BRASIL PÓS BOLSONARO - FRENTE AMPLA PARA GOVERNAR

Olá Escritores!!


Preparados para o artigo desta semana ??


Depois de um processo eleitoral complicado e acirrado temos finalmente o resultado das urnas. 


Bolsonaro e seu projeto golpista de poder foi derrotado dentro das regras democráticas na eleição mais disputada de toda a história recente do país, com Lula sendo eleito com 50,90% dos votos contra 49,10% de Bolsonaro, mas se engana quem pensa que com esta derrota o ideário bolsonarista deixa de existir.


A começar pelo expressivo número de votos que Bolsonaro recebeu nas eleições o que demonstra a força de sua liderança para as pessoas que acreditam neste projeto insano de poder, passando pelos resultados do 1º turno que elegeu um número considerável de representantes da extrema direita e por fim, por toda a conjuntura que enfrentamos em si.


Enfim, continuamos no olho do furacão; lidando com reacionários e golpistas de toda a sorte, além de pessoas que embarcam nesse ideário golpista por pura inocência, ignorância, falta de consciência histórica e, em muitos casos, má fé mesmo, por um simples projeto pessoal de poder ou vantagens. 


Nossa democracia continua sobre ataque, mesmo que Bolsonaro tenha amargado uma derrota significativa.


No meio deste cenário desafiador surge um contra movimento que pode mudar a forma como a política brasileira se dá, estamos falando da Frente Ampla para Governar, um movimento novo que está sugerindo uma nova forma de fazer política, muito mais abrangente e com uma visão de longo prazo, com um ideal claro de construção de nação, um projeto como nunca vimos antes no país. 


A Frente Ampla Para Governar não é um movimento de esquerda, mesmo que a sua iniciativa venha da esquerda, sua proposta é que se agrupe todos os espectros da política nacional em torno de uma visão estadista e democrática, assim, estariam contemplados pensamentos de esquerda e de direita que se complementariam.


No artigo de hoje vamos mirar no futuro e refletir sobre os desafios do novo governo eleito; Luiz Ignácio Lula da Silva, em um país dividido em diversos sentidos; vamos conhecer melhor do que se trata a Frente Ampla Para Governar, seus principais nomes e os desafios que este movimento vai enfrentar em um país que leva as marcas de 4 anos de nazifascismo.


Então, sem nos alongar muito, desejamos para você uma boa leitura !!      






Muitos temos que refletir sobre a quantidade de votos que o projeto bolsonarista obteve nas urnas nestas eleições presidenciais 2022, Bolsonaro recebeu 58.206.354 votos válidos, em uma votação assim tão expressiva, seria correto supor que praticamente metade da população brasileira é fascista?


Na verdade, a resposta para este fenômeno não é assim tão simples...


Temos que ter em mente que o fascismo tem um núcleo duro, este sim extremamente fascista, intolerante, intransigente que, por sua vez, se irradia para outras camadas da sociedade e contamina as pessoas, assim sendo, não seria correto afirmar que metade da população brasileira é fascista, grande parte deste contingente embarcou nesta aventura golpista por outros motivos. 


Além disso, existem outros fatores que se juntam para explicar esta adesão incondicional a projetos claramente nazifascistas, são conjunturas nacionais e internacionais, algumas delas difíceis de analisar dado a sua imediatez histórica e outras que dizem respeito a um rearranjo das sociedades modernas que têm de se adaptar à novas formas de comunicação, principalmente a internet que está redefinindo o papel da imprensa tradicional e o jeito da informação circular, além de ter uma incontrolável força na disseminação de notícias falsas e nos processos eleitorais. 



Nestes termos, hoje vamos analisar mais um movimento histórico referente ao nosso país nesta conjuntura de "mudança de paradigmas" de todo o mundo ocidental, afinal, este é o nosso 1º artigo publicado depois do resultados das eleições presidenciais 2022, uma eleição que entrará para história por vários motivos distintos.


Para a compreensão dos fatos que ocorrem hoje estudar a última década é ponto chave, mais especificamente, o ano de 2013 e os eventos ocorridos lá, são um bom ponto de referência histórica para tudo que estamos vivenciando em nossa contemporaneidade.


