ALAIN DELON E O GATILHO PARA UMA REFLEXÃO
Olá Escritores !!
Preparados para o artigo desta semana?
Hoje, vamos tratar de um tema extremamente delicado, controverso e polêmico.
Vamos falar de EUTANÁSIA, também conhecido como SUICÍDIO ASSISTIDO.
Nosso tema de hoje é tão sensível que julgamos ser necessário acender o nosso !!!ALERTA AMARELO!!!, aqui mesmo, nas primeiras linhas de nosso artigo de hoje.
Os alertas amarelos que você observará durante todo o texto, fazem uma alusão direta ao Setembro Amarelo, mês dedicado a prevenção e discussão do suicídio em nossas sociedades, portanto, trata-se de uma alerta que supõe ser a mensagem um "gatilho" para pessoas com disposição a estados de melancolia profunda, depressão entre outros estados psicológicos.
É praticamente um consenso entre os estudiosos que cartas e bilhetes suicidas geram em pessoas com predisposição, estados mentais perturbados, por isso, é a nossa intenção advertir, com os alertas amarelos, que os textos marcados tratam de cartas de teor suicida, mesmo que não se trate de suicídio, diretamente, mas sim de eutanásia, assunto que, como veremos, estão intrinsecamente interligados.
Se você não estiver emocionalmente bem, se estiver em uma fase triste e melancólica da sua vida, se estiver passando por uma fase de depressão profunda ou ainda, se estiver sofrendo o luto por alguém, deixe para ler este artigo em outro momento.
Certamente, o tema que vamos tratar esta semana é um assunto que atinge a sensibilidade de muitas pessoas (a minha inclusive), vamos abordar temas profundos e complexos da vivência humana, certifique-se de que você está em um bom momento emocional antes de se juntar a nós.
A eutanásia e o suicídio são temas que estão sempre a rondar nosso panteão de "mistérios humanos", são dilemas éticos, morais e culturais que enfrentamos desde tempos imemoriáveis, foi tema de reflexão de toda a tradição filosófica; dos gregos aos modernos, sempre refletimos sobre estas questões.
Eutanásia e suicídio são temas intimamente ligados entre si, mas não são a mesma coisa, importante estabelecer a diferença entre eles:
O suicídio é o ato de tirar a própria vida, trata-se de um homicídio cometido contra si mesmo, é um problema humano que nos acompanha desde o início da nossa jornada, mais um dos incontáveis "mistérios humanos"com os quais temos que lidar.
Já a eutanásia é um termo que, apesar de estar sempre presente na história, em diferentes contextos sócio/culturais, na modernidade, adquiri um novo significado.
O termo está diretamente ligado a modernidade, tem suas raízes no surgimento da Revolução Industrial e nos valores que se estabeleceram na esteira desta nova configuração social.
O termo "eutanásia" foi cunhado por Francis Bacon em sua obra TRATADO DA VIDA E DA MORTE, no século XVII, nesta obra, o sentido da palavra recém criada por Bacon era referente à prática da eutanásia como um tratamento adequado às doenças incuráveis.
Com o passar dos séculos, a palavra foi ganhando novos significados, nos dias de hoje podemos resumir o significado da palavra a atitudes de uma "boa morte", uma forma de encerrar o sofrimento de pacientes em estado terminal.
Mesmo com este conceito intrínseco, de "misericórdia para quem sofre", a prática é proibida na maioria dos países, trata-se de um tema "tabu" em muitas culturas.
...
No último dia 28 de março de 2022 veio a público a notícia de que Alain Delon estava decidido a praticar a eutanásia, com a ajuda de seus familiares.
Alain Delon é um ator de origem franco-suíça respeitadíssimo no mundo todo, seu auge foi nos anos de 1960/70 quando era conhecido, tanto por ser um ator talentoso, quanto por sua notável beleza, foi considerado um símbolo sexual, título que sempre evitou, pois, sempre quis ser reconhecido pelo talento.
Ganhou inúmeros prêmios durante a carreira.
São filmes de destaque em sua filmografia; O Sol Por Testemunha (1960) e O Leopardo (1963);
Delon tem uma filmografia imensa, com mais de 80 filmes, atuando intensamente de 1960 até 2008, ano em que encerra sua carreira com o filme; Astérix Nos Jogos Olímpicos (2008), seu último filme.
