NOVA ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA - PARTE I - OS PILARES DA MODERNIDADE E A ASCENSÃO DO INDIVÍDUO RACIONAL
Olá escritores!
Preparados para o artigo desta semana?
Hoje vamos pensar juntos uma antropologia
filosófica, de nossa época, de nosso mundo, que abranja todas os desejos postos em nosso horizonte utópico; de um mundo realmente justo, onde as pessoas não passem fome, onde não haja miséria nem guerras, onde a Natureza seja respeitada e onde não haja preconceitos de nenhuma espécie.
O desafio é provocador, posto que, mesmo com todos os aparentes avanços da humanidade, principalmente em relação à ciência aplicada, que enche os olhos com seus artefatos tecnológicos, ainda assim, enfrentamos dilemas morais que se arrastam por milênios;
Ainda hoje, encontramos mulheres ganhando
menos, mesmo executando as mesmas funções (isso sem mencionar a violência);
Ainda hoje, encontramos manifestações racistas de diferentes formas;
Ainda hoje, encontramos
atos, palavras e gestos homofóbicos e uma intolerância que vem, muitas vezes,
do próprio Estado.
Em suma, vivemos em mundo de
engodos muito bem estruturados, onde, o mundo teorizado no papel não corresponde com a realidade, nada é o que aparenta ser.
O mundo está de
pernas para o ar em uma desordem disfarçada em ordem, mesmo que ouçamos de
muitos que; estes são os melhores tempos que podemos galgar, é preciso um olhar atencioso para os fundamentos de nossas civilizações, para que percebamos que não
existe “ordem” nos dias de hoje, ao contrário, enfrentamos uma crise como nunca
se viu antes, não uma crise financeira ou política somente, mas uma crise
antropológica, uma crise de valores sem precedentes.
A pessoa humana em nossa era está abandonada à própria sorte, existe um sentimento de lavo minhas
mãos correndo nas veias de nossas magníficas cidades.
Todos estão cerrados
em si mesmos e indiferentes em relação ao outro, sem embargo, não existe “um
outro”, para o sujeito moderno, só existe um “Eu” este talvez seja o cerne do
problema.
O Ocidente foi construído
encima de alicerces frágeis demais que desconsideram a importância do outro e
fecham-se em si mesmo, como se o indivíduo basta-se à si mesmo, como se
um sujeito não precisasse de um outro para se constituir como um indivíduo autônomo,
o valor Comunidade foi esmagado por um antropocentrismo exacerbado que
destruiu os laços que as pessoas construíam entre si, tudo se resume ao individual, ao Eu absoluto.
É preciso entender como chegamos
ao ponto em que estamos e para tal empreitada torna-se imprescindível compreender
o tempo em que vivemos, aqui me refiro à Modernidade.
É aqui que reside o desafio!
Entender como as
escolhas feitas pelo Ocidente nos levaram para esta era tão peculiar e contraditória, onde, possuímos a capacidade técnica para aplacar a fome no mundo e não o fazemos;
Onde, possuímos todos os aparatos teóricos para compreender e aceitar as
diferenças e, mesmo assim, continuamos a ver atos de intolerância e violência;
Onde, nossa
capacidade medicinal nos proporciona um extremo avanço na medicina e, mesmo assim, pessoas morrem à míngua, em condições sub humanas por falta de tratamento adequado e sem
acesso à medicamentos;
Onde, temos a
capacidade técnica para resolver os problemas de moradia e, mesmo assim, notamos a
crescente massa de miseráveis que não para de se multiplicar em nossos centros
urbanos.
A Modernidade é a época histórica em que eclodem todos os resultados de nossas escolhas história afora,
compreender esta época complexa não é tarefa fácil, mas é providencial.
A supervalorização do racional que, por sua
vez, levou o sujeito moderno a fechar-se na totalidade de si desconsiderando o
outro como indivíduo e como grupo social, criou um comportamento de manada onde
o particular foi diluído na massa.
É preciso um recomeço para a humanidade,
repensar uma antropologia que seja inclusiva e que abarque todas as singularidades da humanidade, uma ética que leve em conta as infinitas especificidades da espécie humana e que abranja igualmente os inumanos e repense o nosso trato com a Natureza.
