A PRESSÃO ACADÊMICA E SEUS RESULTADOS

Olá Escritores !!


Preparados para o artigo desta semana?


Hoje, vamos falar brevemente de mais um tema delicado; a pressão acadêmica.


Este é um assunto muito caro para mim justamente por sentir na pele o que é esta pressão que vem da família, da instituição e, principalmente, de você mesmo, a pressão para concluir uma graduação.


Há várias camadas sobrepostas quando falamos de "pressão acadêmica", primeiramente, este é um tema que aflige principalmente jovens, com idade entre 18 e 29 anos, justamente aquela fase em que a pessoa deixa o Segundo Grau e entra na chamada "vida adulta", com novas pressões e uma autonomia em relação aos estudos. 


Isso porque no Segundo Grau, o professor é uma figura presente na vida do estudante, diferente da universidade, onde, é o aluno o responsável por sua vida acadêmica. 


Muitos jovens não sabem administrar esta autonomia, é, portanto, uma fase complicada por si só e, dependendo da pressão que recaia sobre este jovem e a forma como este vai lidar com ela, podemos ter resultados trágicos.


No último dia 8/7/2022 presenciamos um desses desfechos trágicos envolvendo pressão acadêmica e um jovem, de apenas 22 anos, estamos nos referindo ao caso de Guilherme Santos de Andrade.


Pouco foi falado deste caso na imprensa tradicional e o que sabemos sore o ocorrido vem principalmente da internet, principalmente no Twitter onde o caso repercutiu bastante.


Guilherme era tido por seus amigos como um rapaz esforçado, estudioso e dedicado aos estudos, estudava na instituição, Faculdade Baiana de Direito, situada no Bairro Amaralina, em Salvador, Bahia. 


Guilherme estava concluindo seu curso de Direito, já havia prestado a prova da OAB sendo aprovado na mesma, faltava para Guilherme somente a aprovação no TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e foi justamente nesta fase de sua caminhada acadêmica que se deu a tragédia.


Guilherme apresentou seu trabalho e, segundo os relatos, uma das professoras teria dito barbaridades sobre o trabalho de Guilherme e posto toda a trajetória acadêmica do jovem em xeque, humilhando e desmerecendo toda a graduação de Guilherme;


o resultado desta humilhação foi demasiada cara, pois, antes mesmo da apreciação do trabalho de Guilherme chegasse ao fim, antes do último professor falar, Guilherme desligou a câmera e se jogou da janela de seu prédio, dando fim a sua vida em um episódio tristíssimo e muito trágico.


É importante ressaltar aqui que, conforme dissemos há pouco, quase nada circulou nos meios de comunicação sobre este caso e, sendo assim, pouco sabemos sobre os detalhes do que aconteceu, não sabemos, por exemplo, se Guilherme já tinha algum histórico de depressão ou algo do tipo ou, quais foram as exatas palavras da professora que teriam motivado uma ação tão drástica, entre outros detalhes que, infelizmente, não vieram a público para nos esclarecer os fatos.


Por não saber os detalhes e para evitar mais uma injustiça em um caso tão delicado vamos evitar fazer julgamentos da professora evitando assim os julgamentos apressados.


O que sabemos concretamente é que a instituição, logo depois do ocorrido, emitiu uma nota bem "fria" e indiferente que desagradou bastante os amigos de Guilherme, veja a nota abaixo:


Estamos de luto e profundamente consternados com a perda de um dos membros de nossa comunidade acadêmica. 

Entendemos e compartilhamos o momento de aflição vivenciado.

É difícil privar-se da dor da perda tão inesperada e precoce de uma pessoa, e comunicar o seu falecimento é um dever doloroso: 

A assimilação foi triste e pesarosa. 

Para todos aqueles que estão em busca de apoio psicológico para superar este momento colocamo-nos à disposição para o atendimento, acolhimento e escuta através do Núcleo de Apoio Psicológico, por meio do telefone (71) 999 691 100.

A Diretoria Geral decreta, ainda, luto de três dias a contar da data de hoje.

...      


