O NATAL NÃO É PARA TODOS
Olá Escritores!
Preparados para o artigo desta semana?
O ano de 2021 está finalmente chegando ao fim ... este foi um ano singular de muitos desafios e eventos para repensarmos nossas atitudes, tanto como indivíduos como em sociedade, sem dúvidas será uma ano e uma Era para nos debruçarmos futuramente;
Hoje, gostaríamos de aproveitar o momento e refletir sobre uma de nossas maiores manifestações coletivas, toda a simbologia e sentimentos envolvidos nesta data tão especial e de forte engajamento de toda a sociedade ocidental, no artigo desta semana gostaríamos de convidar vocês para refletir um pouco sobre o NATAL.
Será que o Natal que comemoramos hoje é o mesmo Natal cristão, imbuído de seus valores primordiais?
O bem que fazemos no Natal, ajudando os mais desfavorecidos, é um sentimento autêntico e altruísta ou apenas uma forma hipócrita de apaziguar em nós um sentimento de culpa internalizado?
O Natal é para todos?
...
estas são as questões centrais que guiam a nossa reflexão de hoje.
O Natal, em sua essência original, é uma época de celebração que consagra a união entre as pessoas, uma das mais sublimes manifestações da civilização cristã/ocidental que representa a esperança de renovação do mundo advinda do nascimento do enviado de Deus, Jesus Cristo;
um período de reconciliação entre os indivíduos e de reflexão sobre a nossa conduta durante o ano o Natal, em sua essência religiosa, se configura na forma de amor no qual a chama da compaixão envolve todos aqueles que direcionam suas consciências ao o divino.
No entanto, não não podemos deixar de trazer à nossa consciência o fato de que toda a teologia cristã foi tomada pela ideologia capitalista e as suas artimanhas, a sociedade de consumo transformou a data natalina em um evento desassociado de seu objetivo primordial;
a prova de amor entre indivíduos que se consideram deixa de ser a presença e passa a ser o presente.
Falar de Natal nos dias de hoje implica, necessariamente, em falar sobre a publicidade, é a publicidade e seus ardis a principal ferramenta do sistema para convencer as individualidades sobre suas falsas necessidades;
foi assim que o capitalismo conseguiu se apropriar dos sentimentos cristãos autênticos e deturpá-los para que a data servisse somente à interesses mercadológicos.
No artigo de hoje vamos refletir sobre o Natal, no contexto de uma sociedade totalmente voltada ao consumismo, como esta situação deturpou valores que nasceram por um motivo nobre e humano e como a consciência de tal situação corrobora a necessidade de uma revisão no que até agora se considerou ser o jeito certo de lidar com o mundo.
Boa Leitura e boa reflexão !!
Em nossa reflexão de hoje, gostaria de começar dizendo que eu, particularmente, adoro o clima de Natal;
as cidades brilhando com as luzes de Natal, as árvores de luzes cintilantes, as casas resplandecentes, o clima de fraternidade entre as pessoas, a troca de presentes e a ajuda aos necessitados, é tudo tão radiante e encantador, não é mesmo?
Mas ... a despeito de toda esta atmosfera de suposto amor e fraternidade entre os povos peço que perdoem este velho filósofo que não dispensa a oportunidade de pôr o dedo na ferida aberta do orgulho de nossas sociedades e, em sendo assim, não poderia perder a chance de questionar o consumismo vazio que se apoderou do espírito natalino;
O Natal é realmente uma época linda, em diversos sentidos, mas, ao contrário do que a maioria das pessoas acreditam, ele não é para todos.
Esta é uma verdade incômoda, que muitos preferem ignorar.
Aqui em nosso espaço temos insistido em dizer que os valores sobre os quais erigimos as nossas vivências, uns com os outros e com o planeta, são todos valores que, em sua maioria, começaram com um intuito nobre e humanístico, mas foram paulatinamente e sistematicamente deturpados com o passar dos séculos e com as escolhas que fizemos história afora;
Ora, se o Natal é uma das manifestações mais importantes do ocidente, que mobiliza milhões de pessoas em todo o mundo, é razoável considerar que o Natal concentra em si muitos destes valores ocidentais e, é também digno de consideração que estes valores, como todos os outros, estão desviados de seus propósitos originais, você concorda?
Tem muita coisa errada no Natal; hipocrisia, sofrimento, miséria, ilusão, indiferença e tantas outras deturpações.
...
O Natal, em sua essência cristã, é uma vivência de amor entre os indivíduos, onde todos aqueles que direcionam as suas consciências para Deus experimentam o que há de mais sublime no espírito humano;
um sentimento de pura empatia com nossos irmãos, desejar, de forma sincera, o bem estar, se preocupar com o sofrimento alheio, dar-se presente, ou melhor dizendo, estar presente, dando um pouco de si para o outro, se dedicar, cuidar, acalentar, ouvir, enfim, os mais nobres sentimentos humanos são evocados no Natal, em sua essência cristã original.