Uma ética que inclua o tratamento com os animais não-humanos é um assunto de suma importância, considerar esta ética abrangente é condição sine qua non para a nossa própria elevação como espécie humana e no nosso trato uns com os outros - sobre este tema escrevemos um breve ensaio chamado HUMANOS E INUMANOS - ONDE COMEÇA UM E TERMINA O OUTRO?, complemente a sua leitura.
A indiferença gera uma série de crueldades e injustiças, é preciso um re-começo, uma compreensão de
como as coisas chegaram a este ponto, é preciso um olhar profundo ao nosso
próprio tempo, à nossa contemporaneidade, à nossa própria humanidade.
Sem
dúvidas esta é uma tarefa difícil e complicada e já adianto ao leitor que não teremos
respostas prontas ao final de nosso empreendimento, muito pelo contrário, estaremos ainda mais
chafurdados nas questões que levantaremos aqui, mas não devemos encarar isso
como um sinal de desânimo frente aos obstáculos, devemos ter em mente que estamos em uma época de uma tomada de consciência como nunca
antes na história da humanidade.
Somos todos testemunhas oculares das mudanças geopolíticas em curso, a hegemonia da política estadunidense está se desfacelando bem diante de nossos olhos e uma nova ordem mundial se desenha no horizonte, o que virá depois é difícil prever, mas nos parece claro que haverá mais de um modelo para ser seguido além do neoliberalismo encabeçado pelos EUA.
Dado este estado de coisas e as mudanças em curso em nossa contemporaneidade reitero o desafio:
Como pensar uma antropologia
filosófica de nossa época, de nosso mundo atual, que abarque todos os entes do planeta?
Para um desafio assim tão
provocador é necessário um ponto de partida, uma tomada de consciência que nos
direcione e desanuvie nossa percepção neste mundo cheio de cores e engodos em que
vivemos, somente assim galgaremos a consciência do exato estágio em que nos encontramos
e de como chegamos neste ponto para, quem sabe um dia, conseguirmos produzir uma
geração que esteja livre dos preconceitos que nos entorpece a todos.
A isto se propõe
esta série de artigos:
Apontar o estágio em que estamos e como viemos, ao longo da
história, chegando a este patamar.
Dado a complexidade do tema vamos dividi-lo em 3 artigos separados, hoje, dia 04/06 você entra em contato com nossa primeira parte;NOVA ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA - OS PILARES DA MODERNIDADE E A ASCENSÃO DO INDIVÍDUO RACIONAL, que visa estabelecer em quais pilares foram erguidos os valores que regem nossas sociedades ocidentais modernas e como estes valores estabelecidos foram dando a prioridade do discuso para o individual em detrimento à coletividade;
No dia 11/06 seguimos nossa investigação com a parte 2 de nosso artigo; NOVA ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA - O PENSAMENTO DE DIREITA - DE CUNHO INDIVIDUALISTA - COMO A ESCOLHA DO OCIDENTE, nesta parte vamos entender do que se trata o pesamento dito de Direita, que prima pelo individualismo em sua essência e como este pensamento individual foi se estabelecendo no Ocidente se mesclando com os princípios liberais/capitalistas e regendo os costumes de nossas sociedades até os dias atuais.
No dia 18/06 encerramos nossa reflexão sobre esta nova forma de conceber o mundo com o artigo; NOVA ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA - A ESQUERDA COMO O RESULTADO DAS CONTRADIÇÕES DO CAPITALISMO E O SEU PAPEL NO MUNDO MODERNO, encerrando nossa rodada de debates sobre os pilares que regem nossas sociedades vamos tentar compreender o que é afinal um pensamento dito de Esquerda, como esta nova forma de pensar o mundo surgiu e qual é o seu papel em um mundo regido por um pensamento de Direita, capitalista e neoliberal.
Enfim, o assunto é complexo, a jornada é longa e os artigos ficaram densos então, sem mais enrolação, vamos dar este primeiro passo nesta jornada para tentar entender melhor o mundo em que vivemos.
