CRÔNICAS DE DIAS VIOLENTOS - BOLSONARO E SEU LEGADO SANGRENTO
Olá Escritores !!
Preparados para o artigo desta semana
??
Hoje vamos trazer para vocês crônicas de dias sangrentos, chamando a atenção para os últimos 30 dias no Brasil, dias de uma violência assustadora e simbólica, que refletem
bem o nazifascismo em que estamos mergulhados.
O Brasil sempre foi um país violento, isso ninguém nega, no entanto, não deixa de ser sintomático que, no apagar das luzes deste governo nazifascista, estejamos presenciando casos de violência que carregam em si a marca do descaso que este governo tem com certas causas e com certo tipo de gente, foi por conta da inoperância deste governo e por sua negligência proposital e seletiva que explodiu esta violência descabida.
Se antes da era Bolsonaro a violência se apresentava como uma violência urbana, alimentada por nossa histórica má distribuição de renda, pela pobreza endêmica, pela falta de investimento em educação e cultura, pela truculência das forças policiais entre outros fatores, hoje ela assume contornos institucionais, ela vem na forma do desmonte dos órgãos fiscalizadores, da cooptação das forças de segurança e das Forças Armadas que, em grande medida, abarcaram este projeto de poder nazifascista;
além disso, há um assédio constante aos servidores nos órgãos públicos, há uma intimidação de quem se posiciona contra o governo, há exoneração sistemática de agentes públicos que apontam erros do governo entre outras medidas, todas de cunho autoritário;
há também a constante instigação de Bolsonaro à sua base, a postura desafiadora que visa passar a ideia de que as instituições não o deixam trabalhar, não obstante, está sempre em guerra com alguma instituição, seja o STF, seja o TSE, ou mesmo um governador, um senador, Lula, o PT, o Comunismo, enfim, o bolsonarismo depende do conflito, para que assim possa colocar a culpa pela sua incompetência em alguém, desta forma, vai alimentando sua claque, os cerca de 28% da população que não abandonam Bolsonaro, haja o que houver.
A violência aumentou em várias frentes no governo Bolsonaro; violência contra as munheres, público LGBTQIA+, indígenas, negros, violência policial - esta em particular é estarrecedora - aumentou o desmatamento, as agressões físicas, a circulação de armas de fogo, não estamos falando de simples opinião ou de uma sensação abstrata e particular, estamos falando de dados verificáreis, dispostos na internet para quem quiser checar.
Poderíamos chamar esta onda de violência de uma "ideologia violenta", ou seja, a violência que explode na fria isonomia dos dados no governo Bolsonaro é fruto direto de sua necropolítica, é uma violência institucionalizada, que age por meio de um discurso que encontra eco em uma parcela reacionária de nossa população e se entranha nas pessoas propensas a este tipo de ideologia, ideologia esta que visa tratar as diferenças "exterminando" o diferente.
Assim sendo, o bolsonarismo erigiu um tipo ideal; masculino, branco, cristão e subserviente, representado por seu lema "Deus, Pátria, Família" e, por sua vez, tudo que não estiver enquadrado neste padrão será considerado o inimigo a ser "desaparecido".
A apologia às armas de fogo, os discursos inflamados de ódio, até mesmo o jeitão truculento e deselegante são combustíveis que vão instigando as consciências bolsonaristas e retroalimentando uma semente de ódio que invariavelmente eclode na violência que vamos presenciando nos últimos 4 anos.
