ÓCIO PARA CRIAR/EDITORIAL: CARTA PARA O FUTURO, EM DEFESA DA DEMOCRACIA
Olá Escritores!
Preparados para o artigo desta semana?
Hoje, vamos desacelerar um pouco para refletir sobre o que fazemos em nosso tempo livre.
Mas, antes de adentrarmos no assunto do dia, gostaria de aproveitar o espaço para registrar um breve editorial sobre a atual tensão em que se encontra o país atualmente, foi muito difícil concluir o artigo sobre o tema da semana porque minha atenção estava dividida entre as leituras necessárias para o aprofundamento do tema e o noticiário brasileiro que, definitivamente, não é para amadores.
Fiquem então com este breve editorial de posicionamento que começa aqui em nossa abertura e se finaliza lá no encerramento, depois do nosso texto da semana.
CARTA PARA O FUTURO, EM DEFESA DA DEMOCRACIA
Não é de hoje que o Presidente Bolsonaro vem testando as instituições democráticas elevando sempre um pouco mais o tom de suas ameaças e bravatas.
Na última terça feira dia 07/09/2021, feriado da Independência do Brasil, foi realizado uma manifestação com pautas absolutamente antidemocráticas e anticonstitucionais, estas manifestações tiveram muito empenho do presidente nos últimos 2 meses e foi por todo este empenho que foi se criando uma expectativa de "tomada do poder" em seus seguidores.
O que se viu nessas manifestações antidemocráticas foi algo, no mínimo, perturbador, parece que a disposição que Bolsonaro sempre demonstrou em toda sua improdutiva carreira política em destruir as instituições democráticas alcançou seu ápice nas citadas manifestações, o discurso golpista escancarado não encontra mais limites.
Ninguém duvida mais que, se Bolsonaro tiver a oportunidade, ele destituirá os outros poderes e governará sozinho, como o ditador que sempre sonhou em ser.
É notório também que todo este movimento é uma manobra de desespero alimentada pela percepção de sua queda em popularidade nas pesquisas, além de várias frentes de investigação que vão se fechando sobre ele e seus filhos, todos envolvidos em algum esquema de corrupção.
Como estamos todos sentindo na pele, o país não está bem... o Presidente Bolsonaro está há quase 3 anos no poder e não fez nada de propositivo, o Brasil está mal em todas as áreas; econômica, ambiental, social, internacional, em absolutamente todas as áreas de atuação nada se construiu, só se destruiu.
Além disso, estamos chafundados em todo tipo de crise; sanitária, financeira, ética, elétrica, ambiental entre tantas outras e a incompetência e ingerência do governo e de sua equipe só nos afunda mais nos problemas enfrentados.
Encarando todo este cenário, ainda temos uma parcela relativamente grande da população que insiste em apoiar Bolsonaro e suas sandices, cerca de 1/4 da população brasileira apoia os ideais antidemocráticos de Bolsonaro, material farto para a Sociologia e Filosofia se debruçarem arduamente nos anos que virão para tentar entender este inexplicável fenômeno.
Enfim, estamos em uma de nossas piores fases históricas e são em momentos como este que o destino nos conclama à luta, as atitudes de cada um de nós será julgado pela história e pelos que virão depois de nós, pois, tudo que escrevemos, falamos, opinamos, reverbera no futuro como um posicionamento.
Um dia, certamente, teremos que revisitar este momento para entender várias coisas que agora, esmagados pela imediatez dos fatos, não temos condições de analisar, mas, assim como hoje, nos perguntamos como o povo alemão foi conivente com o nazismo, um dia teremos que olhar para trás e responder:
Como o povo brasileiro se permitiu ser governado por um sujeito de cunho sabidamente fascista e ditador? E, como tanta gente apoia este tipo de pensamento?
são questões que ficarão latentes no decorrer da história daqui para a frente.
Gostaríamos de deixar claro que, falando em nome do Blog; seus colaboradores, parceiros intelectuais e escritores rechaçamos veementemente qualquer tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito, um país não tem futuro fora da Democracia.
no encerramento de nosso artigo continuaremos este editorial para reforçar nosso posicionamento frente este desafio.
