NATURAL OU PRODUZIDA? QUAL A ORIGEM DO CORONAVÍRUS?
Olá Escritores!
Preparados para o artigo desta semana?
Desta vez, vamos tratar de um assunto que vem mexendo com a vida de todo mundo e do mundo todo;
Vamos falar sobre a pandemia do novo coronavírus.
Esta semana, entrou novamente no debate a questão sobre a origem do coronavírus, com o Presidente dos EUA, Joe Biden, exigindo da Agência de Inteligência Americana um relatório conclusivo sobre a origem do coronavírus.
Claro que a China não gostou nada disso e, revidou, dizendo que a origem do vírus está nos EUA.
Enfim ....
É mais um ponto de pressão na delicada relação entre China e EUA.
Atualmente, a versão sobre a origem do coronavírus, difundida inclusive, pela OMS é a transmissão de uma espécie animal para os seres humanos.
Mas, a suspeita de que este vírus tenha sido criado em laboratório vem ganhando força na Comunidade Científica Internacional.
Daí o interesse dos EUA em, prontamente, acusar a China de ser a responsável por criar e liberar este vírus.
No artigo de hoje, você vai perceber que, de fato, a probabilidade deste vírus ter se modificado naturalmente para passar de uma espécie animal para a espécie humana é muito remota, sendo mais provável que todas essas complexas etapas terem sido criadas em laboratório, mas daí a pensar que somente a China seria capaz de fazer isso é um pensamento muito tendencioso e parcial.
Ninguém tem nada a perder mantendo um pensamento lhano e condizente com a realidade dos fatos, principalmente em uma era onde as paixões estão a flor da pele, contaminando o debate.
É sempre bom lembrar que a nossa proposta no artigo de hoje é fazer uma análise de um fato histórico em pleno movimento histórico e a análise de um fato histórico enquanto ele está acontecendo apresenta diversos desafios; a falta de distanciamento temporal e emocional dificulta uma avaliação objetiva e imparcial dos eventos.
As emoções, opiniões e influências contemporâneas podem afetar a percepção dos acontecimentos e distorcer a compreensão dos mesmos.
Além disso, a disponibilidade limitada de informações e a incerteza inerente aos eventos em andamento podem prejudicar uma análise precisa.
A compreensão completa dos impactos, desdobramentos e consequências de um fato histórico, muitas vezes, requer um distanciamento temporal para avaliar o contexto mais amplo, coletar dados mais abrangentes e analisar criticamente as evidências.
É preciso deixar isso claro, pois, em um futuro próximo, poderemos revisitar nossas análises e verificar se nossas perspetivas estavam certas ou se a história nos surpreendeu mais uma vez.
Tudo é uma questão de honestidade intelectual.
De qualquer forma, ficará para sempre registrado o vislumbre que tivemos deste momento histórico singular, feito com isenção (o máximo que se pode ter) e embasamento, neste que já entra para os anais da história humana como um de seus maiores desafios neste século que se inicia.
Desejamos para você uma Boa leitura !!
Vamos iniciar nosso artigo de hoje chamando a atenção do leitor para uma particularidade de nosso tempo:
O negacionismo, o obscurantismo, a ignorância orgulhosa e a dificuldade de um debate produtivo baseado em fatos, dados e pesquisas científicas, assim, pontuamos a dificuldade posta a nós em nossa era e os desafios que a humanidade enfrenta na atualidade de forma global.
O debate público vem sendo solapado por um debate raso, baseado tão somente em crenças pessoais e sofismas.
Os sofismas vão se imiscuindo de tal forma na discussão pública que vai envolvendo todos em um “labirinto intelectual” difícil de se livrar.
Uma dicotomia radical se instalou profundamente no centro do debate, ou se está de um lado da discussão ou do lado diametralmente oposto, tudo é politizado na atualidade e, onde se politiza tudo, o debate fica raso, sempre regido por interesses de grupos ou paixões cegas.
Uma falácia que se instaurou no debate e está sendo muito utilizada nos dias atuais é a falácia do "falso dilema”, explicando de forma resumida, esta falácia se dá na forma da apresentação de 2 únicas saídas para um problema, onde, ao se tomar uma opção, automaticamente, nega-se a outra:
No debate atual esta falácia toma corpo nas discussões sobre a origem da mutação do novo coronavírus, mutação esta que fez o vírus “saltar” de uma espécie para a outra.