No último dia 28/03/2022 Delon publicou uma mensagem em sua conta no Instagram, em tom de despedida, deixando clara a sua intenção de praticar a Eutanásia, com o auxílio de sua família, Delon vive na Suíça, onde o procedimento é permitido.
Vamos ver a mensagem deixada por Delon em sua conta no Instagram:
!!!ALERTA AMARELO!!!
Gostaria de agradecer a todos os que me acompanharam ao longo de todos estes anos e que sempre me apoiaram, Espero que os futuros atores possam encontrar em mim um exemplo, não só pelo meu trabalho, mas também, entre vitórias e derrotas, na vida de todos os dias. Obrigado, Alain Delon
...
Delon está com 86 anos, e em 2019 sofreu um AVC que o deixou com algumas sequelas, ele vem falando sobre a eutanásia há algum tempo, veja o que ele disse a um program de TV, na França:
!!!ALERTA AMARELO!!!
Tomei esta decisão há muito tempo. Acho que minha vida tem sido linda, mas também muito difícil. Nunca gostei de envelhecer, todas essas dores e dificuldades que tenho de enfrentar diariamente deixam-me imóvel diante de tudo...
...
O procedimento de suicídio assistido, mesmo em países onde a prática é permitida, não acontece da noite para o dia, o trâmite para que se chegue às vias de fato é longo e passa por uma junta médica rigorosa, composta por psicólogos, é preciso ter a certeza de que o paciente está tomando sua decisão baseada não em um estado emocional momentâneo ou um desconforto pontual.
Por isso o processo de Alain Delon está em trâmite, mas, como o procedimento é permitido onde ele mora, existe uma considerável possibilidade de que ele consiga seu intento.
Foi o caso de Delon que nos motivou a trazer para o holofote de nossa investigação este tema tão espinhoso, o caso de Delon traz à tona um debate ético/moral que está sempre a nos rondar.
Afinal, temos o direito de tirar nossa própria vida em casos extremos, onde consideramos que não vale mais a pena viver?
Ou, é o Estado quem decide se a vida vale ou não a pena ser vivida?
O Estado tem o direito de prolongar, artificialmente, uma existência de dor e sofrimento?
São estas difíceis questões que vão balizar a nossa discussão no complexo tema que trazemos hoje.
Esperamos que você tenha uma boa leitura e uma boa reflexão!
Eu gostaria de começar nossa reflexão de hoje deixando muito claro que considero o tema de hoje o tema mais sensível e complexo de toda a história do Blog.
hoje é necessário medir, com cuidado, cada palavra...
Eu tenho experiências pessoais com pessoas que, em determinado momento de suas vidas, decidiram que viver não valia mais a pena e, por conta desta decisão, tomaram as atitudes necessárias para abreviar a sua existência.
Passado o sofrimento destas terríveis experiências, ficou o aprendizado;
nunca devemos julgar quem se decide por este caminho, assim como nunca devemos subestimar quem dá sinais como, falas, reclamações, depressão entre outros.
O fato, é que vivemos em uma sociedade doente em vários aspectos, como já verificamos em inúmeras publicações aqui em nosso espaço.
Além disso, todos nós temos o nosso "ponto de pressão", aquele ponto específico e particular, onde, cedemos às pressões de nossa vida em sociedade, quando chegamos ao nosso ponto de pressão tomamos atitudes que não se enquadrariam em um comportamento considerado lógico.
Talvez o leitor nunca tenha chegado ao seu ponto de pressão e isso é bem normal, afinal, a maioria de nós vive uma existência inteira sem nunca chegar a este ponto, mas ele está lá, acredite!
Para alguns dentre nós a pressão chega, e só quem suporta este peso sabe do que se trata ...
É por isso que nos surpreendermos, quase sempre, com casos de pessoas que, aparentemente, não teriam nenhum motivo para tirar a própria vida.
Ninguém, absolutamente ninguém, sabe os reais motivos que levam as pessoas a tomar esta decisão, aliás, a questão do "motivo" é o que menos importa, afinal, o que pode ser o limite para uma pessoa pode não ser para outra, existem muitos fatores envolvidos neste tema, todos complexos e misteriosos.
