ARTE PARA NOS TRANSFORMAR
Olá Escritores !!
Prontos para o artigo desta semana??
Hoje, vamos abordar um tema que nos atinge em nossa mais íntima humanidade;
A Arte!
Os seres humanos se diferenciam dos outros animais principalmente pela capacidade da linguagem simbólica que nos proporciona uma "segunda natureza", a Cultura e, dentro do contexto da Cultura, uma das grandes manifestações humanas chama-se Arte;
A Arte é uma forma de conhecer, lidar e expressar o mundo que se diferencia das outras formas.
Mas, o que é a Arte? Em quê ela se diferencia das outras formas de manifestações humanas? E, princialmente, como fazer da Arte uma nova forma de lidar com o mundo?
A Arte passou (e passa) por muitas mudanças e contextos e se utilizou de incontáveis técnicas e formas de expressão, é um tema recorrente na filosofia, quase todo filósofo se debruçou sobre a Arte, ela é também algo de inato e ontológico na estrutura humana.
Por isso necessitamos da Arte como necessitamos de comida, é a Arte que nos mantem sãos, mesmo que ela flerte o tempo todo com a loucura;
Então, vamos debater um pouco sobre a Arte, seu papel em nossas vidas e suas particularidades no artigo de hoje;
Boa Leitura !!
VISÃO ESTÉTICA DO MUNDO
quando falamos da história dos seres humanos neste planeta o que não falta são lacunas e dúvidas; desde o começo de nossa jornada, que não sabemos ao certo quando foi, fomos obrigados a nos adaptar, dominar técnicas, conhecer a realidade e sobreviver.
Bem... todos os animais precisam se adaptar, dominar técnicas, conhecer a realidade e sobreviver, é verdade, mas o seres humanos fizeram isso de forma digamos, diferente...
os seres humanos transformam o mundo e não somente se adaptam a ele e, transformando o mundo, transformam a si mesmos.
Assim, os seres humanos desenvolveram inúmeras formas de conhecer, expressar e dominar o mundo história a fora, são conhecimentos de tipos variados e não somente de domínio técnico; são conhecimentos de cunho tanto míticos e religiosos quanto filosóficos e científicos, ou seja, tanto um conhecimento de cunho transcendente, ligado a esfera da religiosidade humana, quanto um conhecimento crítico analítico, que visa um tratamento mais pragmático da realidade;
mas existe uma outra forma de conhecimento, um conhecimento de cunho artístico e estético, tema de nosso artigo esta semana;
em tempos remotos, lá nas cavernas onde nossos ancestrais se protegiam dos perigos, temos registros de Arte;
e a Arte produzida por nossos parentes distantes significava uma interpretação estética do mundo.
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| Já na época das cavernas, na aurora da humanidade, tínhamos uma ligação estreita com a Arte, procurando compreender e expressar a realidade por meio de uma visão estética do mundo. |
Mas, o que é Arte ?
Os teóricos costumam a a dizer que a Arte é um "conhecimento intuitivo do mundo" um conhecimento que envolve a imaginação, a emoção, a criatividade e o sentimento e esses são conceitos que dependem de diferentes tipos de interpretações e concepções estéticas.
Estamos habituados a compreender o mundo por um tipo de conhecimento que se afirme por si só, ou seja, que tenha um lastro de confiabilidade, que nos garanta uma credibilidade, seja pelo encadeamento lógico das suposições científicas, seja pelo rigor dos argumentos filosóficos, ou pela fé nos dogmas religiosos;
mas estes não são as únicas formas de gerar conhecimento e lidar com mundo.
Também existe um tipo de conhecimento que se manifesta pela intuição, um conhecimento que se dá de forma instantânea na relação com as coisas, ou seja, nem tudo que apreendemos do mundo é um conhecimento mediado pela razão o tempo todo, alguns conhecimentos estão ligados pela imaginação, pela criatividade e pelo sentimento; este é um conhecimento estético da realidade.
A filosofia estuda estas questões a fundo na chamada "Filosofia da Arte" ou "Estética", estética aqui entendida enquanto uma tentativa de reflexão sobre esta forma peculiar e fantástica de conhecer o mundo.
Assim, podemos afirmar que a Arte é um caso privilegiado de entendimento intuitivo do mundo, uma uma via de mão dupla; tanto para o artista que cria a obra concreta e singular, quanto para o apreciador que se entrega para a obra no ato de contemplar e dar-lhe o sentido.