Alguns fatores facilitam a propagação do sofisma, como, por exemplo, o pouco conhecimento das ciências naturais, tanto na população mais humilde, quanto nas classes mais abastadas, isso faz o conhecimento encerrar-se em círculos fechados de estudiosos.
E dentro desses círculos fechados, notamos outro problema basilar:
A falta de senso crítico da maioria dos cientistas, a ausência
de um aprofundamento filosófico, crítico, que os evoque a perceber que, mesmo a
ciência, não está livre de pressões mercadológicas.
A falácia do falso dilema se materializa na cristalização de 2 únicas opções para a origem da mutação novo coronavírus:
Ou,
“É
um vírus criado em laboratório e lançado no ambiente por cientistas malévolos
(chineses, obviamente).”
Ou,
"“É
uma mutação ocorrida na natureza de forma espontânea e natural.”
Aceitar a hipótese de que a mutação do vírus é natural, sem considerar as ações humanas e sem considerar os fatores sócio/políticos, que regem todas as nossas relações, é de uma ingenuidade comovente.
...
Os dados apresentados nesta parte do artigo são científicos e disponíveis a qualquer um interessado no debate.
Começamos falando da barreira específica, trata-se de um fenômeno muito conhecido em biologia, refere-se a uma barreira natural que não permite que um vírus, simplesmente, salte de uma espécie para a outra e infecte células de espécies diferentes, a barreira específica é um importante fator na evolução das espécies.
Vale a pena explicar, en
passant, como funciona a barreira específica:
A chave é uma combinação entre uma molécula receptora presente nas células e uma proteína que cada vírus carrega em seu invólucro de gordura.
Se esta proteína do vírus não for compatível com a molécula receptora da célula o vírus falha em seu intento, assim sendo, o vírus só é capaz de agir (infectar) a célula com a qual seu material genético combina, por isso é correto dizer que os incontáveis vírus presentes na natureza são ligados sempre a determinadas espécies.
Ligado a uma espécie, os vírus exercem funções importantes em sua dinâmica, a vida microscópica cumpre um papel importante na manutenção dos complexos processo vitais.
Ocorrer um salto de um vírus, de uma espécie para outra, de forma natural, é um processo que seria até possível, mas, muito improvável, dada às inúmeras “coincidências” que precisariam acontecer, além das barreiras naturais aos quais teriam que ultrapassar, pois não basta somente um contato físico com outra espécie para que ocorra a mutação genética.
Um animal que se alimenta de outro, por exemplo, não é suficiente para que se efetue o salto do vírus e nem mutações aleatórias, a mutação teria que ser muito específica para que o vírus consiga inserir seu DNA ou RNA (material genético) através da membrana celular e consiga assim “sequestrar” a célula e forçá-la a produzir a proteína necessária ao propósito do vírus, que é se reproduzir.
Além da improbabilidade de uma mutação natural do vírus - o que já seria suficiente para desconfiar das explicações simplistas recorrentes - ainda assim, existem outras barreiras naturais.
Para infectar um hospedeiro o vírus precisa vencer inúmeras
barreiras, cada barreira dessas exigiria
uma ou mais mutações do vírus[1], lembrando que estamos falando de processos
virais dentro de uma só espécie, o conjunto de mutações necessárias para que um
vírus salte de uma espécie para a outra não é, portanto, um fenômeno simples.
Não podemos deixar de notar que a mutação de um vírus, mesmo dentro de seus processos naturais, ou seja, atuando em uma só espécie, não é uma diligência simples como quer sugerir o debate atual, não obstante, nos mega laboratórios, existe um esforço colossal para reproduzir, de forma artificial, um vírus hibrido altamente virulento, cujo material genético é compatível com várias espécies, estes vírus híbridos altamente infecciosos são chamados de quimeras.
Para produzir estes vírus os cientistas usam enzimas especiais para cortar e unir sequências.
Um processo dispendioso e completamente antinatural.
Uma pergunta emerge quando tomamos conhecimentos das quimeras e o esforço para produzir estes vírus, tão potentes e perigosos:
Por que gastar tempo e recursos criando este
tipo de vírus?
A resposta é repetida como um mantra pelas mega corporações:
“precisamos estar preparados
caso haja uma mutação viral na natureza e surja um vírus de grande poder
infeccioso”.
Ora, se a própria cultura em laboratório das quimeras mostra como é difícil e improvável que ocorra uma mutação dessas na natureza, por que tanta preocupação com uma mutação dessa magnitude na natureza?
