OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
Olá Escritores !
Preparados para o artigo desta semana?
Hoje vamos falar um pouco sobre EDUCAÇÃO;
A educação é um tema que está sempre no centro dos debates, pois trata-se da forma como repassamos para as gerações futuras todo o arcabouço de valores vigentes em nossas sociedades, mas não somente isso, a escola é responsável por formar tanto o profissional como o cidadão, ela educa, socializa e profissionaliza;
A educação é um daqueles temas fulcrais do qual praticamente todos os pensadores já se debruçaram em algum momento, dada a sua importância crucial para a formação de nossas sociedades;
Mas, se nossas sociedades não vão bem, com valores deturpados, consumismo descontrolado, indiferença, agressão à natureza, violência etc, como já pontuamos inúmeras vezes aqui no Blog, seria correto afirmar que a educação também não está bem ?
A educação, nos moldes como ela é aplicada hoje em dia está em franco debate no mundo todo, veremos isso em breve no artigo que você está prestes a ler.
Mas antes, vamos esclarecer alguns pontos sobre o artigo que segue:
Primeiramente, o artigo tem como base fazer uma análise macro-temporal, ou seja, considerar a linha do tempo da educação com um foco mais apurado em nossa contemporaneidade, mas não abrange os últimos 3 anos e isso acontece porque os últimos anos são anos de incertezas, que não nos permite fazer prognósticos;
O atual governo lida com a questão educacional unicamente pelo viés ideológico e isso custa à pasta educacional de seu governo uma estagnação que certamente nos custará décadas de atraso, por isso não conseguiríamos supor que caminho nos levaria as "políticas públicas educacionais" deste governo, é tudo tão absurdo e incerto ...
Outro fator que não está considerado no artigo é a pandemia do novo coronavírus, este é um fato que ainda estamos vivendo, de proporções mundiais que, certamente, trará consequências para a educação no futuro;
A pandemia escancarou uma série de problemas sociais de nossos alunos que ficavam escamoteados, há até bem pouco tempo atrás;
Foi com a pandemia que percebemos que muitos de nossos alunos estão excluídos desta nova sociedade digital que vem se formando, muitos passam fome e têm uma dificuldade extrema de se adaptar ao ambiente escolar, entre outras dificuldades escancaradas pela pandemia do novo coronavírus.
por conta das incertezas dos últimos anos nosso artigo não abordará a educação no governo Bolsonaro e na vigência da pandemia, mas certamente faremos uma análise pormenorizada sobre a educação considerando o atual governo e a influência da pandemia.
Feito estes esclarecimentos, desejamos à você uma;
Boa Leitura !!
Ao contrário do que o brasileiro médio acredita, o problema da educação também é discutido nos países ditos desenvolvidos, o mundo inteiro vem assistindo nos últimos 25 anos debates e transformações profundas no tratamento das questões educacionais.
Estamos em um momento especialmente delicado, mas os dados mostram que há uma evolução positiva em vários indicadores, o que demonstra que os rumos estão corretos, isso sem ignorar o fato de que ainda há um enorme caminho para percorrer.
Pretendemos aqui discutir estes indicadores, com uma ênfase maior nos pontos considerados mais dramáticos.
Mas, antes de apresentar alguns dados, gostaria de relembrar como foi a educação no Brasil, iniciada na década de 1950.
Na década de 1950 o Brasil possuía um modelo de educação voltado para a reflexão e o pensamento crítico, com matérias como a filosofia, arte, música entre outras voltadas para o esmerilhamento intelectual, era uma escola voltada a formar pensadores, intelectuais, lideranças, gente com conhecimento e senso crítico.
O problema desta escola é que ela não era para todos, era uma escola extremamente elitista, burguesa, seletiva, não era para o povo, somente para alguns afortunados.
Em meados da década de 1960, com a industrialização do Brasil, foi necessário multiplicar a mão-de-obra, neste ponto, a escola, por uma necessidade que se apresentava, deixa de ser elitista e passa a ser populista.
Nasce a escola de massa, formulada para produzir a mão-de-obra que o país necessitava.
Nesse período foram construídas muitas escolas, e o modelo educacional muda também.
A nova escola não prioriza mais matérias como filosofia e artes, o saber agora tem um viés pragmático e se torna fragmentado e segmentado.
O espaço físico das escolas também sofre uma mudança radical, antes os espaços eram amplos, abertos, inclusive com aulas ao ar livre, passa agora a ser em ambientes fechados, salas quadradas, padronizadas, pequenas, intercaladas com enormes corredores, perde-se a noção de coletividade.