Na Arte são várias as formas de expressão; sons, imagens, formas entre outras, é preciso "traduzir" para uma linguagem acessível todos os afetos do artista, a expressão do real por meio da linguagem artística/intuitiva proporciona uma forma de conhecimento peculiar, que não se verifica nos outros tipos de conhecimentos.
Neste sentido, o conhecimento artístico está mais próximo do mito e da religião do que da filosofia e das ciência, mesmo que não seja nenhuma delas.
Vale a pena lembrar que, como todas as manifestações humanas no decorrer histórico, a Arte também foi se moldando aos vários contextos históricos/sociais, mudando seus sentidos de acordo com a organização social, política e econômica de determinada época;
na antiguidade mítica, por exemplo, quando a visão cosmológica da humanidade era majoritariamente mitológica e religiosa a Arte tinha uma função mágica, nesta fase, os seres humanos encaravam seus medos por meio de manifestações artísticas que os ajudassem a enfrentar o desconhecido em um mundo repleto de perigos terrenos e espirituais.
Assim, como expressão artística dessa época, temos as pinturas rupestres, as evidências de corpos pintados, sacrifícios aos deuses entre outras expressões que identificam as manifestações artísticas desta época .
Mas é bom ressaltar que, mesmo com as adaptações da Arte às suas épocas, existem conceitos artísticos que atravessam as eras;
em um show de rock, por exemplo, vamos identificar muitos rituais e expressões estéticas da época das cavernas, como tatuagens, piercings, danças entre outras manifestações.
e não só em um show de rock como em outras manifestações ultra modernas como haves ou em um show da Lady Gaga podemos identificar o que há de mais moderno misturado a rituais e expressões de eras primitivas.
Portanto, note que, mesmo que a Arte se adapte a sua época, como dissemos há pouco, existe algo de uma "essência" que a atravessa por todas as eras, são nessas manifestações que vamos percebendo que a Arte desempenha funções estéticas, sociais e até mesmo psíquicas, além claro de entreter .
Mas, é correto afirmar que a Arte tem por objetivo, em nossa era em particular, apenas o entretenimento? Poderíamos encontrar funções na Arte?
Os teóricos da Arte nos dizem que a Arte possui funções, ou seja, as manifestações artísticas podem servir para fins pré estabelecidos, nem sempre estas funções são as mesmas funções imaginadas pelo autor da obra, este, conforme veremos mais à frente, tem um papel fulcral na expressão artística, mas a sua obra, depois de finalizada, não é mais pertencente ao autor, está "solta" no mundo, alçando seus próprios voos;
A seguir vamos elencar as principais funções que a Arte pode ter:
> a Arte como uma função pragmatista ou utilitária; aqui temos a Arte meio que desvirtuada de sua função original, a Arte usada para servir a interesses de grupos sociais dominantes para transmitir para os "inferiores" a sua visão de mundo.
Um bom exemplo deste uso utilitarista da Arte se deu na Idade Média, quando a arquitetura, a música, a pintura, a literatura e a escultura serviam para transmitir aos iletrados e ao povo em geral a visão de mundo do Cristianismo Católico.
Tudo que foi produzido na Idade Média poderia nos servir de exemplo do uso da Arte por motivos pragmáticos; as esplendidas catedrais com seus vitrais, a Arte gótica, as esculturas entre outras manifestações artísticas são magníficos exemplos da Arte com o uso utilitaristas;
mas não só na Idade Média temos este uso utilitarista da Arte, quando damos uma festa de aniversário, casamento, comemorações entre outras formas de confraternização e colocamos uma música para alegrar o ambiente, também estamos usando a Arte com um fim unicamente utilitário;
nesta situação, ouvimos a música mais como um "barulho" para evitar o silêncio e animar o ambiente do que como uma contemplação estética.
Outra forma de uso pragmático da Arte é o aproveitamento de uma obra de arte em uma sala de aula; e aqui peço licença ao leitor para deixar nossa objetividade um pouco de lado e relatar em nosso texto uma experiencia pessoal e marcante que ilustra com perfeição o uso pragmático da Arte, desta feita, gostaria de citar uma aula marcante que tivemos na universidade com o professor Fábio Di Clemente sobre o quadro "o grito (Skrik)" de Eduard Munch, foram tantos pontos de vista diferentes, desafiadores e instigadores que eu jamais teria tido sozinho, sem dúvida, um excelente exemplo da Arte usada para fins utilitarista.