O que me chama a atenção neste complicado assunto é a indiferença das pessoas em nossa doente sociedade.
Quanta maldade aparece quando as pessoas vão se expressar sobre alguém que decidiu abreviar a própria vida ...
Um tema, que já é complexo por si só, vai ganhando camadas de obscurantismo nos julgamentos que ouvimos.
Sempre um prejulgamento, sempre uma condenação, sempre uma acusação de covardia, sempre um dedo em riste, apontando, acusando, sempre uma incompreensão...
Até parece que estamos todos bem psicologicamente, até parece que somos capazes de julgar uma decisão alheia, até parece que não temos, nós mesmos, os nossos próprios pontos de pressão.
...
Nesta breve introdução queremos deixar claro que a questão do suicídio não é algo que deva ser menosprezado em nenhum nível, devemos ter atenção com as pessoas, levá-las a sério, nos importar com elas, perceber certos sinais, que são sutis, de difícil detecção, mas que estão lá e devemos, principalmente, ouvi-las;
isso é importante!
ouvi-las com boa vontade.
A questão do suicídio é um assunto complexo, vasto e misterioso em nossa psique humana e, certamente, voltaremos a este tema de forma mais aprofundada.
Hoje, motivados pela situação do ator Alain Delon, vamos nos concentrar na eutanásia.
Grosso modo, a eutanásia trata-se de promover a morte antes do esperado diante de um sofrimento penoso e insuportável para o paciente.
A eutanásia é tema fulcral de reflexão social durante o século XX, esta discussão se tornou ainda mais efervescente com a participação de médicos, psicólogos, sociólogos, terapeutas, cientistas sociais e filósofos.
Vários pensadores, em diferentes áreas do saber, se debruçaram sobre este tema na tentativa de entender, seja justificando ou condenando, a prática da eutanásia.
Estamos longe, muito longe de chegar ao fim do debate em torno da eutanásia, se é que este "fim" existe, afinal, estamos falamos de um assunto da ordem moral/ética, além da sua forte ligação com a cultura e com a sociedade moderna.
Como vimos, na abertura de nosso artigo de hoje, a eutanásia, no contexto dos dias atuais, nasceu na modernidade com a nominação de Francis Bacon e os ideais que surgiram na esteira da Revolução Industrial, mas a morte assistida é um ato que ocorre em toda a história e, em cada era histórica, vamos observando os variados contextos desta nossa relação com os indivíduos nesta delicada situação.
Na Idade Média, por exemplo, a morte era considerada sagrada e produto de uma vontade divina, o que significava que ninguém ajudaria uma pessoa a morrer em nenhuma hipótese, a morte deveria ser algo natural, vontade de Deus, sem nenhuma interferência de mãos humanas.
Voltando um pouco mais na história, mais precisamente na antiguidade, em comunidades celtas e pré-celtas, observamos que os filhos tinham o costume de matar os pais, quando estes atingissem uma idade improdutiva ou quando ficavam doentes, na Índia antiga era um costume lançar ao Rio Ganges os doentes incuráveis.
A eutanásia, na história humana, está mais ligada a forma como eram tratadas aqueles doentes incuráveis ou que estavam muito velhos, doentes ou improdutivos, muito diferente da concepção moderna do termo que está mais voltada à dignidade humana, aos direitos individuais e a escolha de gerir a própria vida, escolhendo, inclusive, quando a vida pode ser deixada de ser vivida.
Foi com a Revolução Industrial, em um primeiro plano, seguido das novas tecnologias emergentes deste fato histórico, além claro, do desenvolvimento natural do ocidente, aqui citamos a Revolução Francesa, responsável por consolidar o pilar emancipatório de nossas sociedades que, na prática, dá total destaque ao indivíduo na estruturação social o que certamente contribuiu para a nossa concepção atual de eutanásia.
A negação da morte, aliada a tecnologia, capaz de prolongar existências que, de forma natural, já teriam sucumbido, fez do século XX o século propício para o debate sobre a gerência dos indivíduos sobre sua própria vida e, sobre sua própria morte.
A eutanásia trata disso:
Tem o indivíduo o direito de escolher quando morrer, dada certas condições?