Por ora, gostaríamos de convidar você a refletir um pouco sobre um tema interessante e controverso; o nosso tempo livre nas sociedades modernas;
ÓCIO PARA CRIAR
Boa leitura !!
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ÓCIO PARA CRIAR
para um melhor aproveitamento desta leitura, indicamos utilizar um momento de ócio.
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A tradição histórica identifica o tempo livre como uma das principais condições para o florescimento das civilizações, depois da agricultura e da domesticação dos animais, grandes marcos na história humana, foi somente com a conquista do tempo livre que a humanidade conseguiu se desvencilhar da árdua tarefa de lutar pela sobrevivência, expandindo assim o seu limite de ação para além da dimensão unicamente produtiva o que resultou em novas formas de lidar com o mundo, abrangendo dimensões simbólicas e sociais.
Nessas condições, foi possível nascer na Grécia a Filosofia, isso porque uma relativa estabilidade foi alcançada, juntamente com uma urbanização e com a reformulação das relações de poder entre os cidadãos.
Vale a pena ressaltar que nem todo mundo acredita que a Filosofia tenha nascido, de fato, na Grécia, muita gente contesta isso, mas aqui no Blog acreditamos que o pensamento filosófico reflexivo nasceu na Grécia e vamos esclarecer, brevemente, o porquê de acreditarmos nisso, sempre respeitando a opinião de quem pensa diferente:
É óbvio que outros povos, mais antigos do que os gregos, desenvolveram pensamentos profundos, além de religião e cultura, e que os gregos se aproveitaram de todo este arcabouço de conhecimento para fundamentar seu modo de pensar, mas o pensamento reflexivo, como feito pelos gregos, foi único;
para acentuar a diferença fundamental entre o pensamento grego (filosófico) e o pensamento de outros povos (mítico), imagine o seguinte: toda cultura que foi feita por outros povos da antiguidade ajudava a explicar e pensar o mundo, mas era um conhecimento produzido no âmbito da produção das condições materiais da vida, em outros termos, tinha um lastro entre o transcendente e o mundano, ou seja, toda a cultura deveria ter uma correspondência entre o pensamento e uma questão prática da vida terrena, tome a cultura nórdica como exemplo e o famoso Thor, o deus do trovão;
toda a vez que um cidadão nórdico clamava por Thor era para que este ajudasse nas questões terrenas, como nas lavouras ou para aplacar alguma intempérie da natureza, sempre uma correspondência entre o divino e terrestre.
Mesmo os egípcios, sempre usados como um contraponto à cultura grega, tudo que eles produziram, tanto na sua religião quanto na cultura em geral, tinha uma lastro entre o transcendental e o terreno.
Foram os gregos, princialmente com o advento do pensamento socrático, que buscou o pensamento puro (conceito), um pensamento, aliás, que seria capaz de penetrar nas coisas buscando o Ser dos entes, um conceito puro sem nenhuma correspondência com nada do mundo ou para resolver problemas da natureza; somente a busca pelo conceito puro, então esta é a diferença do pensamento grego: a busca pelo conceito puro sem correlação com problemas de subsistência.
Mas este debate sobre a origem da Filosofia é muito abrangente, é assunto para outro artigo, nascida ou não na Grécia o fato é que o pensamento filosófico necessita de ócio.
A proposito, somente a Filosofia seria capaz de se aprofundar numa reflexão sobre o ócio e o seu significado nos dias atuais e para muita gente "ócio" é uma palavra que causa uma verdadeira ojeriza, consegue imaginar o por quê ?
Porque somos uma sociedade onde o trabalho, a produção, a produtividade e o lucro importam e, imaginar um tempo onde não se produz e nem se ganha nada é um conceito que dá um nó na cabeça de muita gente, afinal, como dizem por aí:
Tempo é dinheiro!
Certo?
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Na gênese do capitalismo, em uma fase da história chamada por Karl Marx de "acumulação primitiva" , uma época onde se trabalhava 16 horas por dia, 6 dias por semana, sem nenhum tipo de proteção trabalhista e em condições insalubres de trabalho, sem falar no emprego indiscriminado de crianças nas mesmas condições, nessas circunstâncias, o pouco de tempo livre que os trabalhadores tinham só servia para duas coisas:
Descansar e procriar.