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| Uma das aulas mais inesquecíveis que tive foi uma análise filosófica sobre este quadro, um excelente exemplo do uso pragmático da Arte. |
> A Arte com uma função Naturalista; você já deve ter ouvido a máxima: "a arte imita a vida" e este ditado diz respeito a Arte sendo usada com um viés naturalista, ou seja, de imitação da realidade, refere-se ao conteúdo da manifestação artística, em outros termos, tudo que se produz na Arte com este viés visa a imitação da realidade, da forma mais fiel possível do seu objeto;
o chamado realismo artístico foi superado com o advento da máquina fotográfica, mas este realismo na Arte não desapareceu simplesmente, mas teve que se adaptar, a fotografia também, com o passar dos anos, teve que se adaptar, pois, ela mesma se tornou uma expressão artística.
Se você reparar bem vai notar que movimentos parecidos aconteceram na história como a música e o teatro que tiveram que se reinventar com o surgimento do cinema e, atualmente, é o cinema que enfrenta a realidade de nosso tempo e está mudando, entre outras formas de adaptações artísticas no decorrer histórico.
> a Arte com uma função formalista; este tipo, como sugere o nome, é referente a forma de expressão da Arte, ou seja, a sua organização interna seja ela escultórica, arquitetônica, musical teatral ente outras;
neste tipo de Arte há uma preocupação com a a experienciação estética em si, ou seja, com o que o interlocutor da obra vai sentir, seu proveito depende de um público mais educado e maduro para entender o conceito que o artista quer passar;
a caricatura é um bom exemplo dessa arte, note que na Arte da caricatura existe uma deformação do que se quer retratar (a pessoa), mas que capta e realça a sua essência.
A ARTE CONTEMPORÂNEA
A todo momento, nós, como seres humanos que somos, estamos decodificando o mundo e fazemos isso de variadas formas; cientificamente, religiosamente, filosoficamente, mas a Arte, neste panteão de manifestações humanas, desafia todas as outras formas de conhecer, pois, oferece uma fonte inesgotável de possibilidades e sentidos;
Se mostra como uma verdadeira "tentação" compreender as operações do entendimento sob a égide da razão e seus encadeamentos lógicos predicativos, mas, quando falamos de Arte, devemos exercitar uma visão de mundo totalmente diferente, pois a apreciação estética não se encontra nas malhas de algo lógico, não estamos mais no campo da lógica semântica.
Não há nada de lógico nas manifestações artísticas;
para compreendermos as concepções estéticas - principalmente da Arte contemporânea - devemos analisar todo o processo artístico, ou seja, a rede que abrange não somente a obra de arte em si, mas também os dados do autor, da obra e do processo artístico;
Quando compreendida esta rede que supõe não somente a obra, mas todo o contexto de sua apresentação, começa-se a notá-la não como uma obra temporal, datada, mas sim um objeto que contém em si uma informação estética, informação esta que será captada por um espectador, referente tanto a um grupo específico quanto às massas;
tudo que a obra precisa é ter a chance de encontrar o seu público...
Muitas vezes, a obra e o artista não têm a chance de promover este encontro com seu público e sua obra nunca encontra seu interlocutor e as vezes, vemos artistas sensacionais reconhecidos somente depois de suas mortes...
Note o caso de Van Gogh , hoje, internacionalmente reconhecido por seu trabalho, na época em que estava vivo não era reconhecido e chegou a vender apenas um de seus esplendorosos quadros, sendo ajudado por seu irmão mais novo Théo Gogh, tanto financeiramente quanto emocionalmente.
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| A Vinha Encarnada o único quadro que Van Gogh vendeu na vida. |
Notamos portanto que o tempo de uma obra não é medido por encadeamentos lógicos, o tempo de Van Gogh se deu somente depois de sua morte e até então o único interlocutor que sua obra encontrou foi o seu irmão.
O trabalho de Van Gogh não tinha precedentes na história da Arte até então e o preço de sua "novidade estética" foi caro, pois só foi encontrar seu público tempos depois.
Em outros termos, não se esgotam as possibilidade de interpretação de uma obra de Arte e o tempo de um obra de Arte não é linear, assim como Van Gogh, temos incontáveis exemplos de artistas injustiçados, que só receberam o reconhecimento devido depois de suas mortes.
