MOBY DICK - IMPRESSÕES

 Olá Escritores !!


Estão prontos para o artigo dessa semana? 


Hoje vamos descontrair e falar um pouco de literatura e de uma história simplesmente fantástica;


hoje é dia de dizer nossas impressões sobre um grande clássico da literatura mundial:


MOBY DICK!!

 

mas não se engane, porque você vai ver que Moby Dick é menos ficção dos que você pensa.


Já leram este? 


Espero que sim porque este artigo contém !!!SPOILERS!!! hein então fiquem espertos e ...


divirtam-se !!!




          Todo bom leitor sabe que, lá no fundo, os personagens dos grandes autores da literatura são, quase sempre, alter egos dos próprios autores, sempre tem um pouquinho do autor nos personagens, não é mesmo?


Mas com  Moby Dick fica até difícil saber onde começa a vida de Herman Melville (autor) e começa a vida de Ishmael (personagem).


De qualquer forma, vamos tentar começar pela trama fictícia; 

 

A versão mais nova de Moby Dick é a versão, integral pela Cosac Naify, com a tradução de Irene Hirschi e Alexandre Barbosa de Souza.  


Este é, de fato, um livro fantástico, e como a maioria dos grandes clássicos, está repleto de simbologias e significados.


A trama gira em torno de Ishmael, um marinheiro free lancer cujo o passado é desconhecido, ou melhor dizendo, pouco revelado.


Ishmael decide embarcar em mais uma aventura tentando se afastar da melancolia que o persegue, ele embarca no navio baleeiro Pequod onde, após dias em alto-mar, é revelada à ele, e à toda a tripulação, a verdadeira intenção do capitão Ahab:


 - perseguir a baleia branca nos dois lados da terra e por todos os lados do globo até que ela solte um jato de sangue preto e boie com as barbatanas para cima. 


pelas palavras do Capitão dá pra notar a obsessão do homem em caçar e matar a enorme cachalote, só porque o bichinho arrancou-lhe uma das pernas.


Moby Dick foi escrito em 1851 por Heman Melville (1819-1891), e passou quase cinco décadas relegado ao esquecimento, até ser descoberto no início do século XX.

 

E, como dizíamos lá no início do nosso artigo, Herman Melville  não foi apenas um dos maiores escritores de aventuras de todos os tempos, ele mesmo foi um grande aventureiro, e viveu intensamente cada uma das histórias que contou.


A infância de Melville foi feliz, mas a adolescência foi cheia de dificuldades, com a falência do pai e a família arruinada. 


Não foi um aluno brilhante, mas desde cedo demostrava talento para escrever. 


Teve que deixar os estudos para ajudar em casa e desde os 13 anos foi tentando todo o tipo de trabalho de office boy até professor em uma pequena escola, mas não se adaptou a nenhum deles. (alguém aí se identificou?)


Aos 20 anos, estava desempregado e sem profissão definida. 


Foi quando um irmão mais velho lhe arranjou um emprego de mensageiro num navio o Sant Laurence, que carregava passageiros e mercadorias entre os EUA e a Inglaterra. 


As verdadeiras aventuras, porém, só começariam em 1841 quando, novamente desempregado, ele embarcaria no baleeiro Acushnet, que zarpava de New Bedford.


New Bedfort era, naquela época, capital mundial da caça à baleia, uma atividade que rendia muito dinheiro. 


O óleo, a carne e os ossos do grande mamífero tinha enorme valor comercial e esta atividade só entraria em declínio com o uso cada vez maior do petróleo como combustível e com a Guerra Civil americana (1861-1865), que se estendeu para o mar e requisitou muitos barcos para fins militares.


Melville pegou o apogeu da febre baleeira. 


Acushnet,um enorme veleiro todo equipado, partiu para uma longa viagem cheia de perigos e maravilhas passando pela costa do Peru, Galápagos, Ilhas João Fernadez e então descendo rumo aos mares do Sul parando em Nuku-Hiva, no arquipélago das Marquezas. 


Durante quase um ano e meio Melville, como tripulante deste navio, participou ativamente da caça à baleia, nos pequenos botes em que caçadores enfrentavam o mar para arpoá-las a mão. 