A fome também é um tipo de violência que podemos colocar na conta de Bolsonaro e sua gestão, fruto de sua indiferença, desprezo e negligência pelas classes mais necessitadas;
justiça seja feita, foi no governo Temer que a questão da miséria começou a degringolar, Temer ignorou dados consistentes que demonstravam que o Brasil estava retrocedendo, não obstante, Bolsonaro não só continuou a ignorar estes dados como tomou medidas concretas para desfazer diversas políticas públicas voltadas para as classes mais necessitadas;
fez uma gestão pífia na condução da economia juntamente com seu "super ministro" Paulo Guedes o que elevou os índices de inflação a patamares preocupantes, aumentando o desemprego entre outros indicadores econômicos, todos negativos;
foi no governo Bolsonaro que o Brasil voltou para o mapa da fome, foi no governo Bolsonaro que mergulhamos de vez neste mar de miséria;
Hoje, no governo Bolsonaro, 33 milhões de brasileiros estão sem comer nada e cerca de 125 milhões vivem em insegurança alimentar, ou seja, não comem devidamente.
Obviamente que a pandemia do novo coronavírus tem influência neste número, mas todos nós sabemos como foi a atuação do governo neste episódio; uma atuação desastrosa, incompetente e genocida, no sentido de que as ações do governo foram responsáveis direto pela morte e pelo agravamento da miséria no país.
Enfim, os últimos 4 anos nos mergulharam em uma violência de características muito específicas, uma violência institucionalizada responsabilidade direta de nosso presidente que em todos os problemas que foram se apresentando escolheu deliberadamente os caminhos que nos levaram para o aumento da violência e da morte, em outros termos, o governo Bolsonaro sempre escolheu os caminhos que nos levaram para o maior número de mortos possível, é, sem exagero ou figuras de linguagem, um governo adorador da morte.
Para ilustrar esta atmosfera de ódio, violência e morte da qual estamos imersos, vamos revisitar os últimos 30 dias onde tivemos casos de violência simbólicos, que ultrapassam qualquer limite do aceitável e que trazem a marca do descaso deste governo para vida de quem não está imerso em seu ideário, vamos reparar nestes crimes bárbaros o DNA bolsonarista que visa tirar do caminho, pela força, o indesejável.
É de bom tom lembrar que além dos crimes que vamos elencar aqui, que repercutiram muito na opinião pública, existem outros milhares de crimes sem repercussão que engrossam o caldo deste clima de nazifascismo em que estamos atolados.
Então, vamos seguir para os dias sangrentos do Brasil nazifascista, sempre alimentando em nós a esperança de que estes dias fiquem para trás;
Desejamos para você uma Boa Leitura e Esperança no Futuro !!
Para cada caso escabroso de violência e de injustiça que tomamos conhecimento, há de se perguntar; Quantas pessoas sofrem nas sombras pelos casos que não geram nenhuma repercussão ...?
24/05 > Chacina da Vila Cruzeiro;
Começamos nosso banho de sangue lá no
dia 24 de maio, uma terça-feira, onde forças policiais trabalhando em conjunto; Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), a Polícia
Federal(PF) e a Polícia Rodoviária Federal(PRF), realizaram uma operação na Vila Cruzeiro, esta operação desastrosa resultou em um massacre com a
na morte de 23 pessoas.
Este desastre já entrou para os anais
da história de sangue do Brasil como a 2ª mais violenta do país, a 1ª havia ocorrido apenas 1 ano antes; a Chacina do Jacarezinho, onde, a força policial - Polícia Civil neste caso - chacinou 29 pessoas em mais uma operação fracassada.
Muito foi questionado sobre a
participação da PRF na operação, já que esta força policial estaria fora de sua
jurisdição, que, no caso da PRF, diz respeito à manutenção da ordem nas estradas federais e não
em uma zona urbana;
A PRF deu a seguinte justificativa para
a sua presença nesta operação:
A PRF afirmou em nota
que participou da ação porque as lideranças criminosas escondidas na comunidade
também atuam em crimes nas rodovias federais(fonte BBC Brasil)
É bom contextualizar
que a PRF tem ganhado muita atenção no governo Bolsonaro, o contingente da PRF aumentou mais do que de todas as outras forças policias, com um
incremento de mais de 20% de seu contingente.
A
PRF, no governo Bolsonaro, já participou de pelo menos 3 chacinas; em
31/08/2021 ela participou de uma operação que visava combater o Novo Cangaço,
deixou para trás 25 cadáveres.