A escola transforma-se em uma grande “fábrica de saberes segmentados”.
O conteúdo desta nova escola segue o mesmo padrão de seus espaços físicos, ou seja, se tona um conhecimento fragmentado, dividido em blocos de saberes;
as aulas são divididas em 50 minutos de matérias distintas (50 minutos de matemática, 50 minutos de português, 50 minutos de química e assim por diante) as aulas são divididas por um sinal sonoro, note que o sinal sonoro é uma coisa de fábrica de produção em série, isso porque o saber também é um produto em uma linha de montagem.
A nova escola é uma escola militar e até mesmo os corpos têm de ser adestrados, os alunos são obrigados a ficar sentadas por quatro horas ou mais, somente ouvindo sem questionar, sem conversar, aprendendo um saber conteudista e enlatado, para ser usado em fábricas.
Os alunos são passivos, são desestimulados ao embate sadio de ideias, pois o professor desta escola não aceita ser questionado, ele detém o monopólio do saber e não aceita que sua autoridade seja questionada ou desafiada por um aluno.
Com isso, temos a ausência de crítica e a repetição mecânica.
As crianças desta nova escola não são incentivadas a escrever (isso perdurou até os dias atuais) elas são preparadas única e exclusivamente para o mercado de trabalho das fábricas recém surgidas no Brasil.
Existe nesta época uma valorização do conhecimento teórico; quanto mais meu conhecimento é abstrato, melhor ele é (pensamento platônico).
A escola, desde então, passou por mudanças, mas infelizmente muitos dos conceitos desta velha escola de massa perduram em nossa sociedade, a escola ainda é fragmentada, tanto em seus espaços físicos como em seus conteúdos.
Devemos nos questionar, portanto, como ensinar o todo em uma escola fragmentada?
Afinal, não é possível que se possa formar um cidadão consciente se este ser humano é isolado entre quatro paredes de uma escola fragmentada e passiva.
Precisamos ter em mente que, diferente da escola de massa surgida na década de 1960, que tinha como principal objetivo formar os operários para as fábricas, a nossa escola atual tem (ou deveria ter) o ideal de formar um cidadão consciente, capaz de formar a sua própria opinião, de votar com consciência do que está fazendo, que seja um questionador, que tome em suas próprias mãos os rumos de sua nação, que seja livre independente e nunca manipulado.
Para que seja possível à nossa escola formar cidadãos assim, teremos que mudar vários aspectos de nossas escolas, tanto no espaço físico como no modelo atual de educação.
Felizmente, o que vemos no Brasil hoje, apesar de todas as intempéries, é o engajamento dos profissionais da área que entre erros e acertos pelo menos estão fazendo alguma coisa para verem a mudança acontecer, diferente dos governantes que, em sua grande maioria, só tomam alguma atitude quando esta lhe trouxer votos ou dinheiro.
Quando falamos de investimento não falamos apenas de quantidade de dinheiro investido, pois, se olharmos os dados, perceberemos que houve um aumento de investimento no decorrer dos anos, veja:
Em 2000 o gasto com educação era de 10,5%, subiu para 14,5% em 2005 e 16,8% em 2009 (FONTE, OCDE 2012 EDUCATION AT GLANCE)
Por que os investimentos são crescentes e os resultados práticos não o são?
Aí esta a nossa falha; a má gestão dos recursos.
O Brasil tem uma deficiência que é mais sintomática nas séries iniciais e vai melhorando, gradativamente até chegar às universidades, consideradas como boas ou excelentes.
Reparem a enorme contradição do ensino no Brasil:
Um estudante passa por todo um ensino fundamental ruim, um ensino médio mediano para ruim para só então chegar a um ensino de qualidade nas universidades, então nem é preciso nos aprofundarmos nas condições em que esses alunos (os que conseguirem chegar lá) chegarão à Universidade.
Por isso devemos ter um olhar especial para a educação básica e ao ensino médio, estas instâncias de nossa educação sofrem por um negligenciamento histórico de nosso governantes;
Nos governos do PT houve grandes avanços no ensino superior, principalmente no acesso a estudantes de baixa renda, mas o ensino básico e médio foram tão negligenciados como em qualquer outro governo, nos parece que a questão da educação básica e ensino médio são um de nossos maiores gargalos, no que tange a educação no Brasil.
OS PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Na década de 1980 um fisco chamado Sérgio Costa Ribeiro notou que havia uma discrepância em nossas estatísticas educacionais, ele comparou os dados do censo populacional do IBGE e as matrículas nas 8ª séries da escola fundamental de alunos na faixa etária de 7 a 14 anos.