Alias, o termo "proletariado" vem dessa época, ou seja, de uma classe de trabalhadores que produzem e procriam, para que as futuras gerações assumam o lugar das antigas que envelhecem e morrem.
Desde o capitalismo primitivo até os dias atuais muitas lutas trabalhistas aconteceram, muita gente morreu na luta e alguns avanços foram conquistados, ninguém nega, mas o que foi feito do tempo livre?
Nas sociedades atuais o tempo livre foi capturado por outras obrigações e o lazer virou uma mercadoria.
Diferente da Grécia Antiga, quando a possibilidade de tempo livre fez nascer a Filosofia, na atualidade o tempo livre é para consumir.
O desenvolvimento econômico que tivemos com a excelente adaptação do capitalismo a nossa realidade provocou uma profissionalização das relações comerciais em um nível que se elevou bastante na pós-modernidade.
Com isso o lazer se profissionalizou e o tempo livre passou a ser mais uma mercadoria, este processo tem um nome, chama-se a "estandardização do lazer", ou seja, a sua massificação e a consequente transformação deste em mercadoria.
Na filosofia foi a Escola de Frankfurt que estudou isto mais a fundo, principalmente com Max Horkheimer e Theodor Adorno, é deles o conceito de "Indústria Cultural" este conceito refere-se aos membros de uma determinada sociedade que detêm os meios de comunicação de massas e detêm assim o poder simbólico sobre uma sociedade, são estas entidades sociais que serão os responsáveis pela produção do que é consumido por esta sociedade.
A intenção da Indústria Cultural não é o de fomentar a cultura e o conhecimento ou mesmo um caminho para que isso aconteça, mas sim criar, produzir e comercializar conteúdo que seja consumido vorazmente.
O método usado é um caso à parte, pois, para maximizar o poder de penetração dessas mercadorias, vão se valer de estratégias que ferem a autonomia dos indivíduos, inculcando neles falsas necessidades de consumo, capturando assim o prazer do seu tempo livre e direcionando-os a um jogo de consumismo passivo e alienante.
As mercadorias oferecidas por esta Indústria Cultural não contém nenhum desafio intelectual, são apenas estímulos aos sentidos e a ação por meio de instintos que agrupam as pessoas por preferências em comum, estereotipando as preferências, padronizando os hábitos de determinados grupos.
Como resultado, o comércio pode estabelecer estratégias mais incisivas que atinjam os nichos de consumidores agrupados por gosto em comum, vai se massificando os produtos cada vez mais, tornando-a superficiais ao extremo.
Todo este processo é mascarado por uma falsa camada de profundidade que ela não tem, pode-se, por exemplo, citar um grande pensador em um conteúdo para as massas, mas não se aprofundar em nada nos pensamentos desse pensador.
Adorno, em seu livro A TEORIA DA SEMICULTURA, vai fazer uma comparação entre a música clássica e a música comercial para exemplificar os efeitos da massificação indiscriminada da cultura;
enquanto a música clássica é composta de rígidas regras de composição que visam condicionar os reflexos para uma rica experimentação dos sentidos, assim como numa poesia, onde, cada palavra é cuidadosamente escolhida para compor a experiência estética de quem lê o poema, na música clássica cada instrumento e sua colocação na composição realça os sentidos, estimulando a sensibilidade e apurando o gosto de quem ouve.
Já na música comercial, não há nenhuma preocupação com elementos de enriquecimento da experiência, nesta manifestação o que vale são estímulos instantâneos da experiência sem profundidade, opta-se por uma fórmula certa para atingir sucesso comercial e nada mais.
Quanto mais esta Industria Cultural vai se organizando e ditando as tendências mais vai se estabelecendo um padrão de consumo que não exige esforço intelectual nenhum de seus consumidores, aliás, qualquer produto denso e considerado difícil é imediatamente preterido em relação a outro que seja composto de fórmulas frouxas de fácil assimilação.
Quem vai sendo sufocado neste processo é justamente a criatividade das pessoas, quanto mais adaptado à esta cultura rasa, menos se cria e mais se consome passivamente.