Salta
aos olhos o fato de que o presidente Bolsonaro elegeu a PRF para ser a sua “guarda
pretoriana”, a sua especial atenção para com esta força policial tem demonstrado
que em seus planos de um hipotético golpe institucional a PRF será a sua foça particular de
segurança, como resultado deste aliciamento, temos a PRF se prestando a
demonstrar força por meio de assassinatos, inclusive em jurisdições que não lhe
dizem respeito.
Houve
relatos dos moradores sobre pessoas que teriam sido mortas a facadas, o que foi posteriormente comprovado pelo IML
que encontrou perfurações em um dos corpos compatível com morte por facada, a morte pela faca em uma situação como esta só demonstra um grau de frieza e sadismo instaurada na corporação.
Aliás, sobre frieza e sadismo na PRF, somos automaticamente remetidos ao caso de Genivaldo de Jesus, que vamos abordar mais adiante.
Outra
vítima da Chacina da Vila Cruzeiro foi obrigada a comer cocaína antes de ser executada, evidenciando a prática de tortura, antes da execução.
São casos que vão demonstrando que a polícia não entrou para cumprir a lei, prender criminosos, proteger a população, a polícia entrou para executar, com requintes de crueldade, quem ela ela acha que são os bandidos, em uma ação vingativa, longe do pacto civilizacional e contíguo à barbárie.
Bolsonaristas comemoraram mais este banho de sangue justificando que, todos os mortos eram bandidos, mas nenhuma operação policial com este número de mortos pode ser considerada bem sucedida, nem mesmo se todos os mortos fossem realmente bandidos, o que não se aplica no caso da Vila Cruzeiro já que das 23 vítimas, 16 não tinham ficha policial;
na verdade, não entra na cabeça de um bolsonarista que a polícia não tem este papel ou que no Brasil não temos pena de morte, em fato, urge para o bolsonarismo o banho de sangue, a morte violenta daquele que eles elegem como indesejável.
...
Sempre que observamos uma chacina como esta, vem o espectro da Chacina do Complexo do Carandiru a nos rondar, nossa mais vergonhosa chaga, mesmo naquela ocasião, lá no distante ano de 1992, tivemos gente comemorando a morte dos quase todos pretos.
A sede de sangue não é novidade no Brasil, a diferença nos massacres de ontem e de hoje é que o prazer orgiástico pelo sangue derramado não vem só da população ignorante, vem das esferas de poder que alimentam esta sanha por sangue, que quer ver trucidado o suposto bandido, não obstante, Bolsonaro elogiou mais este banho de sangue, alimentando em sua seita o apoio para mais este massacre.
A violência policial está sempre a procurar a pele preta, o suposto “suspeito” que tem cor e endereço próprios;
jamais veríamos a polícia de Bolsonaro agindo assim em Vivendas da Barra ou qualquer outro bairro nobre de nossas cidades, o ódio bolsonarista é direcionado.
É obvio que a violência em si não é culpa do governo Bolsonaro, o que podemos imputar ao seu governo é o aumento da violência a certos grupos, a violência policial e o inegável incentivo que as ações e os discursos do presidente acarretam, isso sim é culpa direta da gestão bolsonarista.
A era Bolsonaro piorou muito a relação de uma parcela de nossa sociedade que quer ver sangue, que se regojiza em ver o suposto bandido sofrer e morrer de forma violenta, falamos sobre isso de forma mais pormenorizada em nosso artigo: PUNIÇÃO – SOMOS UMA SOCIEDADE JUSTA OU VINGATIVA?
A Chacina da Vila Cruzeiro, ocorrida em nosso querido Rio de Janeiro, abriu os dias sangrentos que estamos relatando aqui, escancarou para o Brasil e para o mundo a nossa força policial que está longe de ser uma polícia em que podemos confiar;
A força policial no atual governo nada mais é do que um joguete nas mãos de Bolsonaro, um governo nazifascista que só se preocupa em eliminar o suposto
bandido, ou seja, tudo que não for branco, rico, hétero, cristão e subserviente.