Fica no ar a
reflexão.
A produção de vírus quimeras não é novidade, vem sendo realizada há anos e divide a comunidade científica;
os defensores repetem seu mantra:
“precisamos estar preparados caso haja uma mutação viral na natureza e surja um vírus de grande poder infeccioso...”
Os críticos questionam os riscos da cultua de quimeras.
a Revista Nature - uma das mais respeitadas publicações científicas do mundo - traz um artigo, do ano de 2005, cujo o título é:
O VÍRUS DA GRIPE DE 1918 FOI RESSUCITADO
Não nos estenderemos sobre os riscos de recriar um vírus mortal como este, pois o título fala por si[2],
Além do perigo iminente de cultivar quimeras tão virulentas, ainda existe sempre o fantasma desses vírus caírem em “mãos indevidas” como bioterroristas, laboratórios chineses, sem nenhum controle da comunidade internacional ou nações poderosíssimas e imperialistas, como os EUA por exemplo.
Em fato, estas informações não estão seguras nas mãos de ninguém!
Nem de bioterroristas, nem do governo sem transparência da China e, certamente, não sob a tutela do governo americano e, menos ainda, trancados a sete chaves nas megas indústrias farmacêuticas e de pesquisas biológicas.
Nunca é demais lembrar que o lobby farmacêutico é um dos mais poderosos do mundo, assim, é de uma inocência simplória acreditar que a indústria farmacêutica trabalha para o bem estar da humanidade, que estão cultivando quimeras para estarem preparados para uma eventual pandemia e que têm uma inabalável preocupação social.
Na verdade, quando se vive no duro chão da realidade e não no fantasioso mundo das teorias da conspiração, é mais fácil crer que grupos criminosos, muito bem sintonizados com a dinâmica do sistema vigente, usem a estrutura para uma lavagem de dinheiro descomunal, em proporções que só encontrariam eficiência em paraísos fiscais que lidam com volumes de negócios de macro economias.
Não é de hoje que se estuda o caminho de mega quantias ilegais, afinal, não é recente a tentativa de aumentar os lucros de forma ilegal.
O livro de Mark Duffield; GOVERNANÇA GLOBAL E AS NOVAS GUERRAS (2001), já analisava o caminho do dinheiro ilegal rumo às empresas de biotecnologia, o crime organizado tem uma boa parte de seu capital investido em empresas dentro da legalidade, isso faz parte do modus operandi do crime organizado que lida com cifras bilionárias.
Sem embargo, vamos percebendo que, mesmo nas mãos
de empresas ditas “seguras” e “honestas”, não deixamos de correr sérios riscos
com estas pesquisas de vírus quimeras em laboratórios.
Existem ainda outras pesquisas que demonstram os riscos de cultivar, em laboratório, vírus letais como estes, um dos casos em particular chama a atenção, pois, refere-se a gripe suína de 2009 que se espalhou pelo mundo e era considerada “altamente similar” a um vírus criado em 2005, houve alerta de vários virologistas no mundo inteiro na ocasião, mas a discussão não avançou e, como sempre, foi abafada por interesses monetários de certos grupos.
Aquela época, caso houvesse um debate qualificado, poderia se estabelecer maior controle dessas pesquisas e, se não anular completamente os riscos, pelo menos arrefecer os efeitos de uma pandemia, ou do surgimento de uma nova doença.
Nada disso aconteceu! Não houve um debate na época, a indústria seguiu ganhando muito dinheiro e o que é pior, continuou suas pesquisas reproduzindo quimeras cada vez mais vorazes.
Em fato, não podemos nos iludir, as empresas, os governos e, por tabela, toda a sociedade é refém das corporações, do capital e da influência destas megacorporações na sociedade;
"sociedade" entendida aqui como a comunidade
cientifica também que, muitas vezes, por conta da falta de um senso crítico apurado, corrobora com a narrativa das corporações.
O preço da negligência da sociedade frente às pesquisas das grandes corporações em 2009 talvez tenha cobrado seu preço na atual pandemia.
Em 12 de dezembro de 2015 a Nature publicou um artigo com o título:
VÍRUS DE MORCEGO CRIADO EM LABORATÓRIO SUSCITA DEBATE SOBRE PESQUISAS ARRISCADAS
Mais uma vez, o título fala por si, mas convém um resumo sobre o cerne da pesquisa.
