LEMBRANÇAS DO QUE NÃO VIVI - DONZELA DE MÁRMORE
Olá Escritores!!
Preparados para o artigo desta semana??
Hoje, é uma dia para celebrar a arte!
Por isso, em nosso artigo de hoje, estamos recebendo um Escritor Convidado muito especial, que nos presenteia com 2 poesias maravilhosas.
Roberto Montemor já nos contemplou com sua arte aqui em nosso espaço no artigo; LUZ DA LUA, SONHOS SEM VIDA ... nesta ocasião, Roberto nos trouxe 2 de suas maravilhosas obras, se você gosta de poesia está aí uma excelente oportunidade para conhecer estes textos de muita sensibilidade e inestimado valor literário.
Roberto Montemor é um importante poeta da cena capixaba, suas poesias são fortes e viscerais, nos retiram de nossa zona de conforto e nos confrontam com a mais pura realidade, com isso, nos trazem para uma vivência que não se esconde em nenhum oásis metafísico, muito pelo contrário! Sua palavras estão no chão raso da existência, com tudo que a vida tem de bom e de ruim.
Hoje, Roberto Montemor traz mais 2 poemas com seu estilo "nu e cru", que vão alegrar(ou não) o dia de todos nós.
Nada como um pouco de arte para acalentar nossos corações nesses dias tão difíceis, não é mesmo?
Vamos abrir nosso sarau de hoje com o poema: EM NOME DAS ROSAS.
Nesse texto Roberto nos traz um "diário poético", uma confissão apaixonada do Eu lirico que troca o dia pela noite e, nesta "boemia", está cercado pelas mais belas e misteriosas criaturas da noite, sedutoras companhias.
Esta poesia foi publicada no livro: CONCURSO NACIONAL NOVOS POETAS, ANTOLOGIA POÉTICA, no ano de 2014.
Na sequência, com a poesia que dá nome ao nosso artigo de hoje, vamos contemplar o texto: LEMBRANÇAS DO QUE NÃO VIVI - DONZELA DE MÁRMORE, aqui, vemos o Eu lirico, eterno apaixonado, que, mais uma vez, vê seu amor se desvanecer, mesmo que esteja ali, bem ao alcance de suas mãos.
A eterna sina do poeta que ama sem ser amado e, justamente por isso, nos lega a mais bela e triste obra, forjada no fogo fátuo das paixões que nunca se concretizam; no mais profundo sofrimento, condição de quem ama ...
Então, sem mais delongas vamos mergulhar no sarau de hoje com estas sensacionais obras literárias.
Desejamos para você uma boa leitura!!
EM NOME DAS ROSAS
Pândegas, ledas, tenras Madalenas,
Intensas em noites
Desvairadas de conhaque;
Desmaiam de suspiros venais,
E amam sempre mais
Quem mais puder pagar
Por seus beijos ofertados;
Seus olhos vazios
Enchem-se de ardente paixão
Quando ouvem uma cédula
Estalar;
Ei-las cantando na casa azulada,
Na casa rosada,
Na casa de amar...
Noites perdidas em esquinas sujas_
Em nome das rosas,
Também vou cantar...
Também vou levando
Na alma abismada,
Pros seios da terra
Saudades do lar...
Também vou deixando
Na esteira do tempo,
A perder-se no vento
Canções pra sonhar.
Vou me confundindo
No tédio e na sina
Com essas pequeninas
Que o sol não verá...
Pândegas, ledas, tenras Madalenas...
Rosas vendidas; no lupanar!
...
Roberto Montemor
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LEMBRANÇAS DO QUE NÃO VIVI - DONZELA DE MÁRMORE
Embalado por canções que desafiam
Minha vaidade intelectual
E minha sanidade,
Austero suspiro me arrebata
À céus e infernos de ansiedade...
Nesse momento
Eu lamento
O fim
Do poema
E a mágoa que eu sinto
E que não sentia
Quando você estava aqui junto de mim ...
Furtivo lampejo de esperança
Foi tudo o que me restou
Nessa desventura,
E, agora, canta comigo essa tristeza
Que derrama
A angústia da dor à sepultura;
É um agouro talvez...
Então que venha
O meu leito ao pé
De um ebúrneo querubim,
Me valha a solidão dos campos fúnebres,
Não há poesia sem você junto de mim!!!
E, quando enfim, a donzela de mármore
Por piedade me beijar,
Eu cantarei pra colorir a mágoa que herdei
Da vida que não vivi,
Do amor que não provei
E da felicidade que sonhei...
Mas que, no entanto, nunca tive.
...
Roberto Montemor
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E aí, gostaram do artigo desta semana??
Muito legal receber em nosso espaço um escritor tão talentoso, não é mesmo?
Roberto Montemor nos atinge em nossa sensibilidade mais profunda, isso porque em seus escritos não vemos "maquiagem", a vida se apresenta como ela é!
Às vezes, bela, leve e agradável ...
Muitas vezes, brutal, tensa e desagradável ...
Sempre valorosa, sempre um tesouro do qual devemos cuidar, um tesouro como poucos, para ser contemplado.
São todas estas vicissitudes da vida que aparecem nos poemas de Montemor e, por isso, somos arrebatados quando temos contato com sua obra.
Vale a pena conhecer este estilo único de "poetizar".
...
Agradecemos mais uma vez a oportunidade de ter conosco um escritor tão talentoso como Roberto Montemor, já ansiosos por suas próximas participações em nosso espaço.
E, por fim, só nos resta desejar para vocês uma boa semana e, esperamos encontrar vocês aqui em nosso próximo artigo, combinado?
Então, até lá e cuidem-se!!









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Muito belos!
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