Nossa
polícia é o braço armado desta onda nazifascista de violência que nos sufoca como nação e
nos envergonha como cidadãos, deixando um
rastro de sangue que vai nos assombrar para sempre, assim como o espectro dos 111, quase todos pretos.
2 dias depois da
Chacina da Vila Cruzeiro a mesma PRF se envolve em mais um episódio de extrema
violência, desta vez, com requintes de crueldade difíceis até de relatar...
Em uma abordagem de
rotina no município de Umbaúba em Sergipe, os agentes Paulo Rodolpho Lima
Nascimento, William de Barros Noia e kleber Nascimento Freitas pediram para
Genivaldo parar a sua motocicleta, Genivaldo estava sem a CNH e pilotava sua
moto sem capacete, por este motivo foi abordado pelos agentes;
Um sobrinho da vítima, que estava lá na ocasião do ocorrido, disse que Genivaldo atendeu todas as
solicitações dos agentes, Genivaldo avisou sobre seu estado médico, falou que estava com os remédios e a receita médica no bolso para comprovar o que dizia;
Genivaldo era diagnosticado com esquizofrenia, em 2016 entrou em um processo judicial referente a uma abordagem policial, na ocasião, ele havia se recusado a atender os policiais militares por não entender o que os policiais pediam, o caso foi parar na justiça que deu ganho de causa para Genivaldo, levando em consideração o seu laudo médico.
As imagens rodaram o mundo, demonstrando o estado deplorável em que se encontra o Brasil nazifascista de Bolsonaro, por uma infeliz coincidência o caso ocorreu a exatos 2 anos do caso George Floyd ocorrido nos EUA, outro caso de brutalidade policial.
Na semana do ocorrido, em nosso artigo ALMA DE ESCRITOR/EDITORIAL: NOSSA POLÍCIA ASSASSINA, tomados por uma profunda revolta, registramos, na forma de um editorial, estes 2 casos de brutalidade policial, tanto o caso de Genivaldo de Jesus quanto o caso da Chacina da Vila Cruzeiro, 2 casos
escabrosos que só nos envergonham como nação e demonstram para o mundo que os níveis de
violência institucional em nosso país chegaram a patamares difíceis de aceitar.
Recentemente, no curso das investigações da PRF sobre o caso de Genivaldo, foi decretado sigilo de 100 anos sobre a conduta dos policiais rodoviários, uma estratégia com a cara da gestão de Jair Messias Bolsonaro, que decreta sigilo de 100 anos sobre qualquer tipo de investigação que chegue perto de seus crimes.
Vale a pena registrar também que, na ocasião do ocorrido, a PRF emitiu uma nota que beira o risível, dando a entender que os agentes seguiram todo o protocolo correto de abordagem e que foi Genivaldo (a vítima) o culpado por todo o ocorrido, provavelmente, se o fato não houvesse sido gravado pelas testemunhas presentes esta nota seria a resposta final para o caso.
Dias depois, dado a repercussão do caso, a PRF soltou outra nota, igualmente insatisfatória, mas, ao menos, não tão estupefaciente como a anterior.
O caso segue na justiça.
A atitude da PRF, da ridícula nota ao sigilo de 100 anos, só vem corroborar que a instituição está dominada pelo nazifascismo de Bolsonaro, não foi à toa que os policiais fizeram uma verdadeira sessão de tortura a céu aberto e em plena luz do dia, testemunhado por dezenas de pessoas, sem a menor preocupação com as consequências de seus atos, incentivados pelos discursos de seu líder e confiando na impunidade que Bolsonaro insinua a todo instante.
