POR QUE SEXO É TABU?
Olá Escritores !!
Preparados para o artigo desta semana ??
Hoje, dando sequência a nossa série sobre a sexualidade humana, vamos refletir sobre os motivos que nos levam a ter no sexo um de nossos mais bem estruturados tabus.
A série sexualidade humana trata de uma sequência de 4 textos que lidam com sexo em diferentes aspectos, semana passada iniciamos nossa jornada com o texto O MACHISMO QUE NOS HABITA, nesse texto falamos sobre o machismo estrutural de nossas sociedades e o papel do homem desconstruído neste contexto extremamente machista em que vivemos.
Hoje trazemos o texto 2 desta sequência nos aprofundando nos motivos que fazem o sexo ser um de nossos mais bem estruturados tabus, para essa empreitada dividimos o texto a seguir em 2 partes:
Na 1ª parte vamos estabelecer o que é o tabu, qual é a sua origem e quais são as suas características principais, sua ligação com o transcendental e porque essa ligação faz ele ter a força que tem, mesmo nos dias atuais.
Vamos analisar também como os tabus ditam os comportamentos "acetáveis" em nossas sociedades, agindo por categorias metafísicas, participando das megaestruturas na consolidação dos valores válidos.
Na 2ª parte, conhecendo as estruturas fundamentais do tabu, vamos analisar como o sexo, sendo uma das manifestações mais naturais e espontâneas da natureza, presente na maioria dos seres vivos e sinônimo de vida, que, nos seres humanos, é um laço especial que forma famílias, como uma manifestação dessa natureza se tornou um tabu em nossas sociedades, vamos nos aprofundar nos motivos históricos que fazem do sexo um de nossos maiores e mais bem estruturados tabus.
Vamos verificar, nesta parte de nosso artigo, que a heteronormatividade como parâmetro que baliza a sexualidade humana está diretamente ligada ao sexo como um tabu.
Esperamos dar mais um passo rumo a desconstrução de preconceitos nesta série especial sobre a sexualidade humana, assim, desejamos para vocês uma boa leitura e uma boa reflexão!
O QUE É UM TABU
Não é difícil perceber que alguns temas são evitados em nossas sociedades, em algum momento da vida de cada um de nós, notamos que alguns assuntos causam estranheza e desconforto;
são nas conversas informais, com amigos, parentes e colegas que percebemos o mal estar que determinados temas suscitam e logo geram uma tentativa de mudar o rumo da conversa.
Nós encontramos inumeráveis temas que causam esta aflição coletiva;
morte, velhice, eutanásia, drogas entre muitos outros.
Estes temas espinhentos são os tabus, mas o que são os tabus?
Como eles influenciam nossas ações?
Os tabus são calcados em uma noção moral, religiosa, cultural e variam de uma sociedade para a outra e de um tempo para outro, em outros termos, não existe um tabu, os tabus mudam de uma sociedade para a outra e de uma época para outra, muitas vezes, o que seria considerado um tabu para a sua vó, hoje é posto dentro dos padrões normativos sociavelmente aceitáveis.
Os tabus, assim como os valores, mudam e espelham as sociedades de cada época.
O biquíni é um bom exemplo de como nasce e se estrutura um tabu nas sociedades, quando o biquíni foi criado, em 1946 na França, foi apresentado como “o menor maiô do mundo” e gerou uma escandalização geral na sociedade, sendo proibido em vários países, naquele tempo, um simples biquíni, traria à tona os maiores tabus da época;
as mães proibiram as filhas de usar, os homens consideraram as mulheres que usavam vulgares, a Igreja não queria nem sequer ouvir falar, a imprensa evitava o tema.
Note o leitor que, ao citarmos o surgimento do biquíni como um evento que expôs incontáveis tabus, chamamos a atenção para que se perceba muito mais do que a peça de vestuário simplesmente, que por si só causou alvoroço, mas sim a sua simbolização;
o biquíni abrange temas estritamente femininos no seio de uma sociedade patriarcal, afrontou as normas vigentes e comportamentais da época, de cunho machista e opressor.