Os meios de comunicação e a internet, mais recentemente, são os instrumentos pelos quais o tempo livre do trabalhador atual é "sequestrado", são estas instâncias da sociedade que possuem grande poder de penetração nas massas e, por isso, determinam o que se considera a cultura vigente, é por meio de suas imagens, produtos e formas de vida que a existência vai sendo re-significada, não para algo profundo e desafiador, mas sim para o consumo raso e a vida regida por aparências.
Na sociedade atual tudo pode ser uma mercadoria de consumo; uma ideologia, valores, costumes, fatos, notícias, tempo, enfim, tudo, absolutamente tudo pode ser uma mercadoria enlatada, pronta para o consumo.
Para quem está imerso neste mundo de consumo é muito mais fácil encarar a realidade pela lente das imagens falsas do que no plano da existência efetiva, no mundo das imagens a realidade é reordenada, segundo as conveniências de determinados grupos.
É o "espetáculo" que define nossas sociedades, a realidade é filtrada por uma lente que distorce o agir dos indivíduos e o sentido do agir em um agir-econômico, em outros termos, sequestra-se o tempo livre das pessoas transformando-os em tempo de produção, o tempo livre que seria usado para uma atividade de criação é tomado em prol de um consumo alienante.
É um processo violento, no sentido que invade as individualidades, impondo gostos que nem sempre refletem a cultura mesma de um povo.
Nós somos a "sociedade das multi-telas", filtramos a realidade por meio das inúmeras telas com as quais passamos as horas e os dias e, através desta forma de viver, temos uma falsa consciência da passagem do tempo, além de uma espetaculização da realidade, tudo tem que ser filmado, registrado e exibido nas redes sociais para então virar um material de consumo.
E, neste ponto de nosso artigo é de bom tom reconhecer que nós mesmos estamos em frente a uma tela de computador, produzindo um texto que, pressuposto, é um conteúdo para consumo.
Aqui, não se trata de renegar a própria condição, muito menos renegar a realidade concreta de nossa era, mas sim de chamar a atenção do leitor para que se tenha a consciência da real condição em que estamos todos nós, como sociedade.
Reconhecendo a sua alienação, neste exercício de autorreferencialidade, terá enfim, a consciência de sua condição para mudar o curso de sua vida frente esta estrutura massificadora.
TEMPO LIVRE
Tempo livre é um tempo privilegiado, mas quem tem realmente um tempo livre nos dias atuais?
Se, nos seus dias de folga, você consegue realizar funções que estejam ligadas a liberdade, satisfação pessoal, ludicidade e coisas do tipo você pode dizer que tem um tempo livre privilegiado;
por outro lado, quem, em seu tempo livre, está enroscado em compromissos e responsabilidades intermináveis e, mesmo assim, se esforça para conseguir consumir conteúdo cultural raso e sem substancialidade se submetendo a entretenimento entorpecedor ou que aproveita seu tempo fora do trabalho apenas para se recuperar de uma fadiga física e mental, este não tem um tempo livre privilegiado.
O tempo livre só pode ser reconhecido como um tempo bem aproveitado quando verificado um autêntico processo de reflexão, avaliação e reposicionamento é muito mais do que somente o tempo da produção e da obrigação.
A vida em sociedade trouxe benefícios para o ser humano, mas impôs certo ônus para os indivíduos, a cultura, naturalmente, foi impondo regras morais e comportamentais para as sociedades e esta condição, com o passar das épocas, foi anestesiando as subjetividades.
Para viver em sociedades criou-se leis, rotinas, costumes, instituições, como a família, escolas, igrejas, o Estado, trabalho, entre tantas outras que, apesar de serem criações do próprio ser humano, passam a regular seu estilo de vida e sua liberdade.
Nestas condições, a única forma de resgatar o tempo produtivo é reconectando-se com a existência e com a sua própria individualidade, evitando assim a uniformização da vida em padrões pré estabelecidos.
Enxergar na vida um modelo a ser seguido ou encerrá-la em um conceito e ordená-la em uma certa lógica ou esquemas soterra a criatividade.
O tempo livre produtivo implica, necessariamente, em conseguir se desvencilhar das tentações de estilos e produtos de consumo pré estabelecidos pelos chamados "formadores de opinião" dos quais somos diariamente bombardeados, assim pode-se descobrir em si uma nova disposição criativa inspiradora.