O caso de Genivaldo já seria suficiente para achatar nosso espírito, trazendo a dor de uma família que teve um dos seus; homem, pobre, negro, doente, torturado e morto pelo estado nazifascista em que nos encontramos, mas infelizmente, os dias sangrentos ainda estavam longe de acabar e os dias trariam mais sangue, tristeza e revolta para a nossa nação ...
05/06 > Assassinato brutal e covarde de Bruno Pereira e Dom Phillips
Ainda nos recuperando
da estupefaciente violência dos casos supracitados somos novamente atingidos
pela violência sem sentido do nazifascismo;
É neste caso em particular que Bolsonaro, com suas ações e palavras, tem maior responsabilidade;
Foi na negligência, no descaso e no desprezo que Bolsonaro demonstra pela questão indígena, pela preservação da Amazônia e pelas questões ambientais em geral que vai se materializar os resultados da necropolítica de Bolsonaro, pois, neste caso, se desnuda bem diante de nossos olhos as consequências dos desmontes das políticas ambientais promovidas por este governo desde a sua chegada ao poder.
Já na campanha, Bolsonaro chamava o IBAMA de "máquina de multas", assim que chegou ao poder começou imediatamente uma política de anistia de grandes madeireiros o que resultaria em recordes de desmatamento na Amazônia e no cerrado brasileiro além de defender sistematicamente o garimpo ilegal e a invasão de terras indígenas;
Na sequência, procurou tirar do caminho qualquer funcionário público que fosse um obstáculo ao desmatamento como, por exemplo, a exoneração da então Presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis, o IBAMA, Suely Araújo que se apresentava como obstáculo para o plano de desmantelamento da fiscalização ambiental.
Também é importante lembrar da nomeação de Ricardo Salles como ministro do meio ambiente que se notabilizou por trabalhar mais a favor de madeireiros e garimpeiros ilegais do que a favor do meio ambiente propriamente dito.
Com a Amazônia sem qualquer tipo de fiscalização, com os seus órgãos de atuação sucateados foi se instaurando na região o clima de "Velho Oeste", uma terra sem lei onde os indígenas foram abandonados à sua própria sorte e o Governo Federal, em todos os seus atos e palavras, protegia justamente os madeireiros, os invasores de terras indígenas e os garimpemos ilegais;
além disso, nas instituições ambientais foi se instaurando um completo clima de vigilância e assédio moral, tendo como objetivo manter toda a instituição acuada e trabalhando em sua força mínima, com funcionários intimidados, quem não se adaptasse seria sumariamente exonerado ou, coisa pior;
Bruno e Dom eram reconhecidos internacionalmente por seu trabalho na floresta, Dom Phillips chegou a entrevistar Bolsonaro e conheceu de perto a deselegância, a ignorância e o desprezo de Bolsonaro contra a Amazônia e as questões indígenas;
Dom Phillip adorava o Brasil, morava no país desde 2007 e era casado com uma brasileira, usava de seu prestígio escrevendo para jornais internacionais como o The Guardiam, Financial Times, Bloomberg News relatando os desmandos do governo genocida de Bolsonaro.
Bruno, por sua vez, exercia o cargo de Coordenador de Índios Isolados da FUNAI, organizou uma expedição que culminou com uma operação onde IBAMA, FUNAI e PF fizeram uma grande operação contra o garimpo ilegal, mais de 50 balsas de mineração foram destruídas, como resultado, 15 dias depois da operação, Bruno foi exonerado do cargo de Coordenador Geral de índios Isolados da FUNAI.
20/06 > vem a público o absurdo da juíza Joana Ribeiro e da promotora Mirela Dutra sobre um caso de estupro de uma menina de 11 anos.
Este caso de uma menina, de 11 anos, estuprada e grávida é mais um caso escabroso, com várias camadas de um sadismo torpe misturado com um conservadorismo abjeto e hipócrita, mais um caso de violência e incompetência institucional que vão evidenciando o nosso fracasso civilizacional como nação enquanto Bolsonaro estiver no poder.