Os números não batiam.
Continuando suas pesquisas Sérgio Costa descobriu que o fato de haver mais crianças matriculadas em alguma dessas séries do que a população da faixa etária tinha uma explicação imediata:
era causada pela repetência que “segurava” as crianças e a evasão que provocava o fenômeno da dupla contagem.
E atrás destes fenômenos esconde-se outro trágico acontecimento que não aparecia nas estatísticas:
O “fracasso escolar”.
O que é o fracasso escolar?
O fracasso escolar é uma verdadeira chaga que se instalou em nosso sistema escolar e condena muitos de nossos alunos a exclusão e ao analfabetismo, inclusive ao analfabetismo funcional.
O analfabeto funcional é aquele que consegue identificar letras e consegue juntar as sílabas, mas não consegue juntar uma frase, nem compreender um texto.
Essa pessoa não consegue ler um manual, escrever um texto coeso, nem comunicar-se por via eletrônica, portanto está excluída desta nova sociedade digital que está se definindo.
A bomba explode agora!
Parte dos nossos analfabetos entre 15 e 29 anos que somava algo em torno de 2.960,000 em 1997 (7% da população nesta faixa etária) segundo o IBGE PNAD, frequentou a escola e foi expulsa dela por ser um “fracassado” escolar.
Na década de 1980 considerava-se como um dos principais motivos da evasão escolar o fato das crianças precisarem ajudar no orçamento familiar;
esta realidade mudou, em parte por uma questão cultural, onde as famílias reconhecem cada vez mais a importância da educação na formação do indivíduo, e em parte pelos programas de assistência social oferecidos pelo governo (muito criticados por uma grande parcela da população).
Hoje podemos afirmar que o principal motivo de evasão escolar é o fracasso escolar.
Pois, com o passar dos anos, em sua vida estudantil, mesmo que esta criança seja passada nas séries (passadas na chamada “aprovação automática”) o conhecimento não será, de fato, absorvido e esta criança carregará consigo o estigma de ser uma “criança burra”, desacreditada por seus colegas, pelos seus pais, pela escola e por ela mesma.
Até que chega a hora em que o ambiente escolar torna-se insuportável para esta criança e ela abandonará a escola, está condenada a ser uma excluída.
Quem teve a oportunidade de realizar uma pesquisa de campo nas escolas percebe, nos rostos destas crianças, o sinal do fracasso escolar.
Alguns dados corroboram esta triste realidade:
42% dos jovens brasileiros com idade entre 15 e 19 anos declararam não estar frequentando a escola e destes 46% disseram ter abandonado efetivamente a escola.
Se separarmos os dados por região a situação fica ainda pior;
Na Região Nordeste 65% dos jovens de 15 a 19 anos estavam fora da escola;
na Região Norte 59%;
na Região Centro Oeste 41%;
na Região Sudeste 36%;
e na Região Sul 34%.
Esta é a parcela de “fracassados” em nosso país.
Mesmo com estes dados medonhos é preciso reconhecer que desde o final da década de 1980 e começo da década de 1990 existe uma mudança de mentalidade, tanto da população brasileira, que vê na educação um valor já incorporado e, na medida do possível, procura manter seus filhos matriculados, assim como também por parte dos formuladores de políticas públicas da área de educação que começaram a mudar a ênfase de suas recomendações, voltando suas atenções ao que acontecia dentro da escola.
Houve também uma melhoria na comunicação entre governo e estes educadores e, a partir destes diálogos, os governos se convenceram de que, tão importante quanto construir prédios escolares novos é dirigir o investimento com qualidade para a escola, qualidade de vida escolar da criança ou do jovem, qualificação dos professores, oferta e qualidade do material didático (livro didático) e a avaliação não como o único critério de aprovação ou reprovação do aluno, mas sim para aprovar ou reprovar a escola.
É razoável supor que, se uma grande quantidade de alunos não aprende ou se evade, deve-se pensar que o culpado é a escola e não o aluno.
Essa não foi uma mudança fácil na mentalidade dos governantes, dos políticos e dos educadores principalmente por desconhecimento prático da situação real de nosso sistema escolar ou até mesmo por interesses econômicos que se voltavam unicamente para a construção de prédios escolares (que é o que conta como realização para que estes políticos se gabem de seus feitos posteriormente).