Uma obra de Arte está "aberta" para as interpretações e e´o intérprete da obra o partícipe direto da história desta obra de Arte;
Umberto Eco, em seu livro "Obra Aberta" vai dizer:
"A Arte é uma mensagem fundamentalmente ambígua, uma pluralidade de significados que convivem em um só significante"
Ou seja, a partir de uma obra de Arte pode-se contemplar incontáveis interpretações; nenhuma delas passam pelo crivo da razão, nenhuma delas está circunscrita em um tempo determinado e linear e nenhuma delas é certa ou errada, são todas interpretações "soltas" que levam em consideração não somente a obra em si, mas também seu trajeto histórico, aí incluída a história do processo artístico assim como a condição social do artista.
Assim, vai entender melhor Van Gogh quem conhecer todas as circunstâncias de sua obra; sua vida, as angústias que se refletiam em seus quadros, o seu contexto histórico social, a sociedade de sua época etc.
Mas, quem está desprovido das informações contextuais do artista está privado de ter uma experienciação rica da obra? Em outros termos, existe uma forma certa de entender a Arte?
respondendo diretamente a pergunta: Não! Não existe uma forma correta de compreender a a Arte, pois esta não se circunscreve no campo da lógica, além disso, como estamos verificando, as possibilidade para interpretação artística são infinitas.
Para o artista o campo de criação abrange inúmeros aspectos da linguagem, inúmeros aspectos das possibilidades da criação, pois, quer o artista encontrar em sua expressão algo que se potencialize através de si e que encontre, no seu público, uma correspondência que não poderá ser quantificada ou mesmo definida, estamos no campo das sensações abstratas.
para o público as possibilidades também são infinitas, pois este potencial de si, despejado na obra, pode ser "investigado" pelo interlocutor por meio da história da obra e a trajetória do artista entre as múltiplas recepções possíveis.
Tudo que o artista visa em sua obra é criação, formar algo novo que abranja a capacidade de compreender de seu público, oferecendo uma nova significância.
O artista é um "fazedor de coisas" um investigador que procura o novo com novas consonâncias;
O artista possui assim uma esfera pública de seu ser que se nota em sua obra, é através dela que quer ser reconhecido como membro de determinada comunidade, é por meio desta vivência que ele cria;
e, quando o artista transgride e cria algo novo por meio de sua Arte, ele está dizendo para todos que é ele o indivíduo a que se pode "culpar" por tal transgressão, nós, como público, podemos julgar as intenções do artista dentro do contexto em que a obra foi concebida.
Assim, vamos percebendo que a obra é uma manifestação individual de importância social, partindo do individual para o coletivo.
Esta característica marcante da "transgressão" é pedra de toque da Arte, todo artista quer transcender seu tempo, superar seu tempo, ver além e fomentar a discussão de novos valores, averiguar e dialogar sem nunca se encerrar, e é o interlocutor da obra que vai dizer se o autor transgrediu ou não seu tempo.
A Arte Moderna transgride, mas abandona o ser humano ao se distanciar da figura humana, sua imagens abstratas são tema de acaloradas discussões no mundo da Arte;
Para Ortega Y Gasset, por exemplo, a Arte Moderna não é promissora, pois separa as condições sociais e pessoais do artista em relação a sua obra, para o autor de "A Desumanização da Arte" a ausência de humanidade e de assuntos humanos na Arte Moderna distancia o público de uma experiência estética autêntica.
para os críticos da Arte contemporânea o público se sente carente em frente as imagens abstratas e sua falta de respostas, afinal, o que pretende o artista moderno?
em fato, a Arte Moderna nada mais é do que o retrato de seu tempo; isolada, narcisista e indiferente voltado exclusivamente para a experienciação estética do Eu-artista e nada mais.
O artista moderno precisa entender que a Arte não é exclusiva do artista, sua obra deveria estar sedimentada no envolvimento, assimilação e pertencimento do público; uma via de mão dupla entre o artista e seu público que a Arte Moderna, em muitos casos, transforma em uma via de mão única, colocando o ego do artista como o centro de tudo.
Cabe aqui uma ressalva; apesar do tom crítico dos últimos parágrafos em relação a Arte Moderna estamos criticando aqui a forma geral da mesma, calcada sobre o individualismo de nossa era, mas consideramos que existe sim uma Arte Moderna de qualidade e engajamento, mas, em sua forma geral, ela é problemática...
