Temer assumiu então a presidência da República em definitivo.
Todo esse período foi marcado por muita tensão política e social no país, com diversas manifestações de apoio e contrárias ao suposto impeachment, além de um cenário de incertezas políticas e econômicas.
Durante esse período entre o afastamento por 180 dias da presidente e o golpe consolidado, Temer trabalhou nas sombras para angariar apoio no Congresso Nacional e formar um novo governo.
Ele anunciou medidas econômicas, como o teto dos gastos públicos e a reforma da Previdência, que visavam equilibrar as contas do governo e retomar o crescimento econômico.
É amplamente conhecido que Michel Temer tinha ambições políticas de se tornar presidente do Brasil, ele foi eleito vice-presidente em 2010 e reeleito em 2014, ambos na chapa encabeçada por Dilma Rousseff.
No entanto, a relação entre eles era tensa, e Temer já havia manifestado seu descontentamento com a falta de protagonismo em seu papel de vice-presidente, vocês devem se lembrar da cartinha ridícula que ele escreveu sobre ser um "vice decorativo", uma estúpida tentativa de dizer que era fiel ao governo, mas que, quando olhada com a devida atenção, revela justamente o contrário; a sua clara intensão de poder.
Quando o processo de "impeachment" de Dilma Rousseff foi iniciado em 2015, Michel Temer assumiu uma posição de destaque no processo, liderando a articulação política no Congresso Nacional e se preparando para assumir a presidência caso o golpe fosse consolidado.
Na época desses acontecimentos eu usava bastante o Facebook e isso era outro fator de estresse para mim; as discussões intermináveis com gente que não se informava direito, os "textões" que amigos e parentes mandavam para justificar a sua opinião, a desinformação generalizada, as fakes news, os vídeos editados em que eu era sempre marcado, as pessoas mostrando a sua verdadeira faceta fascista, gente que eu nunca esperaria um posicionamento tão reacionário, defendendo tortura, armas, morte...
Foi um período de muitas decepções, me afastei de várias amizades.
Com o passar do tempo, foi um caminho natural abandonar o Facebook que acabou por se tornar extremamente tóxica na época, de qualquer forma, eu usava a plataforma para expressar a minha opinião e gostaria de dividir com vocês um breve texto que escrevi em 22/9/2016 expressando a minha opinião sobre os acontecimentos:
A RECEITA PARA UM GOLPE POLÍTICO
Primeiro passo:
Espere o momento certo; para isso é preciso ter muita paciência, mas também não se pode apenas esperar, use seus contatos e espalhe o pânico, a incerteza, a especulação sobre a economia do país, fomente as brigas internas aja na surdina atrapalhando o governo fique atento as crises internacionais elas darão a "legitimidade" quando você gritar aos quatro cantos que a culpa é do governo.
Segundo passo:
Com o clima preparado, o pânico instaurado pegue uma falha do governo (não precisa ser nada ilegal, umas pedaladas fiscais, por exemplo, serve) e martele na cabeça da população (aqui entra a mídia) que esta falha é a causa de tudo; da dívida interna, do desemprego, da crise econômica, da corrupção, do aquecimento global (aviso de ironia) depois de convencer a população disso proponha o impeachment, com veêrmencia, com discursos inflamados aponte o dedo, acuse, não deixe espaço para defesas, lembre-se, estamos jogando o povo contra o governo, não se esqueça também de culpar o governo por 500 anos de corrupção, isso é muito importante pois deixa quem está acusando com um ar de altivo, de incorruptível.
Terceiro passo:
Com o impeachment efetuado faltará calar uma pequena parcela que não aceitará o ocorrido, aqui usaremos uma boa dose de polícia e mídia. A polícia serve para impor o medo e a coerção, bombas de efeito moral e balas de borracha nesta fase são imprescindíveis, a mídia vem martelando, sistematicamente, que nada de ilegal está sendo feito.
Quarto passo:
Uma vez estabelecido o golpe, é preciso se consolidar de uma vez por todas o poder, para isso é preciso extirpar o pensamento crítico dos círculos educacionais, retira-se matérias de cunho crítico do curriculum, e, mais uma vez usando a mídia, convence-se a população de que as medidas são unicamente para aumentar a especialização da população, para aumentar a quantidade de empregos. É muito importante manter a a população ao seu lado, lembre-se, pensamento crítico é um perigo para a nossa receita, ele pode azedar tudo, portanto, reforce sempre seus ideais, para isso temos a mídia. Em pouquíssimo tempo, temos toda uma geração que ignora todo o ocorrido, abraça e defende seu algoz.
E assim, o golpe está pronto para ser servido.
#ForaTemer
...
Enquanto o país pegava fogo eu tinha que seguir em minha caminhada na academia, no semestre 2016/1 me matriculei em 3 matérias; Estágio supervisionado I com João Assis, que detalhamos lá na parte II de nossa jornada, Antropologia Filosófica I, com Bonamigo e Filosofia da Ciência, com Abdalla.