Para muita gente a nota não foi proporcional à tragédia em si, foi uma nota indiferente que, por fim, "terceiriza" a responsabilidade da instituição transmitindo uma mensagem do tipo; "se você tem problemas psicológicos aí está o telefone, se vire!!", a falta de cobertura por parte da imprensa é igualmente sintomática, demonstra que o assunto é um tema incômodo.


Por toda esta complexidade envolvida em nosso tema da semana, o artigo de hoje trata do assunto pressão acadêmica, procurando não fazer julgamentos antes que os fatos sejam esclarecidos. 


Sobre a professora que, supostamente, fez uma crítica cruel e desproporcional ao TCC de Guilherme, é a justiça que tem que avaliar se seu ato é criminoso ou não, de qualquer forma, ela vai ter que conviver o resto de sua vida com o fato de que, foram as suas palavras que levaram o jovem Guilherme a um ato tão drástico, e, para nós, fica a lição de que devemos ter cuidado com o que falamos com os outros; as palavras têm poder! Tanto para o bem quanto para o mal. 


Nosso artigo de hoje é dedicado ao Guilherme e, principalmente, para a sua família e amigos que estão entre nós e sentem na pele a dor de perder, de forma tão precoce, um jovem com tanto futuro pela frente.


Dito isto, desejamos para você uma Boa Leitura !!






O Caso do Jovem Guilherme Santos de Andrade foi um daqueles casos que acertam em cheio toda a minha sensibilidade. 


Assim que me inteirei melhor deste caso, conhecendo os detalhes que me foram possíveis saber, fui tomado por uma gama confusa de sensações; angústia, medo, empatia entre outros, afinal, como reagir a notícia de um jovem de 22 anos que resolve tirar a própria vida por causa da reprovação de uma professora em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), sem dúvida um caso que reflete muito bem a era desesperançosa que vivemos. 


Não sabemos os detalhes deste caso porque ele não teve repercussão na mídia, mas, nas redes sociais o caso teve bastante repercussão e, segundo informações dos colegas de curso, uma das professoras havia feito duras críticas ao TCC de de Guilherme, desmerecendo o trabalho de Guilherme e, humilhando toda a sua trajetória acadêmica.


Primeiramente, gostaria de dizer que seria leviano da parte de qualquer um de nós apontar o dedo, acusar e condenar a professora sem estarmos inteirados do que realmente aconteceu. 


Os colegas de Guilherme afirmam, categoricamente, que a professora foi desproporcionalmente dura e desmereceu toda a carreira do jovem, que, inclusive, já havia feito a prova OAB, faltando somente ser aprovado no curso com a aprovação de seu TCC.


É necessário dizer que acreditamos nos colegas de curso de Guilherme, já que estes não teriam nenhum motivo para mentir, por outro lado, é necessário deixar muito claro para nosso leitor que em uma época como a que estamos vivendo, regida por fake news, ódio, mentiras, e polarização extrema, não temos nada a perder em agir com muita parcimônia ao emitir julgamento sobre uma situação de que não temos conhecimento aprofundado, portanto, vamos aqui evitar fazer julgamentos prévios sem ter conhecimento integral de todos os detalhes do que aconteceu naquele fatídico dia oito de julho, assim sendo, vamos evitar tecer comentários diretos a ação da professora.


Nosso tema aqui hoje é a pressão acadêmica que, em alguns casos, pode ter um desfecho trágico e deve ser levada a sério e não ser sistematicamente ignorada pela academia que deixa seus alunos largados à própria sorte, no que tange as angústias acadêmicas relacionadas com a pressão que sofre o aluno na academia.   
   

Esta pressão é cruel, alem disso, a vida acadêmica é extremamente narcisística com uma insuflação de egos que chega ser, em alguns casos, desumana, eu mesmo já presenciei muita humilhação de professores encima de alunos, não foi 1 nem 2 vezes, foram muitas ...


Algumas muitas vezes, tive que "segurar as ondas" de colegas que choravam copiosamente por ter sido humilhados por professores em trabalhos acadêmicos, muitas vezes, se você esquece de colocar uma crase em um texto ou se poe uma vírgula no lugar errado o professor trata você como um analfabeto, coisas que seriam facilmente contornadas com mais compreensão dos docentes e com uma conversa franca no lugar de humilhação pura e simplesmente. 