"dada certas condições", entenda-se o que estamos considerando casos extremos, situações limítrofes onde a própria vida torna-se um fardo, uma situação de doença incurável, vida vegetativa, sofrimento, caso terminal, entre outras situações extremas, que se enquadrem no que estamos propondo para considerar uma eutanásia.
Importante essas considerações, pois, precisa ter o leitor claro que, ao propormos o debate sobre o suicídio assistido, só poderíamos considerar situações de extrema complexidade, onde há a certeza de que o prolongamento de determinada vida, seria o prolongamento de um sofrimento ao qual quer, a própria pessoa, abreviar por meio de uma decisão tomada por si, unicamente.
É fundamental estabelecer estes parâmetros, pois, caso contrário, dada a sociedade problemática que somos, poderíamos ter pessoas praticando a eutanásia por motivos não muito nobres.
Aqui, estamos falando de pessoas que estão, de fato, travando uma batalha por suas vidas, dia após dia.
Pessoas que não querem morrer, mas são obrigadas a encarar o maior desafio de todo vivente e agem, apesar do medo.
O caso de Delon traz novamente à tona a discussão sobre os limites do Estado na vida das pessoas.
Afinal, pode o indivíduo decidir sobre o fim de sua própria vida, quando esta não for mais desejada por ele mesmo, em situações de doença incurável e sofrimento?
Ou,
cabe ao Estado garantir e preservar a vida humana, independente da sua qualidade, prolongando uma vida indesejada de sofrimento por meios artificiais?
...
São questões que demandam uma profunda reflexão, pois, mesmo que o leitor tenha uma posição firme sobre o tema e se posicione contra a prática da eutanásia, embasado em uma visão de ordem religiosa, de legalidade ou qualquer outro pressuposto moral/ético o leitor há de convir que existem argumentos contundentes dos que sofrem para que possamos, ao menos, compreender o apelo de quem clama pelo direito de abreviar uma existência de sofrimento.
Com surgimento de recursos tecnológicos cada vez mais avançados capazes de manter uma vida artificial por um longo período de tempo este debate tornou-se pétreo em nossas sociedades, estaremos sempre neste limite entre o prolongamento de uma vida, pura e simplesmente, e a vida vivida com qualidade.
Nas pesquisas que fiz para escrever este artigo, descobri que existem no mundo mais de 500 mil entidades associadas a Federação Mundial de Sociedades Para o Direito de Morrer com Dignidade, essas entidades se guiam por 3 elementos importantes, do ponto de vista ético, são eles:
1> o direito de não sofrer;
2> o direito de recusar tratamentos que prolongue uma vida indesejada;
3> o direito da eutanásia voluntária, a pedido do paciente.
Chamo a atenção do leitor ao fato de que, cada uma dessas mais de 500 mil entidades travam suas lutas judiciais, diariamente, representando pessoas que estão pedindo, na justiça, o direito de abreviar uma vida de sofrimento.
Podemos simplesmente dizer que cada uma dessas pessoas está errada em procurar o suicídio assistido, na busca de pôr fim a uma vida de sofrimento e que devem prolongar suas vidas, independente dos sofrimentos e da falta de uma perspectiva de cura
ou,
podemos abrir nossos corações para estas pessoas e ouvir, com carinho, o seu desejo de paz.
500 mil entidades lutando diariamente para que pessoas tenham o direito de gerir sua própria morte frente a uma realidade desesperançosa;
pessoas, famílias, amigos...
todos envolvidos...
todos sofrendo...
Não é um tema simples.
...
O casso de Delon está ainda em curso, não sabemos se sua demanda será atendida pelo juri suíço e, sinceramente, eu nem sei dizer o que sinto frente este caso.
Se Delon conseguir seu intento me manterei neste estado de "suspensão emocional"; parte feliz - por ele ter conseguido o que queria - e, parte arrasado - por ele ter conseguido o que queria.
O que mais esperar de um assunto tão humano, demasiado humano, não é mesmo?
...
Além do caso de Alain Delon, mote de nosso artigo esta semana, acreditamos que vale a pena recordar outros casos polêmicos que, a seu tempo, trouxeram para o debate a discussão sobre a eutanásia e geraram debate na contemporaneidade.