Em Antropologia Filosófica amarguei minha primeira reprovação no curso...
Isso aconteceu porque estava difícil me concentrar, minha atenção estava dividida entre os compromissos da universidade e o noticiário, além disso, como já conversamos antes, Bonamigo tinha o costume de passar dúzias e mais dúzias de tarefas para os alunos realizar e eu acabei me embananando com as tarefas; me dedicando mais em umas e deixando outras abandonadas.
O resultado foi que acabei me concentrando demais em produzir um artigo que consumiu todo o meu tempo e o professor não aceitou apenas o artigo e me reprovou por não ter feito as outras tarefas.
Depois acabei até publicando este artigo em um periódico, mas isso não me salvou da reprovação e tive que repetir a matéria.
Outra matéria que fiz neste semestre foi Filosofia da Ciência com Maurício Abdala, essa foi uma matéria legal de fazer, Filosofia da Ciência é a área de atuação de Abdalla então a sua aula nessa matéria era muito orgânica.
Para ajudar os alunos o professor passou um trabalho em grupo cujo a nota seria acrescido à nota final, meus companheiros neste trabalho foram Giliard, Nat, Hugo e Levi, o trabalho deveria estar no padrão ABNT e deveríamos apresentá-lo em sala de aula, fizemos um bom trabalho e, no final do semestre, passei com uma nota 8,5, uma boa nota com Abdalla, afinal, ele é um professor que cobra bastante.
E assim se foi o semestre 2016/1 ...
SEMESTRE 2016/2
O ano de 2016, definitivamente, não foi um ano fácil... além de toda a pressão acadêmica, o cansaço e a situação política do país eu tive que amargar algumas perdas pessoais que me afetaram bastante; logo em fevereiro minha Vovó Nelina cumpriu a sua jornada neste mundo, depois de quase 10 anos lutando contra o Alzheimer e, em dezembro, meu cachorro Flocos (que eu apelidei de Irwim) morreu e, como não poderia deixar de ser, fiquei arrasado por um tempo.
No meio dessas perdas pessoais a situação política do país não dava trégua; em agosto o golpe contra presidente Dilma se consolidou, em setembro o golpista Temer implementou mudanças no Segundo Grau que prejudicavam diretamente o ensino de Filosofia, além de Sociologia e Arte.
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| Em dezembro, outro baque com a morte do meu amiguinho Irwim ... |
Com toda esta carga emocional posta, o ano de 2016 ainda guardava outras surpresas; Bolsonaro já se avolumava no horizonte como a suposta "solução" para o antipetismo irracional que tomou conta do país, já em março daquele ano, ele anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República.
Devo confessar que, no início de 2016, eu não acreditava que Bolsonaro seria capaz de ganhar uma eleição, achava ele uma figura esdrúxula demais, tosca, deselegante, bronco, preconceituoso e violento, me enganei redondamente.
Hoje, olhando para trás e rememorando aquele voto dele no golpe contra Dilma, percebo que Bolsonaro encarnou o "espírito de sua época" ele surfou na crista da onda reacionária que veio varrendo o mundo todo, foi Bolsonaro que deu voz para uma insatisfação generalizada e irracional que, revoltada contra tudo, queria resolver problemas complexos com respostas simples.
Jair Bolsonaro, então deputado federal, votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousselff, Bolsonaro exaltou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos mais notórios torturadores da ditadura militar brasileira, que havia sido mencionado por Dilma Rousseff em seu discurso na sessão anterior.
Bolsonaro, em seu voto, disse "pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff", ele ainda afirmou que o coronel Ustra, que foi chefe do DOI-CODI de São Paulo entre 1970 e 1974, não era um torturador, mas sim um "herói nacional".
Este foi um dos mais vergonhosos episódios de toda a história recente do Brasil, uma verdadeira aberração! Exaltar um notório torturador, na presença de uma de suas vítimas, o ato de Bolsonaro não foi somente uma vergonha para toda a classe política do país, foi também uma covardia, um sadismo doentio, um puro ato de tortura.
Talvez, se alguma providência fosse tomada contra um deputado que enaltece um torturador em pleno plenário, na presença de uma de suas vítimas, quem sabe, as coisas não teriam sido diferentes?
Ao invés disso, Bolsonaro foi encorajado a continuar com suas ofensas, indo cada vez mais longe em sua sanha golpista, até chegar onde chegamos.
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Na academia, mesmo capengando, eu seguia em minha caminhada, me matriculei em 3 matérias: Política e Organização da Educação Básica (POEB), com a professora Marlene de Fátima Cararo Pires, Estágio Supervisionado I, com Assis e História da Filosofia Contemporânea com Fernando Pessoa.