Tudo neste caso é repugnante, a começar pela sessão de "interrogatório" a que foi submetida uma menina de 11 anos, estuprada e grávida, colocando sob os ombros desta criança o peso de decisões que ela não tem condições de tomar;
Joana Ribeiro Zimmer, a juíza em questão, faz perguntas do tipo: "você sente
o bebezinho mexer/chutar?" "qual a sua expectativa em relação ao
bebezinho?" , "você já escolheu um nome para o bebezinho?", Logo depois sugere que a menina fique com o bebê mais 1 ou 2
semanas para que seja viável retirar o bebê (que ainda seria pré maturo)
A linguagem da juíza chama a atenção, tem a clara intenção de sensibilizar a criança usando termos sempre no diminutivo como "bebezinho", "neném" "pulmãozinho dele" , em uma tentativa patética de apelar para o emocional e plantar uma "culpa" na consciência da criança.
É nojento verificar uma criança sendo submetida a este tipo de intimidação institucional.
No decorrer do interrogatório entra em cena a promotora, Mirela Dutra
Alberton, outra sádica que se utiliza de técnicas de terror psicológico bem mais incisivas do que as estratégias sentimentaloides da juíza, a promotora quer instaurar o medo, o pavor, a culpa.
Se utiliza de imagens aterrorizantes, falando para a menina que o
procedimento de interrupção de gravidez consiste em retirar o bebê vivo da barriga da menina e
ficar assistindo ele morrer em agonia, o que obviamente é uma inverdade.
Outro absurdo é a juíza perguntar para a menina se o pai do bebê, o ESTUPRADOR, concordaria em entregar o bebê para a adoção.
Esta foi uma das partes mais sórdidas dessa situação; uma juíza, que deveria simplesmente aplicar a lei e ser, na medida do possível, imparcial, perguntando para a vítima de um estupro sobre a opinião do estuprador.
É estarrecedor!
A mãe da menina, provavelmente uma pessoa simples, também é coagida pela juíza
e pela promotora com as mesmas técnicas; apelos emocionais por um lado e terror psicológico por outro;
Promotora e juíza, se aproveitando de suas posições de poder, coagem por meio de assédio moral mãe e filha a fazer o que ELAS acham ser o certo.
Bolsonaro, obviamente, saiu em defesa da juíza, em sua conta no twiteer escreveu:
Um bebê de SETE MESES de gestação, não se discute a forma que foi gerado, se está amparado ou não pela lei. É inadmissível falar em tirar a vida desse ser indefeso!
Ou seja, às favas com a saúde da vítima ou mesmo para a legislação vigente, em nome de uma lacração barata que tem como alvo unicamente seu público reacionário, vale a pena até submeter uma criança, vítima de estupro, aos mais asquerosos procedimentos; interrogatórios, privação da liberdade, separação da família, procedimentos médicos entre outras barbaridades.
Este é o Brasil nazifascista de Bolsonaro e seus apoiadores, tomado por esta gente conservadorista, reacionária ao extremo e hipócrita, como esta juíza que, atuando nas esferas de poder vai corroendo a democracia de dentro para fora.
E não importa aqui se o leitor é contra ou a favor do aborto, o caso é que estamos falando de uma juíza que está lá, unicamente, para se fazer aplicar a lei e, em
sendo assim, jamais poderia tomar as atitudes que tomou em nome de suas convicções pessoais.
Todo este caso começou porque a menina e sua mãe procuraram o hospital para fazer o procedimento que é direito dela, já que a gravidez foi fruto de um estupro, mas,
por uma questão de 2 semanas não puderam realizar o procedimento.
Então, para garantir seus direitos procuraram a justiça, mas calharam de cair nas
mãos de uma juíza reacionária pro-vida, cidadã de bem, que está transformando a
vida dessa menina em um inferno pior do que tudo que ela passou;
Este caso é lamentável, repugnante, revoltante e expressa bem a índole dessa gente, a hipocrisia e o sadismo que constituem sua personalidade;
o mais fiel retrato do bolsonarismo, em todo o seu esplendor sanguinário.