Como sabemos, foi no ano de de 2013 que eclodiu uma série de protestos que ainda geram muita discussão e debate. 


Alguns estudiosos indicam que as manifestações foram um movimento iniciado pela esquerda que, com o passar do tempo, foram cooptadas por movimentos de direita que começaram a ganhar força política, outros acreditam que foram movimentos apolíticos que vieram na esteira de outros movimentos apartidários, como a Primavera Árabe.


Mesmo que ainda não tenhamos condições plenas para compreender com clareza o que foram aqueles movimentos de 2013 podemos dizer, com segurança, que as manifestações de 2013 marcam no Brasil o início de um processo político conturbado que se inicia em 2013 e só vai dar uma guinada agora, com a vitória de Lula 


Desde 2013, estamos em um processo político conturbado de demonização da esquerda e crescimento do reacionarismo, neste cenário político a extrema direita ganhou força política e vem dando as cartas desde então, sufocando todo o campo progressista do país.


Com a vitória de Lula, todo o campo progressista do país recupera a iniciativa política que estava nas mãos da extrema direita, importante ressaltar que, depois de quase uma década exercendo uma grande pressão política e chegando ao seu ápice, com a eleição de Bolsonaro na presidência, a extrema direita sofre uma importante derrota, pois, a eleição de Lula foi a última chance do campo progressista do país para impedir a extrema direita de conseguir poderes absolutos - falamos sobre isso em nosso artigo da semana passada.

 


De 2013 até hoje estamos a quase 10 anos em um processo político que vai se alternando entre golpe brando, instabilidades, eleições pautadas por mentiras e manipulação e com uma hegemonia da extrema direita ignorante, raivosa e violenta que foi galgando poder político até chegar ao seu apogeu com a eleição de Bolsonaro.


Toda este cenário político que vem se construindo desde 2013 mudou a forma de se fazer política e redefiniu a esquerda e a direita brasileira estabelecendo novos padrões que ainda estão se arranjando no fluir de nossa história. 


A direita brasileira, e aqui nos referimos a direita dita "normal", sem extremismo e que poderíamos chamar de uma "direita civilizada", parte constituinte de qualquer democracia minimamente saudável, desde de 2013, vem sendo pulverizada e/ou engolfada por este movimento extremista.


Não obstante, o PSDB, um dos maiores representantes da direita brasileira, partido de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Mario Covas entre outros nomes de peso da política nacional, hoje se encontra fragilizado, com uma bancada pequena, muito longe das glórias e conquistas do passado, o PSDB é hoje um representante fragilizado da direita civilizada brasileira. 


Neste cenário, a direita foi se reestruturando, com bases sólidas no extremismo, na última década, observamos o surgimento de movimentos populares de extrema direita que foram ganhando corpo no cenário político brasileiro, como o PL, UNIÃO BRASIL, REPUBLICANOS, PODEMOS, PATRIOTAS entre outros partidos que alinharam suas pautas às pautas da extrema direita.


Formou-se um conjunto massivo de extrema direita que se constitui de um grande bloco unificado de extremistas de direita que aglutinam forças representando pautas de costume e pautas ideológicas. 


Já para a esquerda, a última década foi um período de encolhimento e perda de força política, em uma década, a esquerda testemunhou o seu maior representante político, o PT, ter uma presidente deposta, um ex presidente preso, sua bancada no Congresso diminuir, seu prestígio político quase desaparecer. 


Com seu principal representante comprometido a esquerda passou por mudanças significativas, houve uma retomada de pautas identitárias, as pautas identitárias foi um movimento que começou na década de 1990 com o intuito de estabelecer políticas publicas voltadas para certos grupos da sociedade, com isso esperava-se que esses grupos recebessem visibilidade social.


Com o tempo, os grupos identitários se dividiram e particularizaram suas demandas, tornando-se agressivos entre si, a esquerda foi se dividindo em vários grupos, todos revindicando a sua pauta particular, foi se perdendo a noção de "unidade" a esquerda se dispersou em vários núcleos sub divididos em pautas progressistas identitárias que desfizeram a noção de um bloco único, com uma identidade bem definida. 