Em uma simples peça de vestuário estão intrínsecos
temas como a liberdade e sexualidade feminina, questões do corpo, questões
comportamentais da mulher, o papel da mulher na sociedade e vários outros temas
que podemos considerar tabus e, forçosamente, vieram à tona para o debate e vêm
mudando o mundo desde então.
Na proibição do tabu, está inserida a noção tanto do que não falar quanto do que não fazer, ou seja, um tabu rege as ações de determinadas eras nos discursos e nas ações, decorre daí que, quando um tema é tabu ele encontrará dificuldade tanto em ser debatido quanto em ser realizado.
Há casos
em que praticar um ato que é considerado tabu, em determinadas sociedades,
implica em ser colocado à margem da sociedade, muitas vezes, viver à sombra de
um tabu é viver como um pária dentro da sociedade.
Não é de se admirar que o tabu venha cercado de tanto medo irracional, quando estudamos a etimologia da palavra percebemos o cunho religioso, transcendental da proibição.
A palavra é de origem polinésia; deriva do tonganês; “tabu” e do maori; “tapu”, foi introduzida na língua inglesa, aproximadamente no ano de 1771, pelo navegador inglês James Cook e, posteriormente, adaptado para outras línguas, em uma tradução livre, quer dizer “proibição”.
Os nativos acreditavam que determinados atos poderiam gerar, para os membros da comunidade, algum tipo de maldição ou castigo divino que se propagaria por toda a tribo e duraria por várias gerações.
Esta noção de que uma maldição comprometeria o futuro de uma tribo inteira, como um erro que seria pago não somente por aqueles que cometeram o ato, mas pelas gerações futuras, é uma característica que dá força ao tabu e que devemos considerar, pois, sugere o teor de malogro do tabu, ou seja, uma maldição é um castigo que simplesmente não acaba, se renova no tempo, na passagem dos maus agouros de uma geração para a outra, transforma a vida na Terra em um verdadeiro inferno, condena o futuro de toda a sociedade, esta é uma noção que dá muita contundência ao tabu e o reveste de uma áurea mística e transcendental, atinge o ser humano na esfera de sua religiosidade.
É notório que os tabus modernos são revestidos com essa instância metafísica, que sugere ser um erro tão grave cometê-lo que o castigo se incrustaria no culpado por gerações a fio, o tabu é uma falta tão grave, é algo tão proibido, que não convém sequer ser citado.
O que notamos, portanto,
é que inserida na noção de tabu temos elementos religiosos, culturais e
normativos, os tabus não são somente um assunto que se quer evitar, são muito
mais do que isso, regem nosso comportamento e constituem uma barreira a ser
vencida quando se pretende aprofundar em determinado tema.
Nossas sociedades modernas são cheias de tabus, assuntos dos quais se evita a simples menção, este medo irracional, que acompanha todos os tabus, priva os membros da sociedade de um aprofundamento em certos temas.
Os tabus são fugas, são subterfúgios engendrados pelas sociedades para manter certos comportamentos considerados "padrão" e evitar comportamentos que, supostamente, não deveriam acontecer.
Sempre houve, em qualquer sociedade, em qualquer época, meios para se criar e consolidar padrões aceitáveis para os membros de determinadas sociedades, desenvolvemos várias instituições e inúmeras convenções sociais, no decorrer histórico, para determinar estes comportamentos:
Estado, Escola, Igreja, padrões éticos/morais e... tabus.
Até aí tudo normal, pois, toda sociedade precisa estabelecer padrões comportamentais compatíveis com seu desenvolvimento histórico/cultural, caso contrário, estaríamos na guerra de todos contra todos.
O ponto aqui é que um tabu, definindo comportamentos, implica numa falta de diálogo e uma automática exclusão de determinados membros, pois, como vimos, o tabu possui características de misticismo, no sentido de ser algo definido por entidades suprassensíveis, ou seja, seu cerne é definido por algo que não está no bojo da sociedade, na imanência das relações sociais, a estruturação dos tabus vêm de fontes metafísicas e não de elementos racionais, a razão cumpre um papel ínfimo na estruturação de um tabu.
Quando um tabu se estabelece numa sociedade é definido um padrão comportamental, a partir daí, tudo que não estiver enquadrado neste padrão será considerado “maldito” ao ponto de não poder ser sequer mencionado.