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para quem tiver estômago, clique aqui para ver a reportagem completa deste caso.
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E, com este gosto amargo na boca, encerramos nossos dias sangrentos cientes de que só abordamos os casos de maior repercussão que não refletem a realidade do Brasil nazifascista de Bolsonaro e seus sectários que, infelizmente, é muito mais sangrento do que relatamos aqui.
Apesar do sangue, vamos insistir na esperança, caso contrário, eles haverão vencido.
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E aí, gostaram do artigo desta semana?
Todos os casos que esmiuçamos aqui carregam a marca do bolsonarismo, em maior ou menor grau;
Não é por acaso que TODOS os indicadores de violência aumentaram nos últimos 4 anos.
O bolsonarismo é uma realidade entre nós e não vai acabar com o fim do governo genocida Bolsonaro, sua semente está plantada e teremos que encontrar formas para lidar com esta parcela de nossa população que é notoriamente reacionária e violenta.
No artigo de hoje verificamos diversas facetas da violência, todos com a digital de Bolsonaro que, por atos e palavras, instiga aqueles que se identificam com sua política voltada para a morte.
O bolsonarismo se alimenta de sangue, trata-se de um culto à morte e à violência que enxerga na figura de Bolsonaro sua maior representação;
Aqueles que, depois de 4 anos deste governo desgraçado, seguem apoiando Bolsonaro não têm mais volta, não pensam mais por si, estão diluídos na massa bolsonarista e seguirão com seu líder até o fim.
Falamos deste fascínio pelo líder em nosso artigo A MANIPULAÇÃO DA MASSA lá falamos sobre esta ascensão de líderes populistas, arautos de um ideário de extrema direita, de viés reacionário e violento.
Lamentavelmente, enquanto fechávamos esta edição de nosso artigo, outro caso brutal e violento, com a marca da misoginia bolsonarista veio a público.
Nos referimos aqui ao caso da agressão sofrida por Gabriela Samadello Monteiro de Barros, Procuradora do município de Registro, interior de são Paulo.
O agressor, Demétrius Oliveira Macedo, atacou Gabriela por uma suposta advertência que ela teria redigido sobre sua postura em ambiente de trabalho;
Tomado por puro ódio irracional e ensandecido se sentiu no direito de partir para cima da moça e agredi-la violentamente com socos e chutes em uma cena deplorável.
Toda a ação foi gravada e as imagens circulam nas redes sociais, o caso ocorreu na última segunda feira, dia 20/06.
Coincidência ou não, Demétrius é bolsonarista, em suas redes sociais está lá o famigerado lema "Deus, Pátria, Família".
É este tipo de ação que Bolsonaro, com seus discursos disruptivos e lunáticos, causam naqueles que veem nele a figura do "messias", Bolsonaro não agrediu Gabriela diretamente, mas foi a sua instigação constante aos seus seguidores que acaba por viabilizar este tipo de violência "justificável" na cabeça dos bolsonaristas.
A agressão desproporcional, injustificável, criminosa e violenta sofrida por Gabriela tem a marca da misoginia bolsonarista, empregada por um de seus representantes e, em última instância, fomentada por Bolsonaro.
...
Enfim, depois de tanto sangue e violência ocorridos nestes últimos dias temos que encontrar forças para acreditar que dias melhores virão;
e virão mesmo acredite!
Assim que deixarmos para trás o nazifascismo que infesta nossa nação e se encarna na figura abjeta de Bolsonaro e seus correligionários.
Temos a obrigação de acreditar e lutar por um país justo, por nós, por quem amamos e por aqueles que perderam a vida neste processo violento.
Somente assim estas mortes não terão sido em vão e o amor vai finalmente vencer o ódio.
...
Semana que vem estamos de volta, aguardamos vocês aqui novamente;
Até lá e cuidem-se!









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