Desejamos para você uma Boa Leitura e uma Boa Reflexão !
OS PILARES DA MODERNIDADE E A ASCENSÃO DO INDIVIDUO RACIONAL
Todo o contexto da Modernidade
nos remete para o indivíduo racional; a economia, o social, o cultural e, até mesmo o religioso, são contextos que põem no indivíduo um papel central.
O projeto moderno visa à autonomia
do humano em relação a estes assujeitamentos, estas Grandes Narrativas, a
autonomia pretendida pelo modernismo está calcada, fundamentalmente, em dois
pilares centrais:
A REGULAÇÃO e a EMANCIPAÇÃO, o projeto moderno é caracterizado por uma permanente tensão entre entre estes dois pilares o que, por sua vez, gera um certo equilíbrio oscilante entre estas duas forças.
SOBRE O PILAR REGULATÓRIO
No pilar regulatório temos o princípio do Estado (Hobbes), o
princípio do Mercado (Locke) e o princípio da Comunidade (Rosseau) este é o pilar que visa estabelecer
uma normatização da vida cotidiana;
são os valores da Modernidade como solidadriedade, liberdade e igualdade que, ao menos a nível do discurso, aglutinaram as forças do desejo emancipatório, diz respeito ao contrato tácito entre os indivíduos que
garante as liberdades individuais.
A medida em que o capitalismo foi se tornando a escolha do Ocidente o pilar regulatório se fortaleceu em relação ao pilar emancipatório, em outros termos, foram os princípios capitalistas que regiram os costumes nas sociedades pré modernas, este processo ocorreu de forma não linear e contraditório no decorrer dos anos, oscilando ora para um pilar ora para outro.
Foram estas tensões entre a regulação social e emancipação social que produziram as duas grandes tradições teóricas da modernidade ocidental; o liberalismo político e o marxismo.
A princípio, o recém-formado Estado de Hobbes
parecia ser a garantia dos direitos individuais, mas, com o entrelaçamento do capitalismo às forças da Modernidade houve uma apropriação do Estado hobbesiano.
O capitalismo, aliado ao liberalismo político, logo se desenvolveu como uma força cognitivo-instrumental, se aliando à ciência instrumental e se tornando a força produtiva do capitalismo, o efeito prático deste fato foi que o projeto moderno adotou a ciência moderna como conhecimento/regulação e a sociedade moderna desconsiderou a ideia de progresso sem o capitalismo.
Na esteira deste movimento histórico o Estado não conseguiu
exercer a força imaginada por Hobbes, cuja estratégia central era separar os
poderes civil e eclesiástico e assim dar o fundamento ao dever de obediência civil.
Segundo o pensamento de Hobbes, somente um poder
centralizado poderia garantir que os seres humanos trocassem o Estado de Natureza,
onde prevalecem as paixões, os direitos individuais e o desejo de poder pelo
Estado Civil, onde prevalecem o direito geral e a segurança, sendo o Estado o
corpo capaz de conciliar as esferas públicas e privadas agindo como um grande mediador
das ações humanas.
Não obstante à pretensão hobbesiana, com a expressiva hegemonia das epistemologias positivistas e a sua conversão em força produtiva do capitalismo, o princípio do Mercado se desenvolveu mais do que o princípio do
Estado ao ponto deste suplantar a máquina estatal, colocando todo o aparato estatal a serviço de interesses
mercadológicos, com o Estado colonizado pelo Mercado este se voltou para o princípio de Comunidade e o suplantou por completo.
O PILAR EMANCIPATÓRIO
O outro pilar central onde a
Modernidade alicerçou suas bases foi no princípio emancipatório, a emancipação está diretamente ligada à autonomia do sujeito moderno;
Tendo Immanuel Kant (1724-1804) como uma das principais referências epistemológicas quando, na esteira do pensamento cartesiano, estabeleceu os limites do que se pode conhecer (o que posso conhecer? - pergunta kantiana) e fundamentou a hegemonia do sujeito nas representações.
A filosofia kantiana remete às estruturas cognoscíveis a priori do sujeito, pelas quais se apreende os objetos, estabelecendo assim os princípios do conhecimento e a autonomia do Sujeito.