A esquerda brasileira é, em sua essência, heterogênea, ou seja, na base do pensamento da esquerda brasileira está o fato de que ela tem que lidar com uma gama muito grande de contrários que, na última década, se dissipou em vários sub grupos representando pautas identitárias e agressivos entre si.


Em nosso artigo O MACHISMO QUE NOS HABITA, publicado em 10/9/2022, por ocasião de nossa reflexão sobre o machismo estrutural em nossas sociedades, falamos, lá na abertura do artigo, sobre o problema das pautas identitárias que se fecharam muito em sua causa própria e, por conta deste isolamento, acabaram por se tornar muito agressivas e contraproducentes na busca pela resolução de problemas que são de fato importantes para o fomento da sociedade inclusiva que todos nós queremos. 


Veja a seguir pequenos trechos do que falamos nesta ocasião e que são importantes para a reflexão que estamos fazendo hoje:


(...) As pautas identitárias da Esquerda, cujo a importância ninguém nega, muitas vezes, exageram em seus posicionamentos e com isso se isolam em grupos dentro de grupos dos quais os "de fora" não podem sequer opinar.


Assim observamos uma Esquerda fracionada em diversos subgrupos identitários dos quais só podem opinar os que possuem "lugar de fala", ou seja, só os negros podem falar de questões do racismo, preconceito, violência policial, etc; 


só as mulheres podem falar de questões de machismo, aborto, violência etc; 


só os gays podem falar sobre preconceito, intolerância, violência e assim por diante...


Será que essa é realmente a solução para que possamos integrar, de fato, as minorias e suas demandas autênticas para uma sociedade plural ou, esta é uma atitude que mais divide do que agrega?


Fica no ar esta reflexão para as esquerdas.


Mas é muito bom olhar em volta e perceber o que este tipo de imposição pode trazer como resultado. 


Em nosso vizinho, o Chile, houve um plebiscito para a aprovação de uma nova constituição que substituiria a antiga, que foi redigida nos governos ditatoriais de Pinochet e foi reformada várias vezes no decorrer dos anos.


A nova constituição foi elaborada por legisladores independentes e progressistas, com foco nos direitos sociais e no meio ambiente, foi estabelecida um "Estado Plurinacional" , ou seja, uma nação formada por 11 povos e nações diferentes que devem ter reconhecida a sua identidade, obrigando o Estado chileno a implementar todas essas mudanças de acordo com a nova constituição. 


Há outras demandas abrangidas pela nova constituição chilena sobre aborto, aposentadoria, sistema de saúde, todos de cunho progressistas de viés esquerdista que, de certa forma, "forçam" uma aceitação de pautas pela população por meio da constituição, uma ideia que é importante, mas que deveria ter sido melhor debatida e não imposta.


Como resultado, o povo chileno acabou por rejeitar a nova constituição e, sendo assim, segue a velha carta magna do país, retrógrada e da época da ditadura de Pinochet.


Ou seja, por uma imposição da esquerda acabou-se por perder uma grande oportunidade de avanço progressista para a região.


Esta é uma lição para a esquerda latina e suas pautas identitárias que, insisto, têm a sua importância inquestionável, mas devem se atentar melhor para os métodos que vem sendo usado.


Afinal, se nos propomos a viver em um mundo onde cada um de nós possa viver a sua sexualidade, sua opção política, sua religião em paz, devemos começar por nós mesmos e praticar a tolerância com os diferentes.


É sempre bom lembrar que o Bolsonaro provavelmente vai passar, depois do dia 2 de outubro, quando será varrido do poder pelas urnas, mas o bolsonarismo vai permanecer entre nós por muitos anos, teremos que lidar com nossos amigos e parentes que não conseguem perceber que o ideário defendido por Bolsonaro não é algo que esteja dentro de um escopo civilizacional aceitável, que tudo que ele representa é atraso, preconceito e adoração da morte. 