Mas, todo este sentimento autêntico se foi, há muito tempo, tomado desde que optamos por regir nossos destinos seguindo a lógica do individualismo e do capitalismo, o Natal moderno nada mais é do que a celebração do consumo, além de ser uma época de muita hipocrisia e mentira.
Convido o leitor a pensar em sua própria experiência e, pergunto-lhe:
Alguma vez você se sentiu constrangido por ter que ir à uma celebração natalina e não ter um presente para levar?
O fato de não ter um bem para oferecer já lhe deixou em uma situação desconfortável?
...
Ora, se nossas relações pessoais são pautadas pelo consumo, sucesso pessoal, promessas de felicidade e um estado de bem estar permanente, como esperar que alguém chegue à uma celebração natalina sem um regalo?
nossas relações, infelizmente devo acrescentar, não são meras manifestações de afetividade, o amor precisa ser demonstrado, não por manifestações de carinho ou considerações, mas por presentes caros.
É difícil ser a voz que traz esta constatação em uma época do ano tão bonita, trazer às consciências a constatação tácita de uma verdade incômoda, mas é como eu sempre digo:
devemos pôr nossos valores sob o julgo de uma crítica contundente.
Longe de mim pretender estragar o "espírito natalino" de ninguém, pelo contrário, espero que a sua ceia de Natal seja farta, que você receba o presente que deseja e que a sua família seja coberta de bençãos, mas não podemos deixar reinar a "indiferença", marca de nossas sociedades, que nos faz comemorar fechados em nossos círculos pessoais, agindo como se todos os membros de nossas sociedades tivessem a mesma oportunidade;
devemos comemorar sim! Mas com os pés no chão, conscientes da verdade de nossas sociedades e de nós mesmos, como indivíduos;
O Natal não é para todos.
O fato inquestionável é que a felicidade interior esvaneceu-se na sociedade de consumo, são poucos os que podem sentir uma verdadeira felicidade sem depender de "coisas" para preencher o vazio.
A felicidade para o moderno é a fruição de bens de consumo e quando não pode adquirir um suposto bem contenta-se em ir para um shopping qualquer, olhar as vitrines e sonhar com o bem que não pôde comprar, alimentando em si o pérfido sonho de adquirir o bem que, em sua convicção, lhe trará felicidade.
Foi somente com o desenvolvimento do sistema capitalista, com seus produtos fabricados em escala industrial, que estes produtos agregaram propriedades que eles não têm;
Veja o papel do automóvel em nossas relações, por exemplo, em princípio, um veículo é somente um meio para ir de um ponto à outro, mas, dada toda este contexto que estamos detalhando, um carro está imbuído de inúmeros valores como status, ascensão social, sinônimo de sucesso, entre outros valores deturpados.
com isso, as relações interpessoais passaram a ser mediadas pelas coisas e seus valores imaginários, ou seja, quem nada tem nada é, o resultado desta conjuntura é que todas as distinções sociais são balizadas pela posse de objetos materiais.
passamos a projetar nos objetos certas qualidades fantasmagóricas, qualidades estas que vão deturpando as nossas relações sociais, nos fazendo qualificar as pessoas pelo que elas têm e não pelo que são.
Este fenômeno é o que Karl Marx (1818-1883), em sua obra O Capital , chamou de "fetichismo da mercadoria"; o fato das mercadorias, aos olhos do ser humano, adquirir "qualidades mágicas" que encantam os sentidos das pessoas e possuem em si uma promessa de sucesso e bem estar, esta adoração incondicional para com as coisas impõem barreiras entre as relações sociais, decorre daí, um mundo de "alienados" onde são as mercadorias que movem o mundo e não as pessoas e suas relações, em outros termos, são as coisas e seus falsos valores que ditam a conduta aceitável no mundo;
as pessoas são dominadas pelas coisas que elas mesmas criaram.
As coisas são assim animizadas e personificadas a consciência humana projeta para o produto uma espécie de "energia oculta" que torna um objeto sagrado e celebrado nos altares capitalistas e nos templos voltados ao consumo nas vitrines das lojas dos shoppings
Assim, o consumo se relaciona diretamente com a felicidade e as relações sociais superficiais são esmagadas por uma sensação constante de urgência, não basta desejar o produto exposto na vitrine é necessário fazer qualquer tipo de sacrifício para obtê-lo o mais rápido possível;
instaurado este senso de urgência, o próprio comércio oferece as mais variadas formas de facilitação de crédito para que o consumidor adquira o seu bem, interessa aos conglomerados financeiros ter os seus clientes "amarrados" em dívidas e financiamentos.
as falsas necessidades imiscuídas nas consciências por meio de uma massiva rede de propagandas, aliadas ao senso de urgência impostas aos indivíduos, transforma a felicidade pessoal em sinônimo de consumo.