Como saber se determinado comportamento é bom ou ruim se não se pode sequer falar sobre ele?
Certamente, como seres humanos falantes, detentores da palavra, construímos nossas civilizações e chegamos aos nossos consensos (e descensos) pelo diálogo, pelo debate entre pontos de vista diferentes, assim nasceu a Democracia e os valores democráticos nas ágoras da Grécia antiga, a República nas praças romanas, a igualdade entre os seres humanos entre outros valores construídos no decorrer histórico por meio da palavra e de seu uso.
O tabu nos priva naquilo que temos de mais “humano”,
ele nos priva da palavra e do debate, reveste um tema incômodo com o verniz da
superstição, atrasa o desenvolvimento da sociedade, pois, não discutir um tema,
por mais incômodo que seja, é jogá-lo para debaixo do tapete, é fugir da
contingência da vida mesma.
O SEXO COMO UM DE NOSSOS MAIORES TABUS
Convido o leitor a pensar em todos os assuntos que podem ser considerados “malditos” em nossas sociedades, todos os temas que deixam as pessoas desconfortáveis, todos os tabus;
vamos percebendo que, dos vários tipos de tabus, os de cunho sexual são, de longe, os que deixam as pessoas ruborizadas - sexo na adolescência, virgindade, aborto, homossexualidade, sexualidade feminina, masturbação, menstruação, questões de gênero entre outros - O sexo se constitui como um dos maiores e mais fortes tabus das nossas sociedades contemporâneas.
Mas, se o sexo é uma manifestação tão natural, sinônimo de
vida, por que é tabu?
Como estabelecemos anteriormente, os tabus, juntamente com outras expressões humanas, definem o que é "aceitável" em determinada sociedade, sendo assim, o sexo heteronormativo, o suposto padrão, não será propriamente um tabu, mesmo que encontre dificuldades de uma discussão aberta e franca esta dificuldade estará fundamentada muito mais em considerações de teor pudico e conservador do que em um tabu propriamente dito.
A heteronormatividade é um valor constitutivo da história humana, o que significa dizer que é um produto da cultura humana e não um fator “natural” como insistem algumas pessoas em afirmar, pensar na heteronormatividade como uma ação natural da sexualidade humana incorre em mais um reducionismo biológico, o mesmo erro que observamos em nosso artigo da semana passada - O MACHISMO QUE NOS HABITA - que encerra a sexualidade feminina em falsos parâmetros, baseado em um suposto determinismo biológico.
Vale a pena lembrar mais uma vez que, quando falamos de problemas humanos, a "condição natural" deve ser colocado em segundo plano, pois o ser humano age na natureza, produzindo cultura e balizando suas ações pela razão e não somente pelos instintos, como os outros seres viventes do planeta.
O reducionismo biológico, insistentemente usado para justificar que a mulher é inferior ao homem, por características biológicas ou para justificar que só existe um tipo de sexualidade humana aceitável, de cunho heteronormativo, é uma falácia.
Onde existe cultura humana, onde impera as leis, onde há o costume, o fator biológico passa para segundo plano, sendo assim, não importa as diferenças biológicas e físicas entre homens e mulheres, muito menos supor que exista um padrão sexual normativo justificado pela natureza, afinal, encontramos casais homossexuais em mais de 500 espécies catalogadas na natureza e apenas uma espécie em que encontramos um comportamento homofóbico.
Mais um fato que destrói a heteronormatividade como um suposto fator natural.
O que ocorreu foi que em algum momento da jornada humana, adotou-se a heteronormatividade como um valor balizador e qualquer outra manifestação da sexualidade humana fora deste padrão tornou-se tabu.
A heteronormatividade como um valor intrínseco de nossas sociedades está ligada ao paternalismo como o paradigma central no desenvolvimento das sociedades ocidentais.
Um paradigma que se funda desde muito cedo na história, na aurora das civilizações, ao se instituir a "família" como instância institucionalizada das sociedades, a família como o núcleo social básico responsável por inserir o indivíduo na sociedade e passar para esse indivíduo as regras de conduta preferíveis e aceitáveis.