Explicando melhor;
quando Kant lança a pergunta o que posso conhecer? está perguntando o que pode a razão humana conceber como conhecimento a partir do sujeito que pergunta, nestes termos, o sujeito pode conhecer aquilo que o afeta em sua sensibilidade (princípios do entendimento) no âmbito da experiência possível em suas intuições do espaço tempo.
Fora das determinações de espaço e tempo não é possível para a razão humana o conhecimento científico, apenas a especulação, em outros termos, fora do espaço/tempo temos a metafísica.
É de Kant também a ética fundamentada na autonomia da liberdade enquanto razão prática, aqui surge a pergunta o que devo fazer?
Nestes termos, a moralidade só pode haver no sujeito e este sujeito não pode se apoiar em nenhum fundamento heterônomo (de fora do sujeito) para determinar a moralidade de sua ação, deve, portanto, procurar a fundamentação de suas ações em si mesmo.
Esta breve visita à filosofia kantiana é importante para compreendermos o projeto moderno, pois, como afirma Dufour em seu livro A Arte de Reduzir as Cabeças; não é abusivo dizer que tudo que, há dois séculos, foi pensado radicalmente procedeu do sujeito crítico kantiano (Dufour, 2003. pag. 19), ou seja, a filosofia kantiana e tudo que veio na esteira de seu pensamento corrobora a emancipação do sujeito moderno.
Afinal, do que se trata o projeto moderno senão em dar ao sujeito o protagonismo na busca pelo sentido?
Portanto, dado o que vimos até aqui, é importante ter o leitor em mente a importância deste conjunto de valores; regulatório e emancipatório, que são fundamentados
em um sujeito autônomo, racional e que, por sua vez, fornece as condições para se estabelecer a força política (direito moderno) que garantiu a ordem necessária ao desenvolvimento do capitalismo.
...
Assim como Kant foi um pesador fundamental na consolidação do do ideário moderno de centralidade no sujeito, houveram outros fatos históricos importantes que ajudaram a consubstanciar o protagonismo do indivíduo na dinâmica social.
A Revolução Francesa(1789) entra como um evento central na objetivação destes valores, pois, estabelece as condições para a universalização de direitos que até então só eram vistos na Inglaterra.
A Modernidade nasce de um
grande desejo emancipatório, e os valores de liberdade, igualdade e solidariedade nascidos na Revolução
Francesa e incorporados no projeto moderno foram os grandes “aglutinadores de
forças emancipatórias” (SANTOS, 2008), foi com o advento da Revolução Francesa
que surge a noção de igualdade; de
que todas as pessoas são detentoras
de direitos pelo simples fato de ter nascido.
Esta noção de igualdade entre as pessoas não existia antes
da Modernidade, como nos aponta Hanna Arendt(1906-1975) em seu livro, Sobre a Revolução, em sua obra Arendt faz uma minuciosa análise das
revoluções francesa e americana(1776), suas análises e considerações nos ajudarão a
entender como o pilar emancipatório (referente ao indivíduo) foi se
estabelecendo no ocidente e o indivíduo foi ganhando papel central na Modernidade, dirá ela:
A proclamação dos direitos do
humano através da Revolução Francesa, foi pelo contrário, pretendida quase
literalmente, que todo o homem, pelo fato de ter nascido, se havia tornado
possuidor de certos direitos.
As consequências desta mudança são
enormes, não menos na prática do que na teoria.
A versão americana proclama, na
verdade, apenas a necessidade de um governo civilizado para toda a humanidade;
a
versão francesa proclama, contudo, a existência de direitos independentes e
exteriores ao corpo político e passa então a assimilar estes chamados direitos.
Nomeadamente os direitos do homem qua
homem, com os direitos dos cidadãos. (ARENDT, 1968, Pg. 183)
...
Segundo Arendt, a Revolução
Francesa foi a grande inspiradora dos valores instituídos em nossas sociedades,
mesmo que a Revolução Americana, em termos práticos, tenha obtido melhores
resultados.