Estas pessoas continuarão entre nós mesmo depois que Bolsonaro passar e teremos que encontrar formas de lidar com essas pessoas, em outros termos, teremos que tolerar o diferente.


...

        


Assim, observamos que a última década reconfigurou a política brasileira; por um lado, a esquerda se fragmentou em vários sub grupos de pautas identitárias com muito ruído entre si e uma dificuldade em aceitar o que é diferente e a direita, por sua vez, se unificou em um massivo bloco que pulverizou a direita tradicional e colocou em seu lugar um conjunto de extremistas que hoje representa todo o espectro de direita do país tendo se encorpado bastante no seio da população, haja vista a expressiva votação que Bolsonaro recebeu nas últimas eleições. 


Mesmo com todas as dificuldades que a esquerda enfrentou na última década ela teve força para eleger um representante e há de se levar em conta aqui a força política de Lula, certamente, material farto para um artigo futuro.  


Tivemos assim como resultado das eleições a destituição de um governo extremista por uma lado, mas, por outro lado, a configuração de um Congresso bem identificado com a extrema direita.


Assim sendo, nossa atual situação é de um governo progressista de centro esquerda governando com um Congresso mais reacionário e com cerca de metade da população simpatizante de Bolsonaro e seus ideais e, neste contingente de eleitores de Bolsonaro, muitos radicais golpistas, fechando estradas, protestando em frente a quarteis por todo o país na vã esperança de anular o resultado das urnas.    


Nossa situação está longe de ser considerada "normal", há muita animosidade no ar e, neste cenário complexo, como proceder ?



A Frente Ampla que Lula vem liderando desde o início de sua campanha pode ser uma boa resposta para esta pergunta, um caminho muito promissor. 


Esta Frente Ampla marca uma nova fase da política de esquerda no Brasil que visa acomodar as inúmeras diferenças da esquerda e, ao mesmo tempo, abarcar pensamentos antagônicos que estejam dentro de um espectro progressista, podemos até afirmar que a iniciativa da Frente Ampla é da esquerda, mas ela não é uma política de esquerda feita para esquerda, mas sim uma política de todo o campo progressista do país, de defesa incontestável de princípios democráticos.  


Na verdade, estamos falando de uma reação forte, a altura dos últimos 4 anos, onde tivemos ataques permanentes à democracia brasileira e suas instituições de Estado. 


Nestes termos, gostaríamos de chamar a atenção para a liderança firme de Lula que teve que enfrentar resistências até mesmo de setores da própria esquerda, mesmo sobre este "fogo amigo", insistiu em chamar para a luta pela democracia e contra o fascismo vários antagônicos, ex adversários políticos, desafetos como Marina Silva que havia deixado o PT em um clima não muito amigável entre outros. 


A Frente Ampla marca um novo momento da política nacional que tem como pretensão reformular a esquerda diluindo as suas contradições naturais e aumentando a aceitação da militância e a penetração popular, derretendo assim o antipetismo irracional que em nada ajuda no avanço do país.


É sempre bom lembar que os despautérios e abusos que a operação Lava Jato cometeu em sua "luta contra a corrupção" legou para nosso país, além das várias empresas quebradas, desemprego e fuga de receitas, um sentimento anti-esquerda muito enraizado em nossa população, um antipetismo irracional foi o principal legado de Sérgio Moro e suas falcatruas, com isso, até os dias de hoje verificamos a esquerda sendo associada a fantasmas como "comunismo", "ideologia de gênero", "marxismo cultural" entre outros moinhos de vento, é para desfazer este estrago que a Frente Ampla se apresenta como uma solução estratégica e necessária. 



O recado que Lula está dando para todos é que o seu governo não será um governo de esquerda feita para as esquerdas, mas sim um governo de esquerda com espaço para qualquer tipo pensamento antagônico, até mesmo um pensamento de direita, desde que, dentro de um escopo democrático. 


A Frente Ampla, com a qual Lula promete governar, é uma resposta direta aos acontecimentos da última década, visam uma reconstrução do país depois do governo traumático de Bolsonaro que acirrou e alimentou as diferenças e desconfianças de toda a população. 