Assim o paternalismo vai se firmando como paradigma vigente, a princípio, porque nas famílias foi se estabelecendo os papeis de cada membro; do homem, da mulher e da criança, quando está for um menino ou uma menina, nestes termos, foi assim que o paternalismo se instaurou como regra nas sociedades ocidentais definindo as funções de cada membro da família e, por consequência, a heteronormatividade foi um caminho inevitável nesse tipo de sociedade.
Estamos falando de forma muito superficial sobre um processo que se desenvolve por milênios a fio e que se desenrolou sem qualquer contramovimento, diferente do desenvolvimento do capitalismo, por exemplo, que desde o seu surgimento teve que lidar com correntes de resistência que freavam seu desenvolvimento pleno, abrindo espaço para os contrários.
Somente no século XX e que começamos a verificar movimentos que questionam os comportamentos ditos "aceitáveis", requerendo a aceitação da sociedade sobre novas formas de sexualidade que não a heteronormativo, além de direitos sobre seus corpos, estabelecendo assim uma discussão sobre este paradigma centrado na heteronormatividade, até então tido como o único aceitável.
A história do biquíni, citado acima, é um desses casos, assim como as décadas de 1960/70 são marcantes, pois, concebem-se novas formas de sexualidade e debate-se o sexo de forma aberta.
Hoje em dia, passados todos estes movimentos emancipatórios da sexualidade humana, a batalha do público LGBTQIA+, o sufrágio feminino, a luta por direitos e igualdade, mesmo que tenhamos que lidar com o negacionismo, próprio do preconceito, fica praticamente impossível ignorar (mesmo para os preconceituosos) que a sexualidade humana não se reduz a um único padrão normativo,
Infelizmente, as coisas não mudam na velocidade que gostaríamos, nunca é demais lembrar que a OMS somente retirou a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) no ano de 1990 e, além disso, a homofobia foi abrangida pelo código penal, sendo considerado crime de racismo somente no ano de 2019.
Ou seja, as mudanças são lentas e demoradas e estamos longe do ideal, principalmente quando consideramos que o paternalismo é um valor milenar, mas estas e outras conquistas vão demonstrando que a aceitação da sexualidade humana em suas várias manifestações é um caminho sem volta deste século em diante.
Nossa era em particular - me refiro aqui aos últimos 10 anos - vem se mostrando uma época de muitos retrocessos, onde, um conservadorismo exacerbado está em evidência, resultado da ascensão de uma extrema direita, não só no Brasil como em todo o mundo e, juntamente com ela, o fortalecimento de um pensamento ultraconservador, que reforça mais os tabus de cunho sexual, inclusive, com políticas públicas efetivas e contundentes que visam solapar conquistas, além do robustecimento do discurso contra qualquer outra manifestação da sexualidade que não seja o considerado o padrão, em outros termos, a nossa era é a era do fortalecimento do tabu sexual;
Notamos, portanto, duas características essências no tabu moderno:
Primeiramente, o tabu, por si só, é
um fenômeno complexo que priva a sociedade de um aprofundamento em temas
centrais da condição humana e, seguidamente, a nossa era em particular se
mostra como uma era onde, por conta de uma série de conjunturas políticas,
sociais e outras que ainda não temos condições históricas de analisar, houve
robustecimento do tabu sexual, infelizmente, em períodos como este, o risco de
retroceder no debate sobre sexualidade humana é real e constante.
Encaminhando-nos para o final de nossa breve reflexão, acreditamos sermos capazes de nos aprofundarmos mais na questão que nos propormos neste ensaio;
por que sexo é tabu?
A princípio, existem dois fatores preponderantes levantados neste empreendimento; primeiramente, o tabu constitui uma manifestação humana que tange a esfera da religiosidade humana, decorre daí que, a sua estruturação nas sociedades se dá na esfera da transcendência, ou seja, foge às explicações de cunho cientificistas e lógicas, o tabu age na subjetividade coletiva instaurando angústias e medos irracionais o que dá a ele força de ação e uma resistência quase inexpugnáveis, além disso, ele é uma das manifestações humanas responsáveis pela a definição dos valores vigentes; regras de conduta, comportamento ético e todo o arcabouço moral que rege as sociedades;
basta notar a dificuldade em se quebrar um tabu, relembramos novamente a história do biquíni, a resistência que ele enfrentou nas sociedades da época, os debates sobre a situação concreta da mulher que a sua proibição forçou a sociedade a fazer, a lentidão para que as mudanças se efetivassem definitivamente.