Essa mudança de mentalidade nos faz voltarmos os olhos para dentro da escola e levantar questões que ainda não foram resolvidas, mas, pelo menos, promove uma guinada radical nas políticas públicas para a educação;
a escola deve deixar de ser uma formadora de “fracassados” e passar a formar cidadãos, com capacidade cognitiva e crítica.
Sabemos que a pobreza tem um papel importante no êxodo escolar e nas taxas de repetência, mas a escola tem se democratizado nas últimas décadas, e cada vez mais crianças das camadas pobres entram no ambiente escolar.
Devemos estar atentos para o que acontece dentro da escola.
Em muitos bairros carentes a escola é o único ambiente estruturado de convivência, ou seja, a criança vai ficar 4 ou 5 horas em um ambiente social saudável, e o resto do dia em um bairro violento sem infra estrutura ou em uma casa com pais drogados e/ou alcoolizados e ausentes.
Isso eleva a importância da escola em escala incalculável, a escola deve acolher uma criança nestas condições, nunca expulsá-la, tentar tirar dessa criança o melhor que ela tiver, construir sua auto-estima e afastá-la dos estereótipos, conversas do tipo “é o destino dela” ou “não há nada que se possa fazer” devem ser evitadas.
No entanto, escolas mau cuidadas, com carteiras e vidros quebrados, professores desmotivados e acuados pelo medo da violência dificilmente serão locais acolhedores para estas crianças.
LONGO CAMINHO
Mesmo com todas as divergências entre educadores e gestores em um ponto todos concordam:
Em educação demora-se certo tempo para que medidas implantadas surtam efeito, porem a interrupção de qualquer medida já implantada sentem-se imediatamente os resultados negativos.
E sobre este aspecto é um erro muito grave mudar uma medida por puro capricho dos governantes, para que o mesmo deixe sua “marca” na administração.
Como uma das principais evidências de atraso educacional no país, podemos citar o analfabetismo, sobretudo em comparações internacionais.
O Brasil possui uma das maiores taxas de analfabetismo da América Latina na população de 15 anos ou mais.
Em números absolutos são 15,8 milhões de pessoas, isso sem contar os analfabetos funcionais cuja contagem é muito mais complexa.
Precisamos concentrar esforços para eliminar esta chaga de nossa sociedade.
Outro problema grave de nosso sistema escolar é a distorção série/idade mais da metade, ou seja, 54,3% dos alunos da quinta série do ensino fundamental estão fora da idade ideal.
Outro dado que assusta:
8,5 milhões de jovens matriculados no ensino fundamental tinham 15 anos ou mais e já deveriam estar no ensino médio, dos alunos do ensino médio, 3,7 milhões de jovens tinham 18 anos ou mais.
As ações para a melhoria da qualidade da escola precisam ser incentivadas ao lado de um apoio maciço aos programas de aceleração de aprendizado e dos cursos supletivos, presenciais e a distância.
Cursos supletivos sérios e não esses que propõem condensar 3 anos de ensino médio em 1 mês, esses são criminosos e só agravam nosso problemas.
UM OLHAR PARA O FUTURO
Nos encaminhado para o final de nosso artigo, gostaria de dizer que ser professor é estar de frente com desafios diários, só pode ser exercido por profissionais que tenham extrema vocação, só pode ser exercido por pessoas que saibam se motivar e motivar os outros, o tempo todo, tanto alunos como seus colegas de profissão.
Isso porque os desafios na área de educação são muitos e são gigantescos.
Para quem aceitar este desafio, fique sabendo;
não dá para mudar a educação no Brasil formulando teorias a distância, com a cabeça enfurnada em livros e estatísticas, é preciso “sujar as mãos” e participar efetivamente da vida escolar, olhar a escola por dentro e saber o que acontece dentro dos prédios escolares.
Nesse sentido é preciso ouvir quem está na linha de frente dessa guerra contra a ignorância, não só os professores, mas também os porteiros, as faxineiras, as cozinheiras da escola, pois eles também são educadores, eles também fazem parte deste grande corpo educacional chamado escola.
Mesmo com estes desafios monumentais a nossa frente minha projeção para o futuro é otimista, isso porque vejo gente lutando para melhorar, também vejo algumas ações dos governos que são, de fato, efetivas para a melhoria da educação no Brasil.
Poderia citar como uma dessas ações o Programa Institucional de Bolsa a Iniciação a Docência (PIBID) do qual posso falar com certa propriedade, pois faço parte.
Este programa é de vital importância, pois leva o aluno dos cursos de licenciatura para dentro da realidade escolar de uma forma muito vívida, participando da rotina escolar, observando e identificando falhas e trabalhando, junto com os professores para a melhoria do ensino.