Mas é preciso dizer que esta "humilhação intelectualizada" não vem somente dos professores em relação aos alunos, ocorre também de certos alunos em relação a outros alunos, o que, ao meu ver, é mais cruel ainda. 


Esta pressão entre colegas vêm daqueles alunos que têm condições para se dedicar aos estudos em tempo integral, se dedicando com os melhores materiais, melhor alimentação, sem preocupações do dia a dia; como contas para pagar, enfim, nada para atrapalhar a sua concentração nos estudos e que, por conta desta situação privilegiada têm, de fato, uma formação melhor e podem sim ser considerados mais preparados e mais "inteligentes", justamente por poderem se dedicar aos estudos de forma integral - o que seria ideal para todos nós - e que, por conta desta inteligência, são os preteridos dos professores.


Não estou generalizando, conheci alunos pobres com todas as dificuldades que você possa imaginar que chegaram longe na vida acadêmica; graduação, mestrado, doutorado etc, mas são exceções à regra, porque, em sua grande a maioria, quem tem mais condição de se dedicar, por consequência lógica, se desenvolve melhor, daí, entra no "clubinho dos professores" e, a partir daí  se corrompe, iludido por seu sucesso acadêmico que lhe corroí o ego, ao ponto de julgar o amigo que não tem as mesmas condições de estudo e dedicação um "inferior", intelectualmente falando, este tipo de aluno, passa a ser uma engrenagem na estrutura massificante da academia que está aí. 


É importante ressaltar aqui que falo do curso de Filosofia, do qual posso falar com certa propriedade, pois, nos dia de hoje, me encontro justamente na fase do meu TCC e, passados quase 10 anos de vida acadêmica, posso afirmar que a pressão acadêmica, a insuflação de egos e a humilhação acadêmica existem sim! 


E, no curso de Filosofia, ela está ligada a injunções de extrema "vaidade intelectual", ou seja, estamos falando de gente que se vangloria de sua intelectualidade e desconsidera aqueles que não conseguem acompanhar seu suposto "desenvolvimento intelectual";


Toda esta pressão e vaidade se dá, às vezes, com gestos discretos, às vezes, com comentários pelas costas, às vezes, com gestos extremos de desprezo e humilhação pública, de um jeito ou de outro, vai ser difícil você passar por uma graduação sem testemunhar um ato de humilhação intelectual.


No curso de Filosofia da UFES, os professores têm preferência em orientar os melhores alunos, os mais intelectualmente desenvolvidos, que vão dar "menos trabalho" no TCC e que vão ajudar na pesquisa que eles fazem, é o fim da picada para um professor pegar um aluno que tenha certas limitações e precise de uma orientação mais personalizada, que precise de um acompanhamento mais intimista para que possa concluir sua caminhada acadêmica, os professores sempre privilegiarão os supostos "gênios", esta é uma verdade incômoda que presenciei (e sofri na pele) várias vezes na academia. 

  
Eu mesmo, por exemplo, não sou um aluno brilhante; entrei na universidade depois de velho, segui minha caminhada acadêmica com muito esforço, vi meus amigos de jornada se formando um por um e fiquei feliz por eles, sonhando com a minha vez, com muita resiliência e no meu tempo, consegui chegar até o final do curso, no famigerado TCC e meu futuro na academia continua incerto, devido as dificuldades... 


De toda a minha jornada acadêmica considero o TCC a pior parte do curso inteiro, pois é a fase onde você mais precisa de um mentor e é justamente nesta fase que se desnuda a soberba da vida acadêmica, professores que te ignoram, que não leem os materiais enviados, sempre com a desculpa padrão de "falta de tempo", ou seja, um PROFESSOR que não tem tempo para o ALUNO, eis a academia que temos.


Por isso, o caso do Guilherme me chamou bastante a atenção, porque ele toca em temas sensíveis; pressão da academia e a questão do suicídio. 