POEB, mais uma matéria voltada para a galera da Licenciatura, foi uma matéria relativamente tranquila, seu objeto de estudo era proporcionar ao estudante as condições para uma análise crítica das políticas educacionais, da organização escolar e da legislação de ensino na educação básica.
Matéria interessante, pois, nos faz ter uma visão mais legalista da escola e de seu funcionamento, também nos faz perceber que, apesar dos vários desafios, tivemos avanços e conquistas na educação brasileira, obviamente, temos muito a fazer e muita coisa está atrasada, mas, geralmente, a nossa visão geral é de que nada foi conquistado na educação brasileira e isso não é verdade.
POEB foi uma daquelas matérias bem burocráticas onde, fazendo o que se tem para fazer, tudo se encaixa, no fim, passei com uma nota 8,5.
Em História da Filosofia Contemporânea, com Fernando Pessoa, estudamos principalmente Nietzsche e Heidegger, foi uma matéria bastante proveitosa, afinal, estava estudando pensadores dos quais tenho muito interesse e, como disse antes, as aulas de Pessoa são mais densas e curtas e isso alivia bastante uma mente perturbada como a minha estava em 2016.
Passei em História da Filosofia Contemporânea com trabalhos relacionando o pensamento de Heiddeger e Nietzsche e respondendo perguntas do tipo "Como Heidegger compreende a relação entre vontade e poder no pensamento de Nietzsche?" ou "Como Nietzsche compreende a relação entre redenção e superação?" entre outras reflexões nessa levada.
Levando-se em consideração toda a estafante situação política do país, era um verdadeiro bálsamo para mim tirar umas horas do dia para fazer Filosofia, passei na matéria de Pessoa com uma nota 8,0.
Outras coisas aconteceram em 2016, um desânimo generalizado tomou conta de mim, já não havia mais aquela energia e disposição dos primeiros anos na academia, na segunda metade do ano sai do grego, no final do ano meu Estágio Remunerado acabou e assim que o golpista Temer assumiu em agosto de 2016, adotando uma série de medidas de viés conservador, começou uma sistemática destruição das políticas públicas que os primeiros governos Lula haviam implementado.
O Pibid começou a sofrer com a chegada de Temer, as bolsas começaram a atrasar, o nosso dinheiro para os projetos foram cortados, logo ficou impossível continuar no Pibib, no final de 2016 eu não tinha mais nenhum apoio financeiro e as coisas ficaram muito mais difíceis.
O RU (Restaurante Universitário) entrou em crise; primeiro, a refeição sofreu um reajuste absurdo, passando de R$ 1,50 para R$ 5,00.
Além do reajuste totalmente desconectado da da realidade estudantil a qualidade da comida começou a piorar; o suco e a sobremesa foram cortados, a quantidade da salada foi drasticamente diminuída e, por fim, entramos na fase onde não havia mais comida no RU, somente sopa.
Nada contra uma boa sopa, mas, comer sopa todo santo dia, no almoço e no jantar, era terrível, eu não me sentia devidamente alimentado e isso entrava para somar no meu estado de ânimo, reclamava todo dia dessa situação.
Então, recapitulando aquele famigerado ano de 2016, eu estava desanimado, exausto, desesperançoso com o futuro, estressado pelas discussões intermináveis, principalmente no Facebook, mal alimentado, triste por algumas perdas pessoais, revoltado com o golpe dado contra o país, totalmente desprovido de dinheiro e de meios para consegui-lo.
Todo este estado de ânimo se refletia em minha caminhada acadêmica, eu fazia minhas obrigações no "modo automático" sem aquela chama ardente dos anos anteriores e, apesar de ter alguns momentos de alívio mental, em algumas aulas, nas conversas com amigos e nas socializações em geral, em grande parte, estava sempre neste estado melancólico, sem esperança no futuro, um sentimento completamente oposto ao ano de 2014 que conversamos lá na parte II de nossa caminhada, onde, havia esperança no futuro.
É inacreditável como as coisas mudaram drasticamente em um espaço de tempo tão curto...
Enfim, o ano de 2016 foi um ano complexo, um ano onde estivemos no olho do furacão e as coisas iriam piorar muito...
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E aí, gostaram do artigo desta semana ?
Aquele ano de 2016 foi um ano difícil, não é mesmo?
Até houveram momentos de alegria, mas, de forma geral, foi um ano de muitos atrasos, desmandos e decepções.
De qualquer forma, eu tenho muito o que me orgulhar por ter tido a força necessária para continuar a minha jornada, mesmo neste cenário desolador.
Semana que vem vamos continuar descendo neste poço sem fundo que foi o primeiro ano do governo golpista de Michel Temer.
Não desanimem e vamos lá !
Semana que vem(?) estamos de volta!
Até lá e cuidem-se!













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