Segundo a autora, o povo nas colônias inglesas nos EUA estavam organizados em corpos de governos próprios, com isso, os americanos adquiriram uma contundente experiência em auto-governança.
Resultando da Revolução Americana a criação de instituições fortes em um povo que, além de estar muito bem organizado, nunca em sua história sofreu com a pobreza.
Situação diferente da Revolução Francesa onde a pobreza foi ator fundamental dos atos, além disso, havia certa desorganização política na França pré revolução, nenhuma das assembleias constituintes era capaz de exercer poder deliberativo para estabelecer a lei na região.
A despeito das diferenças apontadas por Arendt entre estas duas Revoluções históricas devemos lembrar que foi a Revolução Francesa que “pôs fogo no mundo”, transmitindo para os quatro cantos do planeta os valores que reforçam a individualidade e consolidam a política capitalista que rege nossa vidas até os dias atuais.
O discurso moderno e as promessas capitalistas imiscui a expectativa de resolução dos
problemas humanos (todos eles, inclusive os existenciais) e com o decorrer
histórico e o capitalismo se
apresentando como a escolha natural do Ocidente o pilar emancipatório foi se
fortalecendo a custa do pilar regulatório, um crescendo em detrimento do
enfraquecimento do outro, em um processo não linear e antinômico.
Nada mais
natural já que o capitalismo e sua inerente necessidade de novos mercados
precisaria de certa “emancipação” para sua expansão, o indivíduo foi ganhando a
prioridade no discurso.
Assim, o capitalismo se apropria do projeto moderno e, neste apropriar-se, notamos que a racionalidade
cognitivo-instrumental da ciência e da técnica foi ganhando notoriedade, pois
os feitos da ciência aplicada, na forma de seus gadgets, dão uma falsa impressão de evolução.
Não obstante, devemos notar que nosso avanço tecnológico cresce na mesma proporção de nosso problemas
existenciais, mas estamos distraídos demais para nos darmos conta de que estamos
presos em nós mesmos, presos na totalidade de si.
...
Continua semana que vem >>>>
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E aí, gostaram do nosso artigo de hoje ?
finalizamos esta primeira parte de nossa reflexão estabelecendo as condições pelas quais o individualismo e o capitalismo nasceram e se desenvolveram e, gradativamente, foram se estabelecendo nas relações que regem nossas sociedades até os dias atuais.
Pois, se é certo que em nosso mundo atual é o individualismo que rege todas as nossas relações calcados, por sua vez, em uma sistema político/financeiro que desconsidera a coletividade é certo também que toda esta conjuntura tem uma historicidade de suas causas.
Daí a importância de visitar o projeto moderno em sua gênese.
Certamente não chegaremos a superar esta condição se, em um primeiro passo, não conhecermos a condição em que nos encontramos para, depois desta consciência, galgar uma forma política e real para superarmos este estado de coisas que tanto sofrimento nos causa.
Por isso, a primeira parte desta sequência de textos busca estabelecer as causas históricas de nosso individualismo, marca das sociedades ocidentais ultraliberais.
Ainda sobre o individualismo, vale a pena lembrar que esta característica marcante de nossas sociedades ultraliberais adquiriu especificidades muitos próprias no Brasil, falamos sobre este individualismo à brasileira no artigo A BUSCA PELA IDENTIDADE NACIONAL
Semana que vem vamos nos aprofundar neste individualismo falando sobre sua faceta política, ou seja, como o pesamento liberal é adotado como fundamento político para a nova ordem mundial que estava se estabelecendo naquela época.
É importante notar que o pensamento de Adam Smith serviu de base teórica e, juntamente com o as escolhas feitas pelo ocidente que começamos a ver no artigo de hoje, nos levaram para uma economia de livre mercado, capitalista e de cerne Liberal.
Então, aguardamos vocês aqui semana que vem para continuarmos nossas reflexões e tentar, quem sabe, entender um pouco mais o mundo em que vivemos para enfim mudá-lo.
por ora, esperamos que vocês tenham gostado de nosso artigo de hoje e esperamos encontrar vocês aqui semana que vem.
Até lá e cuidem-se

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