A gente tem que ter em mente que nossa sociedade está doente! Todos nós precisamos de atenção especial e a universidade deveria ser parte da solução, não parte do problema. 


Em quase 10 anos metido na academia, lutando contra pressões internas e externas, pressão da família, do curso em si, das metas, dos prazos, dos professores que agem como se todos nós vivêssemos unicamente para estudar, mesmo com todas estas pressões evidentes, nunca ouvi falar de um acompanhamento psicológico voltado para à saúde mental dos alunos, inclusive, tinha muitos amigos lá no curso com problemas emocionais sérios que nunca foram sequer ouvidos e dos quais nós, os amigos, até tentávamos, mas, não sabíamos o que fazer.


Esta questão é tão séria e tão imanente para nós que em nosso curso, Filosofia/UFES, tivemos um caso de suicídio de um amigo, amado por todos nós, presente nas aulas e no C. A. Fil.(Centro Acadêmico de Filosofia), um de nós, sem dúvida, que, por motivos que jamais saberemos, resolveu abreviar sua vida e nos deixou uma marca que jamais será removida.


Mesmo com este caso dramático, que nos atingiu a todos no curso, mesmo assim, nunca recebemos uma palavra sequer de acalento, nunca recebemos nenhum tipo de apoio psicológico, um e-mail lamentando o ocorrido, só as cobranças nunca falham.


Fica evidente que a  academia não se interessa em cuidar da saúde mental dos alunos, por isso temos casos como o de Guilherme e deste meu amigo que preservarei a identidade em respeito à família, casos que nos afetam profundamente, casos dos quais não temos condições para lidar com eles sozinhos.    


Essa questão de pressão acadêmica é coisa séria!! 


Passou da hora da academia fazer uma reciclagem com seus professores para lembrá-los que os alunos não estão lá para serem humilhados, e aqui ninguém está falando de baixar o nível do curso e aceitar qualquer trabalho mequetrefe, feito sem critério somente para a aprovação de qualquer um de qualquer jeito, é justamente o oposto disso, estamos falando de "humanizar" os cursos acadêmicos, entender a situação dos alunos, rever as metas em acordo com a situação real dos alunos para, aí sim, cobrar do aluno uma graduação feita com austeridade.


E rever o papel do TCC como única forma de aprovar ou não um aluno, mesmo que este tenha tido uma carreira acadêmica impecável, como parece ser o caso de Guilherme.  


Do jeito que está, a academia está distante do aluno e de uma situação real, afinal, mesmo que a universidade seja pública é sabido que ficar 6, 7, 8 anos em um curso é oneroso; tem a manutenção do aluno, material, moradia, transporte entre outras várias situações que a gratuidade do cursos não abrangem, isso sem falar na pressão propriamente dita, que estamos tratando aqui e que vai minando a saúde mental dos alunos.


Muitos amigos ficaram pelo caminho, eu mesmo pensei em largar tudo inúmeras vezes, só não desisti por apoio dos amigos de jornada e pelo suporte da família. 


A sociedade precisa levar a sério o que acontece dentro das universidades e esquecer as mentiras e exageros que ouvimos por aí, bobagens do tipo que na universidade tudo é festa, orgias sem fim, consumo de drogas, doutrinação comunista entre outras idiotices sem o menor contato com a realidade, estupidezas que somos obrigados a ouvir, principalmente, nestes tempos sombrios de nazifascismo que atravessamos.  


Afinal de contas, o que ganha um professor quando faz pesar seu ego inflado sobre um aluno, humilhando este aluno que, muitas vezes, não teve as condições para se dedicar aos estudos como seria o ideal para todos, certamente, este aluno tem suas limitações, mas, repito a pergunta: o que ganha um professor desses, além de inflar seu ego acadêmico desmerecendo um aluno? 


Ele não ganha nada! 


Tudo que ele faz é ser uma das engrenagens deste sistema forte e impessoal chamado "academia" que tritura seus alunos e exige deles que sejam sempre os melhores, mesmo sem fornecer as condições para que isso ocorra.