Brevemente falando, como resultado da citada pesquisa, foi criado um vírus quimera adaptado para crescer em ratos e imitar a doença humana, no entanto, o vírus infectou células respiratórias humanas.
Estas informações nos mostram duas coisas:
1- existe um risco real na cultura de vírus quimera e;
2- criar este tipo de vírus é uma
tarefa diligente e esta mutação in natura
é tão improvável quanto impossível.
É difícil, praticamente impossível, que um vírus ultrapasse a barreira específica por processos unicamente naturais, no entanto, temos uma lista de vírus que conseguiram passar a barreira específica por meios artificiais, vírus como o Sars, Mers, Gripe Aviária, Gripe Suína, Coronavírus(?) ...
Coincidência...?
No atual momento, o debate se encontra tão raso que fica muito fácil convencer as pessoas de que um vírus ultrapassou todas as barreiras especificas e barreiras do hospedeiro e sofreu uma mutação pelo simples fato de ter sido comido por nativos chineses, sendo que qualquer esforço sincero rumo a dados científicos, a muito conhecidos pela ciência, refutaria esta explicação simplista.
A pandemia do Covid-19, dado a sua importância, tem o potencial de reacender o debate sobre o perigo da cultura de vírus quimeras, no entanto, reconhecendo o tempo de extremo obscurantismo em que nos encontramos, convém perguntar:
Que tipo de debate
seria esse?
A própria Nature, vendo o debate voltar à voga, lançou uma nota editorial em março de 2020 referente ao artigo já citado de 2005.
Em resumo, a nota diz que não existe evidências sobre a possibilidade do coronavírus ter sido criado em laboratório, veja bem, de fato não existe evidência concreta sobre o vírus ter sido criado em laboratório, mas também não existe evidência contrária, a pressa no posicionamento da publicação é, no mínimo, suspeito.
Houve ainda, a publicação de um artigo na Nature em março de 2020 tentando, mais uma vez, reforçar a teoria de que o coronavírus não foi criado artificialmente, chama atenção a insistência em dar bases sólidas, científicas, à teoria da não participação dos laboratórios na mutação do novo coronavírus, coincidência ou não, um dos autores do artigo é co-fundador da Zalgen Labs, empresa privada que produz contramedidas contra vírus emergentes.
Os nomes das pessoas citadas, assim como das empresas e os dados apresentados neste artigo estão disponíveis na internet, o próprio leitor pode fazer uma pesquisa e tirar suas próprias conclusões.
São questões válidas para uma discussão que desvie do obscurantismo vigente em nossa era, este é o papel social da ciência.
Ciência esta posta em um mundo real, onde os interesses particulares e a influência das mega corporações definem os rumos da pesquisa vigente, onde, existem fortíssimos indícios e provas documentais do dolo dos conglomerados do setor fármaco e dos laboratórios de biologia na criação de vírus com alta capacidade infecciosa.
Sabendo disso, o que faremos, como Sociedade Organizada?
...
É válida a desconfiança de Joe Biden e dos EUA sobre a origem do Coronavírus, pois seria um processo muito improvável que o vírus transponisse a barreira natural e passasse a infectar um hospedeiro humano, salta aos olhos que a origem do coronavírus é artificial.
Não obstante, a pressa em acusar a China também deve ser motivo para a desconfiança, pois, inúmeros laboratórios americanos trabalham em quimeras altamente virulentas e perigosas.
A Comunidade Internacional precisa ficar atenta à pressão americana em acusar a China;
Pois, sendo uma coincidência ou não...
A China é o principal adversário comercial dos EUA na atualidade.
[1] Cross-Species Virus Transmission
and Emergence of New Epidemic Diseases. Microbiology and Molecularbiology
Reviews. 2008. Parrish C. R.
[2]
Artigo disponível em: www.nature.com/articles 4377994a
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E aí gostaram do artigo desta semana?
É importante o debate sobre um assunto que está afetando todos nós, não é mesmo?
Afinal, em tempos de fake news, mais do que nunca, precisamos de senso crítico.
Vem participar do debate e dizer o que você acha!!
Dê a sua opinião, participe!
Semana que vem continuaremos neste mesmo tema.
Vamos refletir sobre quem está lucrando e às custas de quem, nesta pandemia.
Aguardamos todos vocês lá hein!
Cuidem-se e até semana que vem!!








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