Ao chamar para ser o seu vice uma figura radicalmente contrária que em outra ocasião foi um adversário político Lula, passou um recado claro; de que estaria governando para todos, inclusive, para os que têm um pensamento mais liberal.


Na ocasião do convite feito ao Alckmim parte considerável da esquerda fez muito ruído, muita reclamação foi feita, ofensas pesadas foram proferidas, uma insatisfação considerável e até declaração de alguns que iriam votar nulo, unicamente pela escolha de Lula, mas, o fato incontestável é que este movimento foi brilhante! 


Várias mensagens foram dadas com esta atitude, a principal delas: o governo de Lula não seria um governo de esquerda, no sentido estrito da palavra, mas sim um governo amplo, que abarcaria inclusive o diferente, Alckmim parece ter abraçado muito bem a o projeto da Frente Ampla Para Governar e, em suas declarações até agora, fala como um integrante de algo maior, foi inclusive designado para comandar a equipe de transição do governo, o que demonstra que o vice de Lula terá um papel ativo no governo.

 


A Frente Ampla é um projeto tão sólido que engana-se quem pensa que se Lula, por qualquer motivo que seja, não conseguir cumprir seu mandato e seu vice assumir teríamos uma guinada radical no governo, passando de um governo de centro esquerda para um governo de centro direita. 


Trata-se de um programa de governo estruturado, com metas estabelecidas e planos de longo prazo, além de ser um projeto amplo de "nação" que está sendo discutido a muito tempo, composto de várias perspectivas diferentes. 


Além de Geraldo Alckmim outra figura de destaque nesta nova configuração política é Simone Tebet, como sabemos, outra antagonista da esquerda tradicional, adversária de Lula na campanha de 2022,  que viu na Frente Ampla uma resposta firme e estruturada para o avanço da extrema direita no Brasil. 


Simone Tebet deu várias declarações onde, só aceitou participar deste movimento se algumas de suas propostas fossem acrescentadas ao plano de governo de Lula e assim vai se fortalecendo a Frente Ampla, com a colaboração de todos que querem um país democrático, não importando o seu posicionamento político seja ele à esquerda ou à direita. 


Marina Silva também deixou de lado as diferenças e veio agregar esta nova política que está nascendo bem diante de nossos olhos, já Ciro Gomes decidiu virar as costas para este ambicioso projeto e, considerando a sua performance nos últimos pleitos, tudo indica que vai cair em um ostracismo político, o que não deixa de ser lamentável, pois, Ciro Gomes é um politico honesto, culto, de ideias de vanguarda que agregaria muito no debate público com seus posicionamentos firmes e de visão de futuro.


...


Já nos encaminhando para o final de nosso artigo de hoje vamos analisar os futuros desafios da Frente Ampla em um país ainda muito marcado pela divisão e pelos estragos promovidos por 4 anos de nazifascismo.


Sendo a Frente Ampla uma unidade de contrários o primeiro grande desafio é mantê-la unida durante todo o governo, em seguida, avoluma- se em nosso horizonte como mais um grande desafio, desintoxicar o debate público e retirar de cena os devaneios ideológicos, ou seja, não dá mais para perder tempo e energia discutindo ideologia de gênero ou se o atual governo vai ou não fechar igrejas entre outras discussões inúteis e completamente sem sentido que vem contaminando o debate público e escamoteando nossos verdadeiros problemas. 


Estabilizar e descontaminar o debate público colocando no cerne do debate questões e anseios que o país coloca para si como projeto de futuro de uma nação, eis o foco da Frente Ampla, logo em seus primeiros anos de abrangência.


Outra questão urgente é estabilizar as finanças; o teto de gastos que é hoje o grande entrave, vai ter que ser negociado com o Congresso e substituído por alguma outra âncora fiscal que o substitua e permita ao Estado empreender para a geração de empregos, em outros termos, precisamos estabelecer novos marcos fiscais.


Acertando as contas, surge a oportunidade para pensar em outras pautas como, por exemplo, a revisão da reforma trabalhista que precarizou o trabalho e só foi proveitosa para alguns setores da sociedade e outras reformas necessárias para o país.