Felicidade é consumo.
Tudo isso leva a relações interpessoais fragmentadas, entre as pessoas se encontram "coisas", ou seja, você será um bom amigo, um bom pai, um bom irmão se você der um presente caro e, da mesma forma, você será considerado um bom irmão, um bom amigo, a depender do "preço" do presente que receber.
Todas as relações são balizadas por coisas.
Na sociedades capitalistas as relações humanas estão cada vez mais mercantilizadas pela devoção incondicional aos bens materiais, assim, elas perdem as suas conotações naturais e autênticas sendo reguladas, tiranicamente, pelos preceitos da posse.
A possibilidade da conquista da felicidade se atrela ao processo de usufruto de bens esta mentalidade é incutida na mente das pessoas por uma incisiva campanha publicitária.
comece a reparar em alguns, das centenas de comerciais aos quais somos bombardeados diariamente nas diferentes plataformas que usamos em nossos cotidiano, e em todas elas você vai notar a associação do sucesso pessoal atrelado ao produto, "adquira o nosso produto e você será um vencedor" nos dizem todas as campanhas publicitárias;
mas, por trás de todo este glamour postulado nas campanhas publicitárias, quantos fatos são deliberadamente escondidos?
Quanto nos custa os sacrifícios, a saúde que entregamos nas jornadas extenuantes, os juros altos, as montanhas de dinheiro entrando nos cofres dos grandes conglomerados bancários, o endividamento das pessoas na busca frenética em adquirir o produto da vez?
De fato, a sociedades de consumo se encontram em uma falência ética, ao ponto de considerar a vida miserável de seus semelhantes menos importante que a aquisição de produtos.
A indiferença reina em nossas sociedades.
Olhando o bem de consumo pronto, envolvido nas embalagens chamativas de cores brilhantes nas vitrines pouca gente pensa na cadeia de produção desses bens de consumo;
estes produtos, na verdade, custam jornadas de trabalho exaustivas em nome do comprimento de índices de vendas inalcançáveis, trabalhadores explorados que recebem uma miséria por sua labuta, os festejos de Natal, quando desvirtuados de seu propósito cristão, se convertem em muita exploração humana, mas o que importa isso quando vemos o produto que a propaganda diz ser essencial pra mim, devidamente embrulhado em uma falsa sensação de sucesso?
Estes são fatos concretos que nós não vemos nos elegantes, coloridos e convincentes anúncios publicitários.
É obvio que, se toda a verdade fosse exposta nas campanhas publicitárias, talvez, a cupidez consumista diminuiria bastante, mas o mercado não quer isso, o mercado quer lucrar e para isso vale tudo.
Como reflete o Grupo Marcuse em seu livro "Sobre a Miséria Humana No Meio Publicitário" se a verdade dos fatos fosse realmente exposta nas vitrines, cartazes e campanhas publicitárias nós certamente:
- veríamos os cartazes se cobrir de suor e até mesmo sangue, ouviríamos os estrondos das fábricas, os suspiros dos que são exploradas, sentiríamos os cheiros ácidos das nuvens de fumaça que escapam dos veículos que fazem distribuição mundial dos produtos...
os publicitários sabem perfeitamente que isso pode reduzir a fome consumista portanto seu papel é ocultar o horror produtivista que está por trás do conforto consumista
Existe em nossa sociedade uma disposição consumista o ser humano se caracteriza acima de tudo por ansiar em adquirir coisas em uma proporção geométrica, mas o fato é que a sua capacidade de saciar tais desejos nada mais é do que a causa de lentos desgostos existenciais, uma frustração perene por nunca satisfazer, adequadamente, os incontáveis bens de desejo.
Consumir apresenta qualidades ambíguas; em um primeiro momento, alivia ansiedade, mas logo este alívio se esvai e a ânsia por obter um novo objeto de desejo toma o ser do indivíduo, no inconsciente coletivo das pessoas existe um axioma que diz: "eu sou igual ao que eu tenho e ao que eu consumo"
Nas ditas sociedades digitais, apenas outra faceta das sociedades de consumo, além de consumir o melhor e mais caro também é necessário ostentar - falamos das sociedades digitais, internet e sua influência no artigo da semana passada: O PAPEL ÉTICO/MORAL DA INTERNET NAS SOCIEDADES DIGITAIS - complemente sua leitura !
São critérios morais, em nossa sociedade consumista, a obrigação incondicional dos indivíduos de apresentar publicamente como alguém plenamente capacitado a consumir;
e é a propaganda a máquina eficiente por trás e todo este consumismo, a propaganda faz do consumo uma necessidade vital.
Publicitários são agentes com conhecimentos técnicos aprofundados acerca das disposições psicológicas esvaziadas dos membros na sociedade de consumo que são desejosos de obterem a felicidade por meio de aquisição de bens comerciais.