Dito isso e nos encaminhando para o final de nosso artigo, falaremos um pouco mais sobre o processo de criação artística;
um aspecto importante do processo de criação artística diz respeito a novidade, e a criação e necessita de um sujeito (o/a artista) que seja o motor dessa novidade;
é o novo (a novidade) o motor do artista e o novo é o nada.
O próprio texto que você está lendo agora, um dia foi uma página em branco (um nada) até se tornar o texto em si (a novidade) e, ao criar a novidade a partir do nada, o que quer o artista?
O artista quer imprimir mudanças em seus interlocutores e essas mudanças só serão possíveis se a obra encontrar seu público.
O artista encontra meios para despertar, em seu público, algo do inconsciente para o consciente é por isso que quando somos "tocados" por uma obra de Arte não somos mais os mesmos.
E todo este processo custa muitas tensões psíquicas para o artista, a loucura está sempre rondando os grandes gênios, e eles devem se utilizar da loucura que os envolve sem se deixar levar por ela, alias, a Arte é composta de sentimentos que trazem à tona os conflitos do artista e são estes conflitos que serão traduzidos na obra que contemplamos.
em outras palavras, a Arte é composta de sentimentos múltiplos visceralmente depositados nela, é algo que o artista divide de si conosco e com o mundo todo.
Por tudo isso a Arte é um conhecimento privilegiado que poe os sentimentos acima da razão, o seu conhecimento, reconhecimento e aprofundamento ampliam as possibilidades de entendimento do mundo;
e nos transformam!
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| A Arte, quando nos toca, nos transforma e atiça em nós uma nova sensibilidade que proporciona uma nova forma de viver. |
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E aí, gostaram do artigo dessa semana??
Falar sobre a Arte em um tempo obscurantista como o nosso não é somente um prazer, mas também uma necessidade;
Mais do nunca precisamos da Arte, precisamos exercer essa forma estética de encarar a realidade.
Neste encerramento gostaria de falar brevemente sobre um aspecto que ficou de fora de nosso artigo e também gostaria de dividir com vocês algumas manifestações artísticas de pessoas comuns que passaram pela minha vida e me marcaram com suas expressões artísticas;
primeiramente vale a pela dizer que a divisão entre artista e público não é rígida, ou seja, o artista pode ser público e vice versa;
todos nós temos a capacidade natural de criar, em qualquer tipo de manifestação artística; música, literatura, escultura, arquitetura enfim, qualquer coisa.
Então, deixe falar o artista que existe em você, deixe fluir sua sensibilidade artística, ela está aí, acredite!
Você pode também exercitar um "olhar artístico" sobre o mundo; ver as coisas de forma mais intuitiva e menos racional.
Tente e liberte-se !!
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E agora, já que estamos falando de Arte, gostaria de dividir com vocês manifestações artísticas que pessoas comuns como eu e você fizeram, deixando falar em si o artista que existe em cada um de nós;
Muitos desses artistas passaram tão rápido pela minha vida que eu não tive a chance sequer de conhecer-lhes o nome, mas estão eternizados pela sua obra;
Então, vamos conferir a Arte dessas pessoas nesta singela homenagem:
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| Esta obra foi utilizada em nosso artigo O ULTIMATO DO IPCC - MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O PESO DA REFRIGERAÇÃO e trata-se do trabalho de Educação Artística dos alunos do Rômulo Castelo no ano de 2014, na época do meu estágio. Gostaria muito de saber o nome dxs artista para dar-lhes o devido crédito ... |
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| Esta obra também é conhecido dos leitores do Blog, foi usada na postagem PALAVRAS AO VENTO |
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| Esta também é fruto da veia artística dos alunos do Colégio Rômulo Castelo e futuramente será usada com o destaque que ela merece em um de nossos artigos. |
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| Mais uma obra de Arte dos Alunos do Rômulo e eu simplesmente adoro esta obra! Não vejo a hora de encontrar um tema para usar esta obra como destaque. |
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| Mais uma obra dos alunos do Rômulo Castelo, esta em particular de muita sensibilidade, será um autorretrato?. |
a intenção ao selecionarmos essas obras de pessoas comuns, ao invés de obras de artistas conhecidos e consagrados é demonstrar que os limites entre artista e público não exitem, ora somos um, ora somos o outro;
Então, deixe falar o artista que existe em você e sinta o mundo de outra forma!
E, se quiser um lugar para que a sua obra encontre o seu público conte com a gente!😉
...
Até a semana que vem e cuidem-se !!





















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