Já um aluno, principalmente um aluno que não tem as condições ideais de estudo, mas que, mesmo assim, insiste, lutando contra todas as probabilidades e dedica a sua vida para se formar em um curso, pode perder muito com toda esta agressão de egos inflados e pressão institucional, pode perder, inclusive, a sua vontade de viver. 


...


Por fim, eu só queria deixar registrado aqui a minha indignação com a academia, um lugar que eu amo tanto e que considero de suma importância para o desenvolvimento da nação e da educação de nosso povo, mas que erra muito ao ignorar a saúde mental de seus alunos desconsiderando a realidade intrínseca de nossa sociedade que é, em sua grande maioria, pobre. 


E, quando um desses alunos, percorre toda uma carreira acadêmica para ser humilhado, justamente, no final de toda esta jornada extenuante, no TCC, é que tenho cá minhas dúvidas se o TCC, do jeito que está, é a melhor forma de avaliar se um aluno está ou não está apto a ser um profissional competente, é realmente uma situação que a academia deveria se debruçar com mais carinho, afinal, a saúde mental de nossa sociedade em geral e de nossos alunos nas universidade do país está em frangalhos.


E, para ignorar este fato; de que os alunos não estão bem, psicologicamente falando, há de se estar muito concentrado em seu próprio umbigo. 


No mais, só me resta desejar para à família e amigos de Guilherme um conforto e a verdadeira justiça, 





O caso do jovem Guilherme Santos de Andrade deveria nos servir de alerta para uma situação corriqueira nas universidades do país; por um lado, a desumana pressão acadêmica que impõe aos alunos metas impossíveis de alcançar e, por outro lado, a indiferença e, muitas vezes, a crueldade de certos professores que por pura guerra de egos fazem questão de humilhar os alunos que, segundo os seus critérios, não alcançam uma suposta "excelência intelectual". 
A academia precisa voltar os olhos para a realidade de seus alunos e para a sua saúde mental que, definitivamente, não está saudável.
   



>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>


E aí, gostaram do artigo desta semana ??


Nosso tema de hoje é muito mais complexo do que sugere o artigo que você acabou de ler, composto de várias camadas e de particularidades que não aparecem em uma olhadela rápida como a nossa incursão de hoje. 


Eu, como vocês acabaram ler, sofri (e sofro) muito com a pressão que existe na academia.


Muita coisa ficou de fora de nosso artigo de hoje e faltou também uma pesquisa mais objetiva, embasada, com dados concretos e estudos científicos que mostre para as pessoas que a pressão acadêmica existe e que os professores universitários, muitas vezes, exageram em nome de seus egos inflados, confiando em um certo corporativismo da universidade que existe, mesmo que se negue. 


Mais uma vez, a falta de tempo para uma pesquisa mais aprofundada pesou, não obstante, fica aqui o registro de mais este problema que aflige um setor importante de nossas sociedades; as universidades e que tratamos aqui hoje, mesmo que de forma superficial. 


Não deixa de ser irônico que falta de tempo para um aprofundamento em um tema tão importante se dê, justamente, porque estou atolado até o pescoço em prazos e pressões para entregar o meu TCC para tentar, finalmente, me formar e me tornar o professor que nasci para ser ...


Enfim, este foi um dos temas que trabalhei aqui em nosso espaço onde me senti mais imerso e, talvez por isso, senti tanto a morte de Guilherme, levado a cabo pelas pressões desumanas que alguns cursos exercem nos alunos.


Com o caso de Guilherme revivi também o caso de nosso companheiro de curso que se foi de forma igualmente precoce ...


Espero que um dia a academia se importe, de fato, com a saúde mental de seus alunos e que os professores pensem melhor antes de vomitar o seu eruditismo patético encima de alunos abandonados à própria sorte pelas instituições que deveriam zelar por eles. 


Vamos alimentar a esperança de dias melhores em nós, apesar de tudo.




....


Por fim, esperemos que você tenha gostado de nosso artigo de hoje e esperamos encontrar vocês aqui semana que vem;


até lá e cuidem-se  

Comentários

VEJA NOSSO TOP 10!! AS 10 POSTAGENS MAIS VISITADAS DE NOSSO ESPAÇO!!