É dentro de de toda esta conjuntura que se apresenta o Natal, o Natal foi tomado como uma época de "obrigação" em receber e dar presentes o mecanismo publicitário se aproveitou, com maestria, em revestir as qualidades de seus produtos com qualidades que elas de fato não têm;
Isto faz o consumidor acreditar que ele pode ser alguém melhor adquirindo coisas, sejam elas necessárias ou não, existe um prazer sensório proporcionada pelo consumo destes bens e este prazer se inicia, justamente, nas propagandas, das quais somos bombardeados diariamente, são essas propagandas que implantam nas consciências uma falsa relação de necessidade.
É preciso ter para ser.
Mas toda essa satisfação é momentânea, pois ela não encontra uma raiz intrínseca na vida humana.
Existe uma relação sedutora produzida pelo sistema das mercadorias, apresentada ostensivamente no dia a dia das pessoas, que pretende exigir de cada indivíduo um consumo de produtos, maravilhosamente expostas nos grandes altares comerciais.
Decorre daí uma relação devocional dos indivíduos aos produtos e, dado tal contexto, nos urge perguntar:
Quantas pessoas, no mundo inteiro, estão alienadas quanto a este processo normativo de consumo?
Quantas pessoas são exploradas nas fábricas para que a produção aumente, quantos vendedores sofrem assédio moral e caprichos infantis de seus gerentes para que metas impossíveis sejam batidas?
Enfim, qual é o verdadeiro preço do produto exposto nas vitrines, alvo da devoção incondicional das pessoas?
Outras perguntas emergem nesta reflexão:
Qual é a sensação e a reação de uma pessoa economicamente inviável evidencia ao receber milhares de estímulos de consumo sem que seja capaz de saciá-los?
Quantos animais são torturados e mortos para que o consumidor satisfaça seus desejos?
Todo este consumismo vai de encontro ao que todos nós precisamos, ele alimenta a destruição do planeta, a eliminação dos recursos naturais, a tortura e morte de animais, derrubamento das florestas, poluição dos mares, tudo isso é fomentado pelo consumismo exacerbado, descontrolado e irracional que o Natal, deturpado pelo capitalismo, provoca.
por isso precisamos estabelecer um modo de existência sustentável que seja conveniente para manutenção saudável do meio ambiente, no consumo consciente e soberano, que escolhe por si só coisas que sejam realmente úteis e não dependam de máquinas de propaganda introjectando nas consciências falsas necessidades, evitando assim ir na direção contrária, destruindo formas de vida em nome de caprichos egoístas.
Quando você estiver se fartando na ceia de Natal deste ano, depois de abrir os seus presentes, dentro do seu lar, com seus amigos e familiares, aproveite o momento!
Mas não deixe de lembrar que a maioria de nós não terá a mesma oportunidade e, precisamos fazer algo a respeito, nunca será demais lembrar, em todos os anos e em todos os Natais, nesta época do ano de tanta comoção, ate´que todos saibam e se e importem que;
o Natal não é para todos.
| As charges refletem com perfeição o espírito de Natal tomado pela lógica capitalista; um Natal esvaziado de sentido humanitário, onde, vale mais quem compra mais. Quanto do Natal restou no Natal ? |
E aí, gostaram do artigo desta semana ??
O Natal é uma época do ano de muitas reflexões, por isso achamos válido trazer estes questionamentos sobre esta data tão especial.
Não podemos ignorar os inúmeros problemas que o nosso consumismo traz para as sociedades e para o planeta de modo geral.
O que precisamos, de fato, é que medidas de Estado, juntamente com uma Sociedade Civil forte e atuante, com políticas públicas estruturadas e consistentes, debelem a miséria de forma eficaz por todo o ano e não somente no Natal.
vamos lutar para que este sentimento sincero brote nos corações das pessoas para que o Natal seja todo dia e que ninguém ´passe mais fome em nosso mundo.
Por fim, gostaria de deixar com vocês alguns recados:
Nosso Blog vai dar uma parada para aproveitar os feriados e confraternizações de fim de ano;
voltamos com um novo artigo em Sábado, Janeiro 08, 2022.
Aí está uma ótima oportunidade para você conhecer nossos artigos mais antigos, temos os mais variados assuntos para você explorar em nosso espaço, então vai lá e se aventure!!
E não deixe de escrever hein !!
Esperamos que você tenha um feliz Natal, mas um Feliz Natal Mesmo!! Com a sua verdadeira essência de amor e fraternidade, longe deste consumismo vazio que entorpece nossas sociedades.
FELIZ NATAL E UMA BOA VIRADA DE ANO PRA TODOS NÓS !!
Nos vemos ano que vem;
até lá e cuidem-se !!!







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