Vamos começar com o caso de Vincent Humbert, ocorrido na França
Vincent sofreu um acidente automobilístico, ficou em coma por 9 meses, quando acordou foi diagnosticado com tetraplegia, cegueira e surdez, com o único movimento que lhe restou, o movimento do polegar conseguia se comunicar com a mãe, por meio de um alfabeto e um teclado adaptado.
Quando conseguiu se expressar pediu aos médicos que praticasse a eutanásia como forma de aliviar seus sofrimentos que, segundo ele, eram "insuportáveis".
Como a eutanásia é proibida na França os médicos renunciaram ao pedido de Vincent.
Vincent fez vários apelos na imprensa e diretamente ao governo francês, pedindo que seu caso fosse considerado uma exceção, novamente, não obteve sucesso.
Solicitou então ajuda a sua mãe, primeiro escreveu um livro com 188 páginas intitulado PEÇO-VOS O DIREITO DE MORRER, lançado em 2003, este livro termina com os dizeres:
!!!ALERTA AMARELO!!!
A minha mãe me deu a vida, espero que agora ela me conceda a morte(...) Não a julguem. O que ela fez para mim é certamente a mais bela prova de amor do mundo.
...
Vincent morreu um dia antes do lançamento de seu livro, pois assim solicitou, sua mãe, Marie Humbert foi acusada de "administração de substância tóxica" e além da dor de ter que se despedir do filho nestas circunstâncias, teve que responder ao rigor da Lei francesa.
Outro caso que vai nos ajudar nesta reflexão de hoje é o caso de Rámon Sampedro.
Rámon, tetraplégico por 29 anos, solicitou na justiça espanhola o direito à eutanásia, por 5 anos travou uma batalha judicial requisitando para si o direito de abreviar sua vida, sem sucesso.
Em 1997, mudou de cidade e começou a planejar, juntamente com os amigos, uma forma de realizar seu intento e não incriminar nenhum de seus amigos.
Em 15 de novembro de 1998 foi encontrado morto por uma das amigas que o ajudavam diariamente, filmou seus últimos momentos explicando as razões que o levaram a praticar a eutanásia de forma ilegal.
Seu caso teve repercussão mundial, em 2003, o diretor espanhol Alejandro Amenábar realizou o filme Mar Adentro que conta a história de Rámon, com a interpretação de javier Bardem.
Pinçamos na literatura mundial 2 casos dos incontáveis casos que existem sobre este tema, você vai encontrar muito material sobre este assunto em filmes, artigos e documentários por aí.
Nos encaminhando para o final de nosso artigo de hoje, não temos nenhuma "afirmação" para fazer.
Este é um assunto de infinitas interpretações e nuances, um daqueles temas que jamais chegaremos a uma conclusão definitiva, dada toda a "humanidade" contida nele.
Mas uma coisa é certa; devemos escutar quem se decide por este procedimento e evitar os julgamentos rápidos.
A vida é, sem dúvida, um dom para todos nós e todos nós queremos tomar em nossas mãos os destinos de nossas próprias vidas e é justamente o que estas pessoas querem fazer:
Ter o direito sobre seus destinos, incluídos aí a decisão soberana sobre as suas vidas e sobre as suas mortes.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
E aí, gostaram do tema de nosso artigo de hoje?
Para mim, foram dias de uma certa angústia, dado a complexidade do tema e tudo que está envolvido nele.
Desde a notícia da decisão de Alain Delon que estou com este tema na cabeça e, nas pesquisas que fiz para escrever esta breve reflexão, devo confessar que algumas vezes fui assolado por uma melancolia, são tantos casos ...
Mesmo com todos estes sentimentos angustiantes segui firme em meu empreendimento e consegui escrever, ao menos, uma breve reflexão, este é o papel da Filosofia, escavar a alma humana, mesmo naquilo que ela tem de mais perturbador.
Dada a complexidade do tema não conseguimos chegar a muitos aspectos, que deverão ser trabalhados em artigos posteriores.
Por fim, esperamos que você tenha tido uma proveitosa leitura, em um tema tão delicado.
Esperamos encontrar vocês aqui semana que vem para mais uma reflexão;
até lá e cuidem-se !!

.jpg)







.jpg)


Comentários
Postar um comentário