Tempo livre é, portanto, o tempo da existência mesma, livre das telas, dos filmes, séries, jornais, redes sociais e tendências, onde tudo é espetaculizado, dramatizado e posto como realidade, mostrada de forma supostamente perfeita e linear em estruturas prescritas que confinam a liberdade em esquemas lógicos.
Vale a pena ressaltar, mais uma vez, que nosso artigo não visa uma demonização da cultura vigente, todo mundo precisa se alienar em entretenimento puro vez em quando, o ponto aqui é atingir aquelas pessoas que estão tão imersas no consumo exclusivo dessa cultura rasa e massificadora que não criam nada, apenas consomem.
Nós, os contemporâneos desta era, desfrutamos das conquistas trabalhistas de gerações passadas e conseguimos assim dividir nosso tempo de produção com um tempo livre, mas, por uma série de circunstâncias, tivemos o nosso tempo livre usurpado por uma estruturação que mascara seus males em disfarces convincentes.
Tomando consciência deste fato, poderemos galgar um "primeiro passo" para que possamos nos livrar da rede de engôdos que vivemos e assim dar a nossa contribuição real para nosso mundo dando vazão a nossa potência criativa e criando algo novo e inventivo que seja também fruto da cultura.
Em suma, devemos ser menos consumidores e mais criadores, chegar a uma cultura "orgânica" por assim dizer para combater a "cultura enlatada" tão sedutora em nossa era.
| Às vezes, parar só para "pensar na vida" é mais produtivo do que ficar horas em frente a uma tela. |
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E aí, gostaram do artigo dessa semana ??
Neste encerramento vamos reforçar, mais uma vez, nosso compromisso com a Democracia brasileira para que não reste a menor dúvida sobre nosso posicionamento frente a esta situação.
Como dissemos lá na abertura deste artigo, tudo que registramos fica para o futuro, passa a ser o registro de uma época, serve tanto para nós mesmos, para o nosso próprio crescimento individual, quanto para os nossos pares e, principalmente, para a humanidade como um todo, para as gerações que virão depois da nossa.
O importante é deixar para a posteridade um posicionamento, porque às vezes o destino, com sua roda indiferente, nos lança em uma era que demanda de seus contemporâneos uma postura.
Nós vivemos para o futuro; fazemos planos, imaginamos como será o amanhã, queremos ver nossos filhos crescendo e tendo os filhos deles enfim, estamos sempre de olhos fixos no futuro.
Então, por que negligenciar nosso futuro agora?
Vivemos uma era conturbada, de muitas incertezas e receios, o futuro deixou de ser uma possibilidade e passou a ser uma incerteza.
O nosso presente será lembrado como uma era onde a Democracia foi atacada e as pessoas que viveram esta era serão também lembradas pelo que fizeram ou pelo que deixaram de fazer;
como você será lembrado?
...
Nós precisamos repudiar, com vigor, toda a tentativa de atacar a Democracia, pois a Democracia é liberdade.
Obviamente, a Democracia não é perfeita e precisa ser aperfeiçoada todos os dias, trabalhar neste aperfeiçoamento é parte do processo democrático, em outros termos, somente dentro dos limites constitucionais podemos almejar aprimorar nossa Democracia.
Mas, de alguma forma, esta premissa está sendo subvertida e a Democracia começou a sofrer ataques internos, usa-se das estruturas democráticas, suas instituições e preceitos, para atacar a própria Democracia.
Existem muito fatores diferentes que se juntam para formar o quadro que vivemos:
Tem crise do capital, reforço de ideais neoliberais, crises financeiras intermitentes, avanço de uma extrema direita no mundo, internet sem papel definido que, por sua vez, alimenta uma rede de falsas notícias gerando uma crise na imprensa tradicional entre outros fatores distintos que aconteceram por décadas a fio e se juntaram em um caldeirão que, nesta época, está transbordando.
O quadro é amplo e complexo cheio de incertezas e receios, nestas condições somente uma certeza brilha, clara como a luz do sol:
Sem Democracia não há futuro e com Bolsonaro no poder a Democracia nunca estará segura.
SOMOS PELO AFASTAMENTO IMEDIATO DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO!
...
Semana que vem estamos de volta;
Até lá e cuidem-se !!








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