Essa vida dura e cheia de riscos ele registraria para sempre em Moby Dick, sua obra prima.


Quando o Acushnet atracou nas ilhas Marquezas, Malville viveria mais uma grande aventura: 


desceu em terra com seu amigo Toby para contatar a tribo dos Happas, índios amistosos com os brancos, mas acabaram nas mãos dos Taipis, que eram canibais. 


Melville passou quase dois meses com os nativos, antes de fugir e embarcar no baleeiro australiano Lucy Ann, que passava por ali. 


Essa passagem da sua vida ele relataria em Taipi, um livro reportagem com toques de ficção.


Lucy Ann continuou uma viagem caótica pelos mares do Sul. 


Os marinheiros não queriam saber do capitão nem do imediato e a todo o momento armavam motins. 


A rebelião final se deu quando o navio aportou em Papeeti no Taiti, a tripulação prendeu o capitão e quis permanecer na ilha, em resposta as autoridades francesas prenderam toda a tripulação, inclusive Melville que só conseguiu sair alguns meses depois e ficou vagando pela ilha sem rumo. 


Os nativos e seus costumes seriam retratados em Omoo. 


Melville embarcaria então em outro baleeiro rumo ao Havaí, onde se alistaria na marinha americana e embarcaria no United State.


A vida a bordo deste navio seria um verdadeiro inferno para ele: 


a disciplina férrea, a brutalidade dos comandantes e os castigos corporais a que ele assistia diariamente seriam denunciados em White Jacket. 


Melville deu baixa em 1844 e trocou a vida de aventuras pela tranquilidade de um lar, casou-se no ano seguinte e passaria o resto de sua vida escrevendo as aventuras fantásticas que vivera.


Mas estes dias não foram tão fáceis assim. 


Os editores ou não queriam publicar seus escritos ou punham obstáculos. 


O público também não entendia. 


Taipi, por exemplo, era um relato tão fantástico, que seu editor não acreditou nas histórias de Melville, e foi necessário que o amigo Toby reaparecesse e confirmasse a história. 


Omoo custou a passar pela censura dos editores porque fazia críticas à ação dos missionários cristãos entre os nativos, que, de acordo com o escritor, desrespeitavam suas crenças e sua maneira de viver. 


Melville continuou e escreveu muitos livros, alguns deles sem tradução no Brasil, sempre preocupado em fundamentar seus relatos numa atitude quase que científica.


Moby Dick, a maior de suas obras, foi recebida apenas como mais uma aventura marítima de Melville, foram necessárias décadas para se reconhecer nessa história muito mais do que isso. 





Com um atraso de décadas Moby Dick teve o reconhecimento merecido; possui incontáveis versões para o cinema. A imagem acima é da mais nova versão do clássico para as telonas, curiosamente, não possui o nome da emblemática baleia no título, sendo chamado de "No Coração Do Mar" no elenco Chris Hemsworth (o Thor do Marvel Universo Cinematográfico, MCU), Tom Holland( o Homem Aranha, também do MCU), Cillian Murphy e grande elenco.  


...


A perseguição do capitão Ahab à gigantesca baleia branca é na verdade um relato dramático da eterna luta do homem em busca do seu destino. 


Uma luta contra todas as forças da natureza, em um mundo que jamais será um paraíso.


Moby Dick é, realmente, um livro do qual se pode falar muitas coisas, mas a melhor maneira de conhecê-lo é deixar que ele fale por si mesmo.  


Deixar que ele nos leve com a sua emoção; 


a mesma emoção que foi o sal da vida de Melville.



Herman Melville, um autor do qual é difícil separar obra e vida. 




 E aí gostou do nosso artigo? 


Herman Melville é uma inspiração para nós escritores, não é mesmo? 


Então entre aí nos cometários e fale com a gente, diz o que você achou! 


E se você tem um escrito na gaveta está na hora de tirar ele de lá , não é mesmo? 


pode ser um conto, poesia, uma crônica qualquer coisa. 


O importante é você se expressar!!


Até a semana que vem !!!


Cuidem-se!!




  

 

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