É um olhar para escola de dentro para fora e não de fora para dentro como se costuma fazer.
Através desta experiência pude verificar, com meus próprios olhos, que realmente, as falhas no ensino fundamental se refletem no segundo grau e também nas Universidades.
Pude observar que muitos de nossos alunos, que estão no segundo grau e já deveriam estar lendo e escrevendo bem, têm dificuldade nestes fundamentos, percebi que existe no estudante brasileiro certa alienação em relação aos assuntos do dia-a-dia, muitos deles (a grande maioria, na verdade) vão começar a votar em alguns anos e não sabem qual a função de um vereador ou um deputado, não sabem como funciona o sistema de governo brasileiro, não estão inteirados com assuntos polêmicos do Brasil e do mundo, e, como a maioria da população, possuem uma admiração exacerbada e cega por países ditos desenvolvidos achando que a solução para os problemas do Brasil é importar "soluções prontas" dos países ditos desenvolvidos, ignorando assim a própria história.
Creio que este também é o papel da escola, se quisermos ter uma escola que forme cidadãos com senso crítico e não apenas conteudista, ou seja, trazer para a escola o vivido, o dia-a-dia, debater com os alunos os assuntos que fazem parte da vida cotidiana valorizar a história nacional para podermos identificar nossos erros, não repeti-los e encontrarmos, nós mesmos, os brasileiros, a solução para nossas mazelas sem “importar” soluções prontas de outros países que fizeram justamente o que estou citando, ou seja, buscaram encontrar dentro de sua realidade as soluções para seus problemas.
A nova escola precisa sair das quatro paredes e se integrar com a sociedade.
Nossos alunos precisam ir a museus, ir a concertos musicais e ir também aos lugares mais comuns dos bairros, na feira, na quitanda é preciso haver uma junção forte entre sociedade e escola, os pais dos alunos precisam ser incentivados a participar da vida escolar de seus filhos, com reuniões regulares e não somente quando o aluno comete atos indisciplinares.
Prevenção é melhor do que punição.
A escola tem condições de identificar os alunos problemáticos e de tentar chegar ao motivo real deste comportamento, não podemos como educadores, desistir de nossas crianças, todas devem ter uma chance.
A escola precisa ser muito mais do que aulas de matemática, português, física etc. Precisamos incentivar os talentos individuais e ter aulas extras dentro das nove inteligências (ou inteligências múltiplas), aulas de xadrez, música, artes, esportes, jogos matemáticos, teatro e outros são importantíssimos.
Todos os assuntos citados neste texto são, na verdade, uma explanação muito superficial, pois em todos esses assuntos cabe uma discussão muito mais aprofundada, na demanda dos problemas levantados.
Em nome de um Brasil melhor.
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E aí, gostaram do artigo desta semana?
O tema é muito abrangente, complexo e sempre atual, a educação nos forma como seres humanos que somos, transmitindo para todos os membros de uma sociedade os valores dos quais somos todos formados;
Como dissemos lá em nossa abertura, o tema é recorrente na história da Filosofia justamente por sua importância e todos os pensadores discorreram sobre a educação, em maior ou menor grau;
Para quem quiser ampliar sua leitura sobre a educação, na visão de Nietzsche, posso sugerir o artigo: A REFLEXÃO DE NIETZSCHE SOBRE A EDUCAÇÃO: UMA ANÁLISE, que publiquei na revista filosófica "Revista Reflexões", este artigo foi escrito numa parceria com o meu professor Filicio Mulinari;
Basicamente, o artigo visa corroborar a importância dos valores estabelecidos para a sociedade ocidental, pontuar que valores são estes e qual é o papel da escola na transmissão destes valores.
Passa lá e dá uma conferida!
...
Por fim, gostaria de citar as fontes que usei para o artigo desta semana;
começamos com a palestra de Viviane Mosé: OS DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS: A EDUCAÇÃO;
Seguindo, vamos citar o artigo de Gilda Figueredo Portugal; UM SALTO PARA O PRESENTE, A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL;
Usei também como fonte minhas experiências docentes pessoais e as anotações de meu diário dessa época e uma pitada de internet aqui e ali, sem plágios, sempre bom ressaltar.
Esperamos que você tenha gostado de nossas reflexões de hoje e esperamos encontrar vocês aqui novamente semana que vem;
até lá e cuidem-se!!!









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Show de bola, David Spencer.
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