Outro desafio que exige uma resposta rápida e certeira é a questão da fome, um problema cujo Bolsonaro nega irresponsavelmente, dentre os vários retrocessos que amargamos no governo Bolsonaro um dos mais graves é a questão do retorno do país ao mapa da fome com mais de 32 milhões de pessoas sem ter uma alimentação satisfatória.


Outro desafio da Frente Ampla será a retomada de símbolos nacionais sequestrados pelo nazifascismo, com esta retomada de símbolos nacionais, visa-se a reconstrução do país, trata-se, portanto, de questão de suma importância, referente a eliminação das divisões sociais que estão em curso, da reunificação das famílias e amigos que hoje se encontram dividas por querelas políticas. 


Outros desafios despontam em nosso horizonte, muita luta e reconstrução, alguns destes desafios vão se delinear com o avançar do tempo outros já estão muito bem definidos, como estamos vendo, reconstruir um país de uma aventura nazifascista não é trabalho fácil e nos conclama a refletir sobre as escolhas que fazemos e nos absurdos que presenciamos, sem tomar nenhuma atitude. 


A Frente Ampla vem se apresentando como um rearranjo de uma situação sem igual que o Brasil enfrenta, um dos países mais atingidos pela onda reacionária que vem se espalhando pelo mundo nas últimas décadas.


Quem acredita no país, independente de sua orientação política, deve torcer e ajudar como puder a Frente Ampla que está se formando nesta nova jornada, torcer contra ou sabotar este movimento vai afundar todo o país, que já está muito fragilizado. 


Está muito claro que a jornada da Frente Ampla não será fácil, sabemos das dificuldades que o Congresso vai impor, assim como sabemos que apesar da derrota de Bolsonaro, sua influência nefasta continua a exercer fascínio político em uma parcela grande da população.


Por isso devemos ter muita boa fé e paciência com esta iniciativa que visa fazer o governo mais inclusivo de toda a história recente do país; governar para todos, abarcando o maior número  possível de contrários em nome da civilização humana e contra o nazifascismo.


Estaremos vigilantes aos novos tempos que vêm por aí.


Com o bolsonarismo ativo no Brasil, Lula vai ter muito trabalho para manter a Frente Ampla funcionando em todo o seu governo, nomes como Geraldo Alckmim, antigo adversário político e Marina Silva, que saiu do PT de forma conturbada, além de Simone Tebet que foi adversária na atual campanha presidencial são nomes de peso da política que demonstram que a Frente Ampla é muito mais do que um projeto da esquerda, é sim nossa última chance de varrer, de uma vez por todas, o nazifascismo do país, retomando a normalidade institucional e trabalhando no que o país precisa de verdade e não perseguindo fantasmas como o "comunismo"

         


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E aí, gostaram do artigo desta semana??


Estamos presenciando muitas mudanças em nossa era, não é mesmo?


Neste sentido, é muito natural que as pessoas fiquem confusas e, no meio de tanta confusão, alguns grupos se aproveitem para gerar o caos e a desordem.


É justamente isso que a extrema direita vem fazendo no mundo todo; se aproveitando de brechas da democracia, papel indefinido da internet, aliada ao seu grande alcance e um clima de desamparo de nossas sociedades ocidentais, assim, a extrema direita vem causando um verdadeiro pandemônio na vida pública.


A extrema direita vive do medo que ela mesma instaura em nossas sociedades, Bolsonaro representa isso; uma ruptura com a civilidade e a instauração de fantasmas com os quais ele está sempre a lutar.


A Frente Ampla surge como um contra movimento a toda esta situação.


Esperamos, sinceramente, que todo o campo progressista do país, seja de esquerda ou de direita, abrace de coração esta nova forma de fazer política, pois, dado o que estamos observando, esta pode ser nossa última chance de vivermo em uma democracia plena. 


...


Esperamos que nossas reflexões tenham agregado no debate público e esperamos encontrar vocês aqui semana que vem para mais uma reflexão. 


Até lá e cuidem-se!!  



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