Vamos percebendo que um tabu, estruturado numa sociedade, é uma força difícil de ser extirpada.
Outro fator preponderante refere-se a nossa era em particular, esta vem se revelando como uma fase de retrocessos, negacionismo e de um obscurantismo ímpares, uma era peculiar onde houve enrijecimento de certos preconceitos e o reforço de tabus sexuais.
Compreender
as particularidades de nossa contemporaneidade é fundamental para o
aprofundamento nas questões aqui levantadas.
O sexo é tabu porque ele não é único, não está enquadrado em padrões normativos rígidos.
Não existe UMA forma de praticar sexo, que seja normativa e, por consequência, defina como todos os seres humanos, em todos os lugares do globo, em todas as era devam praticá-lo.
A sexualidade humana é
muito mais do que a prática sexual em si, Freud e a sua contribuição para a
humanidade nos revelou que os seres humanos se desenvolvem de forma psicossexual,
ou seja, por meio de sensações difusas e variadas iniciadas na infância, nem
todas de cunho erótico, mas sim sensações de prazer e desprazer, o tabu sexual
se apoia justamente em negar isso e considerar a sexualidade apenas como o ato
sexual em si e, justamente por isso, estabelece um padrão normativo que não
existe, mesmo no mundo natural.
Sendo a sexualidade humana este mosaico de cores infinitas, não é de se admirar que um pensamento que considere apenas UMA expressão como a única expressão correta se apoie em um tabu que, como vimos, está revestido de elementos de crendice, superstição e medo.
O sexo é tabu porque ele não é único e a nossa sociedade quer acreditar, justificando pelo tabu, que ele é.
Apesar da força estrutural dos tabus e dos retrocessos de nossa era precisamos continuar no caminho da compreensão da sexualidade, desconectada de tabus que não consideram a dinâmica da sexualidade humana, em outros termos, precisamos continuar a luta para que se reconheça a sexualidade longe dos incontáveis tabus que nos rondam.
Precisamos FALAR sobre sexo, abertamente e em todas as suas manifestações.
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E aí, gostaram do artigo desta semana?
Hoje, demos mais um pequeno passo na discussão sobre a sexualidade humana e seus vários aspectos.
Não deixa de ser intrigante que um de nossas manifestações mais naturais, como o sexo, tenha se tornado um tabu em nossas sociedades, um daqueles assuntos dos quais não podemos sequer falar sobre.
Como vimos em nosso artigo de hoje, isso se deu na história, pela consolidação da heteronormatividade como um valor balizador da sexualidade humana, portanto, um valor muito bem estruturado que não mudará da noite para o dia, assim como não vai mudar por imposições.
Em fato, antes de que alguma mudança significativa aconteça teremos muita conversa, muito convencimento para trabalhar em nossos irmãos e irmãs;
para essas pessoas o dito "normal" é o que a tradição diz ser o aceitável, não entra na cabeça de algumas pessoas que a sexualidade humana possa ter mais do que apenas uma manifestação.
Mudar este conceito vai levar tempo e precisamos estar conscientes disso.
Uma mudança tão grandiosa como esta não será para nós, mas sim para as futuras gerações, são nossos filhos e netos que gozarão de um futuro onde qualquer um possa viver a sua sexualidade sem culpa e livre de qualquer preconceito, desde que nós não desistamos agora.
Nossas sociedades estão presas em uma gaiola de preconceito e somos nós que devemos lutar para manter a porta desta gaiola aberta para que os pássaros do futuro possam possam enfim voar, longe de toda esta intolerância e preconceito, este é um pensamento encorajador, não acham?
...
Semana que vem estamos de volta com mais um artigo da série sexualidade humana, aguardamos todos vocês;
até lá e cuidem-se!!









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